NENHUMA DEMISSÃO DOS TRABALHADORES DA NOSSA CAIXA DIANTE DA VENDA AO BB! O governo tucano de São Paulo, José Serra, marca um profundo avanço no processo de privatização do Banco Nossa Caixa, pautando agora sua venda completa ao Banco do Brasil. A combinação entre Lula e o tucanato paulista vem ocorrendo desde a implementação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) no estado, passando pelo atendimento de Lula ao pedido de Alckmin para a venda das ações do Banco ao capital financeiro internacional em 2006. Pouco antes Lula havia consumado a “doação” ao Bradesco dos recém-“saneados” bancos estaduais do Maranhão e Ceará, BEM e BEC, federalizados por FHC para este fim. Longe de simbolizar uma “vitória” do governo federal contra o lobby dos bancos Bradesco e Itaú para que a Nossa Caixa fosse a leilão, este acordo sedimenta uma etapa de colaboração direta entre PT e PSDB. ABAIXO AS DEMISSÕES E PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS DE LULA E SERRA! Além da tremenda perda salarial, a estratégia privatizante de Lula em conjunto com os tucanos, vem acarretando uma onda de precarizações e demissões. No ano passado, a “reestruturação” do Banco do Brasil demitiu mais de 15 mil trabalhadores. Depois dos bancários do BB, do BEM e do BEC, agora são os trabalhadores da Nossa Caixa que estão sendo jogados às centenas na rua. No lugar, o banco promove um nefasto rodízio de contratados precarizados, que esboçando qualquer descontentamento com o regime de neo-escravidão, são dispensados na mesma hora. A fórmula utilizada para fragilizar a luta da categoria contra a privatização, as precarizações e demissões, foi atingir os militantes do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB). Como exemplo disto, Wiliam Ferreira foi demitido da Nossa Caixa por coordenar desde sua posição de terceirizado, a luta dos precarizados e a paralisação de agências na greve do final do ano anterior. Mais de um ano depois de sua demissão, Wiliam conseguiu retornar, desta vez contratado pela multinacional Politec, à mesma CPD da Nossa Caixa, para organizar, desde a base da categoria, a luta contra as demissões dos terceirizados e precarizados. Recentemente foi a vez de Dirceu Travesso ser demitido pela mesma Nossa Caixa. A nossa luta continua sendo impulsionada pela imediata reintegração dos demitidos e de Dirceu Travesso, e que todos os trabalhadores terceirizados da Nossa Caixa e do Banco do Brasil sejam imediatamente incorporados ao quadro de funcionários do banco, sem realização de concurso e com total isonomia. PELA ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES! O sindicato ligado à Contraf/CUT tenta iludir o conjunto dos trabalhadores tentando-os convencer de que o importante é a “permanência do caráter público da Nossa Caixa”. Qualquer empresa controlada pelo Estado capitalista, e principalmente um banco, tem a única função de atender à acumulação privada dirigida por uma burocracia nomeada pelo seu governo para esta finalidade. As concessões de serviços voltados aos grandes negócios, liberação de crédito, desvio de recursos, corrupção, formam a infra-estrutura estatal que municia a classe dominante de suas armas para a manutenção da exploração sobre os trabalhadores. Até mesmo a função “social” das estatais, não passa de mecanismos de disfarce enquanto é injetado capital em empresas de publicidade, transporte e prestação de serviços, construtoras, “parceiras” do Estado. O “agro-business” na maioria das vezes tem sua “dívida” anistiada, enquanto um camponês pobre, para comprar insumos agrícolas, é obrigado a endividar-se completamente. As linhas de crédito, quando concedidas a um trabalhador para a compra de um veículo, um pedaço de terra, um imóvel, condena-o à escravidão creditícia por praticamente toda a vida. O povo trabalhador da cidade e do campo, ao deixar boa parcela de seu salário no pagamento dos exorbitantes juros, percebe claramente a falácia dos que pregam que os bancos públicos, como o BB e a Nossa Caixa, geridos pela burocracia estatal corrupta dentro do sistema capitalista são “patrimônio público do povo”. A tarefa colocada para os bancários presentes neste Encontro é construir uma poderosa greve em aliança com trabalhadores de outros bancos, que tenha como eixo o fim das demissões, precarizações e perseguições políticas, impondo desde já um reajuste salarial que vá além das reposições inflacionárias do período. Partindo desta reivindicação sentida por todos os bancários, levantar a bandeira do fim das reestruturações e privatizações, apontando como necessidade histórica dos trabalhadores para manutenção do emprego e melhores condições de vida, financiamentos a baixo custo, etc., a completa expropriação e estatização do capital financeiro, rumo à criação de um banco único estatal sob controle dos trabalhadores. Wiliam Ferreira, trabalhador terceirizado da CPD da Nossa Caixa, pela Politec LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA
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