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Fizemos esta viagem em Junho de 2000. Foram 3 dias pela região de Caconde, interior de São Paulo. |
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Dia 1 - 22.06.00 Nem foi preciso despertador. Acordamos por causa da excitação que precede cada uma de nossas viagens. Nos arrumamos, tomamos café da manhã e tivemos que esperar baixar a névoa e o tempo esquentar um pouco (estava realmente muito frio). Lá pelas 8:20 fomos até a padaria "reforçar" o café da manhã e o Oswaldo foi arrumar as bicicletas (elas estavam tão geladas que quase não dava para segurar) enquanto eu organizava as coisas no quarto |
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Às 9:00 h finalmente saímos. Estávamos usando muita roupa (muita mesmo), mas depois da primeira subida tivemos que parar para tirar uma parte dela. Seguimos pela estrada de terra que liga Caconde a Muzambinho. |
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Uma estrada de constantes subidas e descidas nos primeiros 7 km, que depois se transforma numa serra de 5km. A subida não era muito acentuada, mas 5 km são 5 km! No final da serra paramos para um lanche. Acabada a serra a estrada volta a ser de subidas e descidas. | ![]() |
Esperávamos 33 km de terra, mas com 25 km já estávamos chegando em Muzambinho, uma cidade pequena e simpática. Como era Feriado de Corpus Christi os moradores da cidade estavam fazendo um lindo tapete por onde passaria, mais tarde, a procissão.O tapete era feito de serragem colorida, flores, plantas, tampinhas encapadas de papel colorido, etc. O tapete era muito bonito, mas o mais legal era ver as pessoas da cidade trabalhando lado a lado. Eram homens, mulheres, velhos, crianças, jovens, de todas as raças e níveis sociais. Parecia que toda a cidade estava lá, reunida para fazer aquele tapete. Após uma parada para o "almoço" seguimos sentido Guaxupé por uma estrada com pouco movimento e acostamento cheia de subidas não muito acentuadas. Com o ciclocomputador marcando 50 km avistamos Guaxupé de longe. Da estrada dava para ver duas torres enormes mas não dava para identificar o que eram. |
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A estrada parecia contornar a cidade e, ao nos aproximarmos pudemos ver melhor a cidade e as torres... da igreja. Entramos na cidade, que nos pareceu bem agradável, com ruas e avenidas largas e fomos para o hotel. Após um longo banho fomos até a igreja. Esperamos, na porta, a chegada da procissão pelo tapete de flores. Fomos para o hotel depois jantar uma bela pizza. Às 9:00 h já estávamos indo dormir. |
Dia 2 - 23.06.01 Acordamos às 7:00 h (aliás fomos acordados), nos arrumamos e fomos tomar café da manhã. Montamos as bicicletas e seguimos viagem sentido Guaranésia, por um caminho indicado pela dona do hotel. Como o 1o. dia havia sido mais leve do que imaginávamos, resolvemos ir para São José do Rio Pardo via Mocóca ao invés de seguir direto, assim conheceríamos mais uma cidade. Após 10 km já estávamos passando por Guaranésia. A estrada, como era dia útil, estava muito movimentada, mas neste trecho, o acostamento era bom. A estrada seguia sentido Arceburgo mais 22 km pelo acostamento, que aos poucos ia ficando pior, com muitos caminhões. |
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Após uma parada para o lanche, resolvemos seguir pela "mão oposta" vendo os veículos que vinham em nossa direção para sairmos para o acostamento quando eles se aproximavam. Desta forma diminuímos a sensação de medo e depois de muitos kilômetros, que pareciam não passar, atravessamos a divisa de SP/MG e, logo depois, pegamos a entrada para Mococa. |
Mais uns 5 km de asfalto com algumas subidas e descidas, como havia sido todo o dia, e chegamos até Mococa, uma cidade média, que a exemplo de Guaxupé possui ruas e avenidas largas. Era mais ou menos, 12:30 quando paramos numa sorveteria para comermos uma pizza e sorvete. Saímos de Mococa por uma estrada de terra, inicialmente larga. |
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Como o tempo estava muito seco, cada vez que um carro passava nós "comíamos" um pouco de terra. Algumas subidas pouco inclinadas às vezes nos desafiavam, mas a trilha seguia tranqüila. A paisagem era de um "mar de morros" com muitos campos e plantações de café. |
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Quando estávamos a cerca de 6 km de São José do Rio Pardo, encontramos um grupo de trabalhadores rurais (uns trinta mais ou menos). Confirmamos com os primeiros o caminho que deveríamos seguir (que estava certo) e passamos pelos outros que ficaram nos olhando com uma cara meio desafiadora com nos assustou um pouco. |
