EDUCAÇÃO Professores deflagram greve contra ataques desferidos pelo governo Cid Gomes, frentão popular que vai desde PT e CUT até PSDB e DEM A decisão dos trabalhadores em educação da rede estadual na assembléia realizada no dia 28/11 de entrar em greve foi uma resposta mais do que justa da categoria frente aos ataques do governo Cid Gomes (PSB/PT/PMDB/PCdoB/PSDB/DEM), entre eles a reacionária medida de entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal contra a Lei do Piso Salarial Nacional e a mensagem recém aprovada na putrefata Assembléia Legislativa, que institui o piso de míseros R$ 950, somando vencimento e gratificações, para os professores com formação de nível médio. Com a posição inicial de enrolar os professores e defender apenas o estado de greve, a burocracia sindical governista representada pelas direções da APEOC (Articulação/PT) e do Sindiute (corrente “O Trabalho” do PT), para não serem atropeladas pela base, foram obrigadas a votar pela paralisação já a partir do dia 28. Para não perder o controle da assembléia, esses legítimos representantes da venal burocracia cutista utilizaram várias manobras como limitar as intervenções aos representantes escolhidos nos zonais, o que representa um golpe contra a democracia operária e o direito elementar dos sócios destas entidades de apresentar idéias e propostas em seus fóruns. Mesmo com todos os ataques sofridos contra os professores estaduais, as direções da APEOC e do Sindiute irmanadas pela CUT não tinham a menor intenção de realizar uma greve, no máximo a aposta era dar uma demonstração de forças através de uma grande mobilização como foi o ato em frente ao Palácio de Iracema e esperar a definição do PT que está com relações estremecidas com o governo Cid Gomes, para saber o que fazer. A posição dos deputados estaduais Artur Bruno e Raquel Marques, esposa do prefeito de Quixadá e presidente do PT estadual, Ilário Marques, de votarem contra a mensagem do governo Cid Gomes que se nega aplicar até mesmo a miserável lei do piso salarial nacional da educação proposta por Lula, abriu uma crise na base aliada petista. A conduta destes parlamentares petistas tem como móvel central a disputa por espaço dentro do governo Cid Gomes e, principalmente, o alinhamento entre PSB e o PSDB em torno do apoio à candidatura de Tasso Jereissati ao Senado em 2010. O anúncio governo do estado do concurso público para contração efetiva de 4000 professores poucos dias após o inicio da greve, expressou, de certa forma, uma tentativa de Cid Gomes de atenuar a pressão e o desgaste da administração estadual com o movimento dos professores. Por outro lado, não sinaliza, pelo número de vagas do concurso, que vai recuar em relação à ADIN e implantar em 2009 a redução da carga em sala de aula com um terço de hora-atividade. Já a antioperária mensagem do governo Cid que estabeleceu o piso de R$ 950 para os professores com nível médio, além de contar via de regra com a ajuda dos inimigos de classe no corrupto parlamento estadual, só foi possível graças ao próprio conteúdo rebaixado da lei do piso de Lula que estabelece apenas para 2010 a obrigatoriedade de que o valor do piso seja o vencimento de início de careira. O resultado disso é que o piso salarial imposto pelo governo Cid Gomes é duplamente negativo para a categoria, em primeiro lugar pelo fato dos professores do 1º ao 8º nível receberem o mesmo salário, sendo que para atingir os R$ 950 haverá somente aumento das gratificações. Em segundo lugar, sem uma elevação dos vencimentos nestes níveis não haverá nenhuma alteração nos salários dos outros níveis a partir de adequação do plano do PCCS. Manter e fortalecer a greve, essa é a única decisão a ser tomada pela categoria nesse momento diante da intransigência do governo da oligarquia Ferreira Gomes, aliado em condomínio que inclui PT, PSB e representantes dos velhos coronéis, que têm um currículo histórico de repressão e ataques às conquistas dos trabalhadores em educação como ficou marcado o governo de Ciro Gomes, irmão do atual governador, no início da década de 90. Para garantir a vitória nessa luta é necessário que categoria fique alerta e não se deixe enganar pelas manobras da burocracia sindical governistas da APEOC, do SINDIUTE e da CUT que, dependendo da relação do PT dentro do governo Cid Gomes poderá a qualquer momento enterrar a greve. Portanto, nenhuma trégua a esse governo verdugo da categoria, superar a política de conciliação de classes dessas direções sindicais governistas, intensificar a luta através ação direta, como passeatas e atos em frente à sede do governo, até que todas as nossas reivindicações sejam atendidas.
• Abaixo a reacionária ADI 4.167 e o piso estadual R$ 950! ![]() ![]() ![]() |