CONJUNTURA NACIONAL

Por uma Frente Operária Revolucionária para derrotar nas lutas o governo Lula, a oposição burguesa e o imperialismo! Lançar uma anticandidatura revolucionária para denunciar a democracia dos ricos e seu regime!

As correntes governistas que dirigem a UNE utilizam seus fóruns burocratizados para impor como eixo central o apoio à reeleição de Lula, apontando-o como saída “democratizante”. Fazem, assim, coro com Bush e o capital financeiro, que vêem no governo do PT/Mensalão o mais adequado gerente para seus negócios no Brasil e na América Latina. Em contraposição, o latifúndio e a indústria nacional se apóiam no fascistóide Alckmin, a ponto de terem quebrado a blindagem de Palocci, o “protegido” dos especuladores. Após o pífio crescimento do PIB e a desvalorização do dólar gerada pelo afluxo da moeda para o Brasil, esgotou-se a “paciência” destes setores da burguesia, que se sentem “lesados” com os juros altos e com a perda de lucratividade na exportação.

“Correndo por fora”, numa “terceira via”, vem PSOL e o PSTU. O último, hegemônico na Conlute e Conlutas, rende-se cada vez mais à estratégia oportunista do primeiro. Em detrimento da ação direta dos explorados, subordinam as embrionárias “coordenações de lutas” ao calendário eleitoral burguês.

Heloísa Helena (PSOL), em expressão de sua “probidade administrativa”, é contra bandeiras históricas do movimento operário como o “não-pagamento da dívida externa”, porque considera tal atitude um “calote antiético”. Defende o “reescalonamento” e o “alongamento” da dívida, demonstrando que acha pouca a sangria desatada das riquezas do país! Prova cabal disto foi o desfecho da CPI dos Correios, que ao lado da oposição burguesa, a senadora avalizou o acordão que inocentou Lula do envolvimento em corrupção. Legitima, assim, a CPI, um instrumento que o próprio regime burguês criou para contornar as crises políticas do Estado burguês e suas quadrilhas que saqueiam o botim estatal.

Guardadas as proporções, a candidata do PSOL, como todos os outros, chama os trabalhadores a confiar nas “sagradas” instituições, alicerces da pilhagem capitalista, como o Congresso e o Judiciário. O PSTU, que “impõe” como “condição” para apoiar a candidata do PSOL, a vaga de vice na cauda da mini frente popular, e tenta dar um verniz classista a essa candidatura reformista, também abandonou a defesa do não-pagamento da dívida. Em contraposição, impulsiona na Conlute e na Conlutas a linha política da Igreja Católica e de seu organismo de cooptação dos movimentos sociais na América Latina chamado Jubileu Sul, preconizador da “auditoria cidadã” e da “suspensão do pagamento da dívida”. Na verdade, se sair tal “frente classista”, por sua estratégia reformista e programa burguês, ela não passará de uma ala esquerda do regime da democracia dos ricos.

A juventude não pode deixar-se enganar novamente. Deve opor-se com toda sua energia ao apoio de Heloísa como suposta “alternativa antineoliberal”. Neste momento de reagrupamento dos explorados, é vital que não nos iludamos com os “atalhos” que obstruem nossa decisiva emancipação do jugo do capital, e apontemos uma saída independente e revolucionária frente às eleições e às candidaturas burguesas. É imprescindível que rompamos com os estreitos limites impostos pela institucionalidade, e conformemos a partir do ENE e do CONAT, uma verdadeira Frente Operária Revolucionária, que lance uma anticandidatura presidencial do movimento de massas como forma de potencializar uma propaganda genuinamente socialista. A resolução dos problemas mais sentidos da juventude e da classe trabalhadora está na luta direta contra as reformas neoliberais, em defesa do ensino público gratuito para todos, pelo passe livre, pela revolução social e o estabelecimento de um verdadeiro governo operário e camponês.


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