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Esta declaração acompanhou alguns livros que recebi de uma livraria homeopática em novembro de 2001. Não concordo com suas conclusões mas estou publicando-a como um exemplo do que os proponentes da homeopatia dizem. -- Stephen Barrett, M.D.

Carta Aberta da Escrivaninha de 

Sandra Perko, Ph.D., C.C.N.

Caros Amigos, 

Com relação aos recentes eventos trágicos na nação, tenho recebido numerosos telefonemas, e-mails, etc. de ex-alunos que estudaram a homeopatia comigo nos últimos anos. Anos em que tanto pratiquei como ensinei a homeopatia clássica. Eles me perguntaram se estaria disposta "a largar da aposentadoria" de modo a ensinar uma série curta de aulas locais com relação a resposta homeopática para uma possível ameaça no futuro próximo de ataques terroristas biológicos e (ou) químicos.

Embora eu não queira, de modo algum, contribuir com o medo crescente e próximo da histeria que parece ter se desenvolvido com respeito essa possível eventualidade, acredito que é apenas prudente para aqueles de nós que pratica homeopatia estar tão preparado quanto possível. Nos últimos dias os noticiários têm dedicado uma grande parte da cobertura sobre esse assunto. Especificamente, a CNN apresentou segmentos do CDC resumindo os principais agentes químicos/biológicos que podem ser usados e seus principais sintomas. É aparente que essa situação é considerada pelos oficiais como sendo mais do que uma mera possibilidade. 

Sem dúvida seria preferível ter a nossa disposição uma discussão item por item de gases químicos, vírus, bactérias específicos, etc., e seus sintomas únicos junto com um grupo pequeno dos mais prováveis remédios Genus Epidemicus para ajudar a lidar com cada um. Entretanto, após fazer uma rápida contagem de possíveis agentes, logo percebi que a lista é surpreendente. Contei 20 desses agentes que pude pensar, e estou certa que há alguns que não pensei ou não conhecia. Entretanto, quando estava pesquisando os sintomas de alguns desses maiores agentes/doenças, deparei com o fato de que o quadro sintomático inicial ou principal (seguindo períodos individuais de incubação) é bastante similar, e lembra a gripe. Exemplo: Antraz -- "Sintomas iniciais são insidiosos e semelhantes a um quadro gripal". Varíola -- "O início é abrupto, com calafrios, febre alta, e grande prostração --  similar a gripe. Dor de cabeça, dor nas costas e dores musculares podem ocorrer". E quando discutindo tais agentes em geral, "Os germens incubariam por dias antes das pessoas começarem a ficar doentes, e os sintomas iniciais lembrariam a gripe". 

Dessa forma me ocorreu que o tempo para tratar qualquer um desses eventos com homeopatia - não importa qual agente químico ou biológico possa ser -- seria quando o primeiro quadro sintomático começasse a emergir e clarificar, antes do caso se desenvolver em sintomas alarmantes e perigosos quando a força vital está mais apta a ser subjugada e a vida seria ameaçada. Também me ocorreu, quando considerando se tentar ou não e colocar juntos planos de tratamento para cada uma desses possíveis ataques biológicos/químicos, o fato de que compilei tal plano de batalha homeopática em meu livro The Homeopathic Treatment of Influenza [O Tratamento Homeopático da Gripe]. Uma vez que os sintomas iniciais lembram aos da gripe o profissional pode usar o Quick Keynote Reference começando na página 135 para determinar quais 2 ou 3 remédios principais se encaixa de maneira mais perfeita no quadro sintomático geral. Como sabemos, não é necessário ser capaz de "nomear a doença" antes que possamos iniciar o tratamento eficaz. A homeopatia, como foi na grande pandemia de gripe de 1918, pode bem ser a mais, e possivelmente a única verdadeira defesa eficaz nestes casos. Na grande pandemia de gripe espanhola os homeopatas curaram seus casos (baseados apenas nos sintomas) enquanto todos os outros estavam perdendo tempo precioso tentar descobrir com qual doença estavam lidando e, como resultado, estavam perdendo pessoas aos milhares. 

Se você já tem uma cópia desse livro deveria se familiarizar bem em como usar melhor essa referência como a primeira linha de defesa na maneira mais eficaz. Isso também incluiria pesquisar aqueles remédios no livro que têm uma afinidade hemorrágica, tal como é visto nos estágios finais do Ebola, Peste, etc. Nesse estudo também incluiria, aqueles remédios listados sob febre, hemorrágica na página 1285, a rubrica Varíola na página 1319 do Repertório de Kent, bem como considerar remédios anti-oxidantes, como o Carbo veg, etc. para gases tóxicos.  

Nós sinceramente acreditamos que o livro The Homeopathic Treatment of Influenza possa preencher um papel extremamente vital em ajudar homeopatas em todo o mundo nos meses porvir, não apenas satisfazer o desafio de uma pandemia de influenza altamente virulenta e sem precedentes, mas pode também ser de uso indispensável caso enfrentemos "o inimaginável".

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A sra. Perko praticou nutrição clínica e homeopatia clássica no Texas por mais de 20 anos. Por 11 dos quais, ela também dirigiu a South Texas Education Center for Classical Homeopathy em San Antonio onde ela lecionou ambos tópicos.

 

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Artigo publicado em 23 de fevereiro de 2002.

Tradução: Gilson C. Santos
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