BANCÁRIOS PSTU rompe Oposição Bancária do Ceará para aliar-se aos petistas da DS e TM Faltando pouco menos de quinze dias para a inscrição da chapa da oposição classista para as eleições da diretoria do Sindicato dos Bancários do Ceará, o PSTU rompeu o Movimento de Oposição Bancária (MOB). Este partido resolveu literalmente chantagear o MOB e exigiu que seus integrantes aprovassem sumariamente a exclusão da LBI da chapa. Usou como pretexto para justificar essa conduta sectária que era caluniosa a denúncia da LBI sobre o caráter governista do ato realizado em 30 de março. Tal manobra não surtiu efeito. Tanto que, mesmo a LBI sendo minoritária no MOB, conformada em sua maioria por ativistas classistas e independentes de bancos públicos e privados, a exigência do PSTU foi fragorosamente derrotada, obtendo apenas um único voto na reunião que discutiu a questão. Apesar disso, em uma prova de sectarismo extremo e de que não respeita a democracia operária ou a reivindica apenas quando lhe convém, o PSTU anunciou unilateralmente que iria sair do MOB e construir uma “outra chapa”. As verdadeiras razões que levaram o PSTU a romper o MOB obviamente não estão nas críticas que a LBI fez ao programa do ato organizado no dia 30/03. Nos mais de cinco meses que o MOB vinha se estruturando tendo em vista as eleições sindicais, com reuniões semanais e trabalho de base nas agências, nossa delimitação com a política da direção majoritária da Conlutas sempre foi pública, de amplo conhecimento tanto do próprio PSTU como dos ativistas que conformam a oposição. A luta política da LBI por dotar o MOB de um programa classista, de combate ao governo Lula e à burocracia sindical governista são razões do respeito e da referência de nossa conduta no interior da oposição e não o contrário. O que ocorreu, de fato, foi que o PSTU resolveu se retirar da oposição bancária para aliar-se às correntes petistas da DS e TM, respectivamente controladas no estado pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, que acaba de anunciar o aumento das passagens de ônibus para contemplar os empresários que financiaram sua campanha e o vice-governador, Francisco Pinheiro, homem de confiança de Cid Gomes e sua oligarquia corrupta. Para melhor mascarar sua aliança simples e direta com as correntes que apóiam o governo Lula, o PSTU buscou convenientemente criar um amálgama e utilizar a LBI como pretexto artificial de sua ruptura com o MOB. Mas esse artifício infantil, próprio dos desesperados em se livrar do debate político, foi facilmente desmontado pelos próprios integrantes do MOB. Estes, na sua maioria, ativistas classistas e independentes, foram capazes de distinguir uma orientação classista coerente com o puro oportunismo político e não aceitaram a posição ultimatista do PSTU de excluir a LBI. A decisão do PSTU corresponde a sua política de avançada aproximação com a burocracia sindical governista, cujo dia 30/03 foi a melhor (ou pior!) expressão. Nesse sentido, a Conlutas aborta a perspectiva de combate ao governo Lula e se posta como conselheira da frente popular, reivindicando de Lula, que arrocha o salário dos servidores públicos e dos próprios bancários do Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNB e BASA, “medidas concretas” em favor dos trabalhadores como se este fosse um aliado da classe operária. Não por acaso, para levar a frente essa tarefa inglória, o PSTU e a Conlutas escolheram no dia 30/03 como parceiras a CUT, Força Sindical, CTB e demais centrais governistas. No caso específico dos bancários do Ceará, o PSTU rompeu o MOB, cujos ativistas são amplamente reconhecidos pela categoria por sua trajetória de luta e combate nas assembléias, para conformar uma chapa com a DS, TM e PSOL. O PSOL, diga-se de passagem, buscou até o último momento que integrasse o arco político desta composição o próprio PCdoB, partido da base da sustentação dos governos Lula, Cid Gomes e Luizianne, governista até a medula e fiel escudeiro da Articulação Sindical em sua sanha de traição da categoria bancária. Tanto que o PCdoB já compõe a diretoria do sindicato dos bancários com a Articulação na condição de força auxiliar e reafirmou que continuará a fazê-lo formando uma chapa comum para disputar as próximas eleições, apesar dos apelos do PSOL. Como a LBI era um obstáculo