CAMPANHA INTERNACIONALISTA LBI participa de ato político no consulado venezuelano em repúdio ao assassinato dos três dirigentes operários da UNT A Conlutas realizou no dia 10 de dezembro um ato político no consulado da Venezuela, em São Paulo, em repúdio ao assassinato de três dirigentes operários da central venezuelana União Nacional dos Trabalhadores (UNT). Richard Gallardo, Luis Hernández e Carlos Requena tiveram suas vidas ceifadas por uma emboscada armada por pistoleiros na noite de 27/11. Durante o dia apoiaram a ocupação da multinacional laticínia Alpina, cujas mobilizações foram fortemente reprimidas pela polícia do estado de Aragua. Fizeram-se presentes no ato cerca de 50 militantes, representando várias organizações políticas como LBI, PSTU, CST/PSOL, LER, Práxis, FOS e ativistas independentes, entre os quais trabalhadores bancários, químicos, metroviários, judiciários, professores e estudantes. Convocado para ser uma manifestação de protesto em frente ao consulado, o PSTU e a CST, tendência brasileira ligada a USI venezuelana da qual os três assassinados eram dirigentes fizeram um acordo para transformá-la em apenas uma reunião com a consulesa Laura Grasse Fajardo. O eixo delineado pelo PSTU e a semi-chavista CST, de buscar o diálogo com a representação de Chávez no Brasil em detrimento da organização de uma massiva manifestação de denúncia do governo cúmplice pelo assassinato dos dirigentes operários, configura-se como mais uma concessão destas organizações ao fraudulento “socialismo do século XXI”. Mesmo discordando da orientação dotada ao ato, a LBI fez uso da palavra na reunião com a consulesa alertando aos militantes presentes que nenhuma ilusão deveria ser depositada no governo Chávez e na justiça burguesa venezuelana. Afinal, o presidente bolivariano declarou durante a recente posse do governador de Aragua, Rafael Isea do PSUV, que iria mandar apurar e punir os responsáveis pelo assassinato, enquanto, na verdade, a justiça ordenou a prisão do operário Julio César Arguinzones Romero utilizado como bode-expiatório para encobrir os reais responsáveis pelo crime. A justiça e a polícia repressora do estado de Aragua, para colocar uma pá de cal sobre o caso e abafar a investigação encarceraram um funcionário da Pepsi-Cola, que se encontrava em seu ambiente de trabalho na hora do crime. Nesta empresa também atuava Luis Hernández, de quem era grande amigo. O Ministro das Relações Interiores e da Justiça venezuelano, Tareck El Aissami, reafirmou que o caso foi encerrado, pois o culpado já se encontra preso. Provavelmente, os pistoleiros foram recrutados pela multinacional Alpina de dentro da própria polícia subordinada ao governo do estado de Arágua que comandou os ataques aos operários em greve. Outro suspeito de ser o mandante do bárbaro crime é o recém-eleito prefeito de Zamora, município onde Luis Hernández, então candidato a prefeito, era ameaçado junto com os companheiros da USI e da UNT pela extrema direita por denunciarem a fraude no processo eleitoral. Até agora não foi formada a comissão de apuração dos responsáveis composta por familiares e dirigentes do movimento operário acordado entre governo, autoridades policiais, Inspetoria do Trabalho e a direção da UNT em reunião no dia 02 de dezembro. Terminada a reunião no consulado, a LBI e outras organizações agruparam a maioria dos ativistas presentes em frente ao consulado para manter o ato de protesto, denunciando que os governos da centro-esquerda burguesa na América Latina, desde Chávez até Lula, são os principais agentes do patronato na repressão aos trabalhadores, com demissões de lideranças sindicais no Brasil e assassinatos impunes a dirigentes na Venezuela. Assim sendo, é tarefa elementar de todas as organizações políticas e sindicais que se reivindicam classistas e revolucionárias se engajarem numa campanha internacionalista contra as perseguições políticas e os assassinatos a ativistas sindicais e políticos, denunciando abertamente seus responsáveis e conformando tribunais populares por uma apuração independente das instituições corruptas da burguesia. ![]() ![]() ![]() |