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A seguir iniciamos a maior subida da estrada (era enorme). Sentindo o momento de perigo subidos sem nem pensar em descer das bicicletas. Conforme íamos nos afastando, eles começaram a berrar e, quanto mais nos afastávamos, mais alto eles gritavam. Ficamos apavorados!! Ainda bem que não passou de um susto. Quando chegamos no topo da subida, pudemos avistar o Cruzeiro e a cidade de São José do Rio Pardo. Descemos um pouco e encaramos uma subida final que, de tão grande, desanimava. Este trecho final, infelizmente, tinha muita sujeira nas laterais da estrada. Após a subida, acabou a terra e já estávamos em São José do Rio Pardo. |
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Seguimos até o centro passando por cima do Rio Pardo numa ponte de mão dupla, mas que só passa um carro por vez e não tem semáforo, ou seja, quem está de um lado espera até ter uma brecha para atravessar e torce para que, quem vem do outro lado, não entre. Por incrível que pareça esta ponte tinha um movimento constante mas mudava de lado constantemente de forma até que "organizada". |
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Fomos até o hotel, deixamos as bicicletas num quartinho dentro da garagem e fomos para o quarto. Tomamos banho, saímos para jantar e voltamos para dormir. |
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Dia 3 - 24.06.00 Fomos acordados às 7:00 h. Como esperávamos um dia leve, não tivemos pressa, mas às 8:35 já estávamos prontos para sair. O primeiro trecho era de asfalto até chegarmos no trevo, eram só 5 km mas o vento contra fazia com que parecessem 10 ou 15. Com muito vento na cara chegamos até o trevo e pegamos a estrada sentido Tapiratiba. Depois de poucos metros encontramos um carro com um senhor que nos mostrou onde era a entrada para Caconde. Entramos e logo começamos a margear o Rio Pardo. A estrada de terra era plana, com poucas pedras e, ainda com vista para o rio!
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Seguimos ao lado do rio por alguns km, até que nos afastamos, mas logo depois de passar por umas casas de fazenda, voltamos a ter o rio do nosso lado esquerdo. Passamos pelo bairro Barreirinho e seguimos. Chegamos a uma outra fazenda onde havia trabalhadores secando café. Logo depois encontramos uma bifurcação com placas para Caconde e Tapiratiba. Seguimos, obviamente para Caconde. |
Depois de um pequena subida passamos por uma outra bifurcação, uma saída à direita passando por baixo de uns arcos, outra, reto. As duas pareciam "batidas"... Seguimos em frente e começamos a subir. Subimos, subimos, subimos, subimos. Depois de mais ou menos 500 m passamos por umas casas abandonadas e encontramos outra bifurcação. . |
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A da esquerda parecia menos "batida", então seguimos pela direita. Logo depois da bifurcação percebemos que a estrada continuava subindo e se afastando do rio, voltamos e tentamos a da esquerda que, depois de 20 m acabava numa erosão. |
Voltamos e insistimos pela direita. Quanto mais avançávamos, pior ficava a inclinação. Chegamos a uma clareira, já bem alto, e avistamos o rio. Neste momento não sabíamos se continuávamos, se voltávamos para nos informar ou tentar a entrada dos arcos.Paramos, comemos e, finalmente avistamos a estrada que deveríamos seguir. Resolvemos voltar e pegar a estrada dos arcos! O que havíamos demorado 1 hora para subir, descemos em 10 min. Pegamos a estrada dos arcos e voltamos a margear o rio. |
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Estávamos de volta ao caminho certo!!! Passamos por um trecho de estrada apertado, que só sabíamos estar certo por causa do rio. Mais um pouco e passamos uma porteira e a estrada se alargou. Mais alguns km e chegamos ao local onde os botes de rafting saem da água (já havíamos estado ali). |
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Fizemos uma parada e logo chegou a kombi para pegar os botes. Continuamos em frente e, nem 1 km depois vimos os botes descendo o rio. Eles estavam tentando o "surf". Continuamos até que encontramos uma ponte. Paramos para tirar umas fotos e seguimos sem cruzá-la. A estrada continuava numa bela subida e, como o Juninho nos havia dito que não eram muitas subida neste trecho começamos a estranhar. |
Além do mais, no mapa, Caconde aparece do outro lado do Rio Pardo. Perguntamos o caminho ao primeiro carro que passou e estávamos errados novamente!!. |
Deveríamos ter cruzado a ponte... Voltamos, atravessamos o rio e depois de 2 subidas de médias a pesadas chegamos a Caconde. Depois foi só procurar pelo hotel, desmontar e guardar as bikes, tomar um belo banho e começar a sonhar com a próxima viagem!!! |
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