DECLARAÇÃO POLÍTICA À PLENÁRIA NACIONAL DOS ESTUDANTES

Todo apoio à greve nas universidades federais e CEFET´s! Forjar a unidade entre estudantes, professores e servidores para derrotar o governo burguês corrupto Lula-FMI e seus ataques contra a educação pública!

Os professores e servidores das universidades federais e dos CEFET´s de todo o país estão em greve há mais de um mês exigindo reajuste salarial de 18%, plano de carreira, incorporação de gratificações, realização de concurso público e mais verbas para a educação, cortadas ano após ano pelo governo Lula-FMI.

Apesar da paralisação abarcar a maioria das 40 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e das 24 Escolas Técnicas o governo da frente popular mantém-se intransigente. Quando negocia o faz nas intermináveis mesas de enrolação e reafirma sua política de arrocho salarial, a mesma aplicada ao conjunto do funcionalismo federal, que foi “premiado” com a esmola de 0,1%.

Por sua vez, o Ministério da Educação já aprovou no Congresso Nacional uma grande fatia da reforma universitária privatista encomendada pelo FMI, que via o PROUNI transfere verbas públicas para as universidades privadas, enquanto relega ao sucateamento as instituições de ensino federais, sem as mínimas condições de funcionamento, incapazes de manter o ensino, desenvolver pesquisa e extensão, além de garantir a assistência estudantil (RU´s, residências universitárias).

Toda essa ofensiva do governo Lula é desferida quando o Palácio do Planalto está mergulhado em uma enorme crise política, pipocando por todos os lados denúncias de corrupção, como mensalões para que os deputados aprovassem as reformas neoliberais como a da previdência e a própria reforma universitária.

Apesar da hecatombe que atingiu o governo Lula e o Congresso, PT, PSDB, PFL, etc. estão preparando um acordão para fechar a crise política através de um “pacto das elites” para preservar o regime político burguês.

Os ataques à educação pública e o acordão para preservar as instituições burguesas acontecem com o apoio da UNE, que no governo da frente popular vem recebendo seu mensalinho para colocar uma verdadeira camisa-de-força nas lutas da juventude em apoio à greve nas federais e sabotar as próprias manifestações contra o governo do PT, PCdoB e seus aliados patronais. A CUT, por seu turno, engessa as campanhas salariais em curso, como a dos bancários ou leva diretamente a derrota importantes lutas, como a dos correios, com o objetivo de preservar o governo Lula.

Por essa razão, a Juventude Bolchevique se dirige a essa plenária nacional dos estudantes das universidades federais e das escolas técnicas, que agrupa o melhor do ativismo combativo da juventude em nosso país, para alertar que esse fórum tem uma importância decisiva frente ao impasse que se encontra a greve das IFES e CEFET´s. Se a juventude e os trabalhadores não intervierem em meio à crise política contra o governo Lula e o congresso corrupto, com um claro norte político de colocar abaixo o governo da frente popular e as instituições burguesas através da ação direta das massas via a construção de uma greve geral, a frente popular e a “oposição de direita” jogarão a resolução da crise para as eleições de 2006 e, das urnas, sairá o “melhor” representante da burguesia e do imperialismo para dar continuidade aos ataques de Lula e do PT contra os trabalhadores.

As próprias reivindicações dos professores e servidores das IFES e dos CEFET´s (incorporação das gratificações, plano de carreiras, reajuste salarial) somente serão conquistadas ligando a luta econômica a um eixo político de combate ao governo do mensalão, derrotando assim a ofensiva privatista sobre o ensino público e os ataques às conquistas.

Portanto, essa plenária deve posicionar-se não só em apoio incondicional à greve dos docentes e técnicos-administrativos das universidades federais e nas Escolas Técnicas, mas avançar na formação de comandos de luta unificados entre professores, estudantes e servidores, para organizar ações conjuntas que levem a mobilização à vitória unificando essas manifestações com as categorias em campanha salarial (bancários, metalúrgicos, petroleiros).

É tarefa prioritária que os DCE´s combativos e representantes de base das universidades e CEFET´s em greve conformem um comando nacional de luta dos estudantes, um organismo que expressa a clara ruptura com a UNE chapa branca, ávida por “enquadrar” as entidades sob a batuta da política governista, por isso convocou uma reunião ampliada da diretoria com os DCE´s das públicas e pagas para 14 de outubro. Esse comando de luta deve organizar nacionalmente a paralisação em todo o país, com manifestações nos estados e em Brasília que tenha como eixo o fim da privatização do ensino, o atendimento de todas as reivindicações dos trabalhadores e dos estudantes, ligando esse combate à perspectiva da derrubada revolucionária do governo Lula e da construção de uma alternativa de poder dos trabalhadores e da juventude.

A Juventude Bolchevique lança um chamado para que essa plenária delibere um plano de luta e uma pauta de reivindicações (estatização do ensino pago, verbas públicas só para escolas públicas, fim do vestibular, passe livre nos transportes coletivos, plena assistência estudantil), forjando a unidade com docentes e técnicos-administrativos em uma greve nacional dos três segmentos para derrotar os ataques do governo Lula e as artimanhas dos governistas da UNE e da CUT. Com esse programa, impulsionando a ação direta revolucionária dos trabalhadores e da juventude, essa plenária dará um passo importante para abrirmos caminho para a construção de uma alternativa de poder própria dos explorados do campo e da cidade!

 

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