Uma coluna de militantes da TRS/LBI distribuiu milhares de exemplares do panfleto, reproduzido abaixo, durante o encontro dos cinco presidentes latino-americanos realizado neste dia 29 de janeiro no Centro de Convenções de Belém (PA). A Conlutas negou-se a organizar sequer um ato de protesto para denunciar a política neoliberal destes governos, optando vergonhosamente por realizar uma “marcha contra o desemprego” a quilômetros de distância do local onde Lula se reunia com seus pares. A LBI foi a única corrente que teve a coragem política de desmascarar estes mandatários burgueses através de um piquete no próprio Centro de Convenções da capital paraense, chamando os trabalhadores a romperem com seus algozes que se travestem de “progressistas”

Lula, Chávez, Evo, Correa e Lugo: a centro-esquerda burguesa reúne-se no Fórum Social Mundial para enganar os trabalhadores!

A presença dos cinco presidentes latino-americanos apresentados como paladinos de governos antineoliberais, progressistas e mesmo nacionalistas – Lula, Chávez, Evo, Correa e Lugo – vem sendo anunciada pelos reformistas como o momento político mais importante do FSM.

A subserviência a estes mandatários que atacam os trabalhadores e o milionário patrocínio estatal, mais de 100 milhões de reais, confirmam o que já afirmávamos: o FSM é um conclave contra-revolucionário e paraestatal voltado a cooptar a vanguarda e enganar os trabalhadores para que as gestões da centro-esquerda apliquem sua ofensiva sobre os explorados.

Não por acaso, o grande debate no FSM é se ele engaja-se aberta e formalmente no apoio a estas gestões ou continua a manter a farsa de que trata de um espaço “apartidário da sociedade civil”. Ao apresentar o encontro dos presidentes como a vitrine do FSM, os organizadores deixam cair a máscara da “autonomia” que alardeiam.

Intelectuais vendidos, ONGs e sindicalistas a soldo da social-democracia afirmam que as gestões dos presidentes que se reúnem no FSM já seriam a expressão real de que “um outro mundo é possível”. Tais governos seriam a “passagem da luta antineoliberal a seu período atual, de luta por uma hegemonia alternativa, pela reconstrução de modelos de superação ao neoliberalismo”. Tamanha farsa vem à tona quando é notório que estes governos, apesar da fachada “de esquerda”, servem aos amos imperialistas, ao latifúndio, às transnacionais e à grande burguesia nativa.

A crise econômica tem servido de pretexto para estes senhores doarem bilhões aos capitalistas. Chávez, com seu “impulso produtivo”, eliminou impostos dos empresários e criou um fundo de um bilhão de dólares para subsidiá-los. Já Lula “emprestou” 4 bilhões de reais para as montadoras que dias após demitiram milhares de metalúrgicos.

Ao contrário do que pregam os patrocinadores do FSM, os trabalhadores devem se organizar para derrotar Lula, Chávez, Evo, Correa e Lugo pela sua própria ação direta, pois estes são inimigos de classe dos explorados em nosso continente. O FSM é um engodo para impedir que o proletariado possa por meio de um programa revolucionário e de uma estratégia comunista enfrentar a crise capitalista, expropriar a burguesia e dirigir uma alternativa política e social de poder dos explorados que coloque abaixo a ordem capitalista. Esta é sustentada por governos apoiados pelo FSM que agora têm um parceiro a altura, Obama, novo chefe do imperialismo mundial. Em uníssono, os paladinos do “Socialismo do Século XXI” junto com Lula e Obama formam agora uma maioria planetária construída para subsidiar as perdas financeiras dos grandes trustes.

Denunciamos o FSM como uma verdadeira internacional contra-revolucionária subserviente ao imperialismo e às burguesias nativas latino-americanas. Fazemos um chamado aos lutadores para prepararmos a resistência aos planos do imperialismo e de suas marionetes “progressistas”, forjando com o melhor da vanguarda militante a construção do partido mundial da revolução proletária para estabelecer um combate sem quartel àqueles que travestidos de “pós-neoliberais” desmoralizam as massas para melhor domesticá-las a fim de jogar sobre os ombros dos trabalhadores o ônus da crise capitalista. No momento em que os reformistas não se cansam de afirmar a inviabilidade da instauração da ditadura do proletariado e disseminar ilusões no suposto caráter neutral do Estado das classes dominantes, defendemos que a única saída progressista para a humanidade diante da atual crise capitalista é a revolução socialista em escala mundial.

Belém, 29 de janeiro de 2009.


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