à aliança com os mais fiéis governistas da DS, TM e PCdoB, politizando um sentimento classista presente na base da categoria e no interior do próprio MOB de sério questionamento ao teor do que representaria esta “unidade”, o PSTU resolveu exigir sumariamente nossa exclusão da oposição. Sendo derrotado e não conseguindo seu objetivo vil, retirou-se da oposição para melhor e de mãos livres, sem os questionamentos acerca da incoerência de sua política, implementar a aliança com os defensores da frente popular! Esta não é a primeira vez, no Ceará, que o PSTU sacrifica a independência de classe e a luta contra a burocracia sindical, optando por dividir a oposição classista, o que acaba por favorecer os governistas e a própria CUT. Em 2006, quando a LBI chamou, inclusive naquele momento com o aval da direção estadual da Conlutas, uma convenção para conformar uma chapa única de oposição classista nos professores para derrotar os arquipelegos corruptos da CUT comandados pela corrente “O Trabalho” do PT no Sindiute, o PSTU de forma absolutamente sectária e irresponsável optou por boicotar a convenção unitária para montar, inclusive a revelia da própria deliberação da Conlutas local, uma chapa própria. Resultado: os governistas venceram as eleições porque tragicamente a oposição classista saiu dividida. Logo depois, os cutistas que foram favorecidos pela ação divisionista do PSTU mergulharam o sindicato na completa paralisia e na mais profunda corrupção, desmoralizando a base que até hoje amarga derrota atrás de derrota! Agora a história se repete, com um forte agravante: o PSTU rompe a oposição classista nos bancários às vésperas da inscrição da chapa para se aliar diretamente a um setor declaradamente governista, petista e cutista, que apóia com unhas e dentes as gestões burguesas da frente popular! Nessa empreitada, ávido pela aliança com esses setores e em um quadro onde os princípios são jogados na lata do lixo, obviamente o PSTU tem o PSOL e a Intersindical ao seu lado, o mesmo PSOL que tratou de montar um “movimento” paralelo ao MOB para fragilizar a oposição e que nas eleições para os Sindicatos dos Bancários do Rio de Janeiro e de São Paulo chutou a chapa da oposição bancária para aliar-se ao PT e a CUT! Diante desta conduta criminosa do PSTU, que rompeu o MOB para aliar-se a um setor da burocracia sindical governista (DS e TM do PT) e se rastejar junto ao PSOL para constituir uma chapa que não diz para que veio, porque inclusive não irá denunciar o governo Lula como burguês, inimigo dos trabalhadores e responsável pelo arrocho salarial da categoria e recorrerá a todo malabrismo pragmático em nome de não ser uma chapa taxada de “radical”, porque, segundo esses senhores, uma política conseqüente de denúncia desse governo antioperário e de seus ataques a categoria “perde voto”. É necessário que o ativismo classista que apóia o MOB nos locais de trabalho abstraia as importantes lições dos últimos acontecimentos. Faz-se imperioso solidificar no interior da categoria um núcleo de lutadores combativos que não se vergue às chantagens da burocracia sindical governista e ao oportunismo de seus apêndices “de esquerda”. Estes últimos quando lhes é conveniente se dizem de oposição para postar-se melhor diante da base, mas quando não os convém se colocam como responsáveis aliados e conselheiros dos governistas. Nessa perspectiva ficou comprovado, mais uma vez, pela própria experiência viva e concreta da luta de classes que o PSTU quando colocado à prova entre dar conseqüência a um programa classista tendo por base uma aliança com aqueles que de fato constroem a oposição nas bases e na luta direta ou capitular às correntes petistas que apóiam o governo Lula, opta vergonhosamente por acordos espúrios com os mais fiéis governistas e seus satélites, abrindo mão dos mais elementares princípios que são a independência de classe e o combate sem tréguas à frente popular. Aos aguerridos e combativos construtores do MOB chamamos os companheiros a cerrarem fileiras conosco na tarefa de dar continuidade à batalha pela construção de uma alternativa de direção classista e revolucionária para os bancários e para o conjunto da classe trabalhadora brasileira! 01 de Abril de 2009. LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA ![]() ![]() ![]() |