A Rede de Grupos Obreiros (R-GGOO)

 

 

 

Índice :

 

 

 

Apresentaçom

 

1. O modelo da Rede de Grupos Obreiros e as limitaçons teóricas a considerar, 2

 

2. A perspectiva prática da construçom da Rede de Grupos Obreiros e as condiçons actuais da luita de classes, 3

 

3. O tratamento da questom sindical e a definiçom do proletariado, 4

 

4. Notas para a leitura, 5

 

 

1. Consideracións básicas.

 

1.1. A Rede de Grupos como forma de organización universal, 6

 

1.2. As aplicacións do novo método organizativo no movimento obreiro, 6

 

1.3. As características xerais da R-GGOO, 7

 

1.4. Bases, perspectivas e fundamentacións teóricas da R-GGOO, 9

 

1.5. A posta en prática da R-GGOO, 11

 

 

2. Criterios práticos: superación das divisións e especializacións.

 

2.1. Sindicato industrial ou Unión Obreira, 13

 

2.2. Os critérios para estruturar a R-GGOO abranxindo os complexos económicos, 15

 

2.3. A organización por complexo e a transformación da luita de clase, 16

 

2.4. As divisións por remuneración e ofício, 17

 

2.5. As divisións por convénios, 19

 

2.6. A participación institucional, 20

 

 

3. A estrutura orgánica da R-GGOO

 

3.1. As estruturas orgánicas, 21

 

3.2. O funcionamento, 22

 

3.3. A división do traballo entre os grupos, 23

 

3.4. Esbozo dunha estrutura por unións de complexo en Galiza, 24

 

 

 

Apresentaçom

 

  O seguinte documento sobre a Rede de Grupos Obreiros escreveu-se no 2002, como parte do projecto de programa do nosso agrupamento anterior, Cooperación Obreira (CO).

  O texto nom fora, por entom, discutido a fundo; mas somentes nas suas ideas fundamentais. Posteriormente, tampouco tivemos o tempo preciso para repensa-lo a fundo, considerando ademais que, umha tal revisom, requeriria dumha experiência prática, e teria que acometer-se, por tanto, no curso da própria tentativa de realiza-lo prácticamente. Nom obstante, som precisamente as suas ideas fundamentais o mais importante e o que constitue um dos maiores avanços programáticos que temos logrado, no nosso esforço por actualizar o comunismo de conselhos como corrente revolucionária viva.

  É mais, precisamente o facto de nom poder-se considerar de nengum ponto de vista como um documento acabado, precisamente por isso, é que resulta mais ajeitado para da-lo a conhecer públicamente agora, entendendo que o texto presente deve considerar-se só como umha base para a discussom entre @s trabalhadores/as conscientes, nom como algo já listo e ao que a classe obreira deveria amoldar-se. É a classe obreira mesma a que, através da luita, tem que determinar conscientemente as formas de organizaçom e de luita que necessita; a nossa aportaçom nom pretende ser mais que um elemento construtivo dentro desse processo de autodeterminaçom da classe.

 

 

1. O modelo da Rede de Grupos Obreiros e as limitaçons teóricas a considerar

 

  Para dar idea das limitaçons deste documento, temos que falar um pouco mais da sua história.

  Em primeiro lugar, a idea da Rede de Grupos Obreiros propriamente dita começou a formar-se inspirada nas conceiçons modernas sobre o conceito de "rede", "grupos de trabalho", etc., mas o seu propósito era enlaçar coas experiências dos movimentos e luitas assemblearias da classe obreira, particularmente álgidos durante a década dos 70. Foi durante o processo contraditório da nossa militáncia na Central Unitária de Trabalhadores quando se elaborou o presente documento, o que fixo que o aspecto organizativo se tratasse dum modo excesivamente teórico. Nom é que a focage prática esteja completamente ausente, mas sí prevaleceu certo formalismo, buscando mais um esquema ideal. Por suposto, o propósito disto era sentar as bases para, logo, clarificar as vias a seguer para achegar essas ideas à classe obreira, mas a nossa errónea táctica sindical fixo impossíveis ambas cousas.

  Em segundo lugar, durante o periodo subseguinte -até a constituiçom de Comunistas Revolucionários-, pensamos em corrigir todo o programa anterior. Isto descartamo-lo finalmente, umha vez que, coa maduraçom da experiência acumulada, e co logro de avanços teóricos decisivos, fumos chegando a umha refocage programática e táctica de conjunto. O presente extrato do programa de Cooperación Obreira nom foi, portanto, revisado ou melhorado em conjunto de jeito significativo, conforme às nossas compreensom e perspectiva actuais (salvo nas questons parciais que veremos mais adiante). Nom deve considerar-se entom como um documento nosso em sentido estrito.

 

 

2. A perspectiva prática da construçom da Rede de Grupos Obreiros e as condiçons actuais da luita de classes.

 

  O que verdadeiramente importa do documento sobre a Rede de Grupos Obreiros, dum ponto de vista prático e actual, é o conjunto de ideas que definem a R-GGOO como forma mais avançada de organizaçom de massas do movimento obreiro assembleário: a centralidade da organizaçom por complexo de produçom-distribuiçom; os grupos reduzidos como base estrutural da organizaçom e órgaos da sua actividade real, formas de participaçom permanente; a luita por objetivos imediatos como actividade prática que coesiona a Rede como um todo; a unidade da máxima descentralizaçom abaixo coa necessária centralizaçom acima; ou seja, todos os aspectos que fam desta forma de organizaçom de massas umha superaçom do assemblearismo tradicional e ao mesmo tempo umha superaçom prática do sindicalismo, particularmente do sindicalismo industrial. Umha breve exposiçom das características da Rede, e umha focage mais prática do seu desenvolvimento real, podem encontrar-se no apartado sobre as luitas do naval no Igneo nº 3, dentro do artigo "Memória sobre o número anterior". Recomendamos lê-lo previamente.

  Do que se trata é de considerar a idea da Rede de Grupos Obreiros dumha perspectiva prática.

  O capitalismo amossa com mais crudeza o seu declive histórico, degradando todas as nossas condiçons de existência, fazendo a vida cada vez mais inumana. Paralelamente, fai-se tanto mais patente a integraçom no capitalismo das estruturas sindicais e a ineficácia dos métodos sindicalistas para desenvolver a luita de classes no contexto actual -quando nom o seu carácter puramente reaccionário, levando-nos de derrota em derrota-. O resultado: a total incapacidade da classe obreira para evitar sequer o descenso dos salários e a extensom da jornada laboral. Fai-se entom, simultaneamente, cada vez mais patente a necessidade de superar a dependência dos sindicatos, especialmente se consideramos que os esforços por luitar autónomamente -sem controlo sindical e sem submisom aos mecanismos oficiais de negociaçom- amossam, tal como se tenhem desenvolvido até agora, grandes limitaçons, e que precisamente no aspecto organizativo está umha das mais importantes -ainda que nom sempre, claro, a determinante-.

  Hai que afastar-se de cair no fetichismo da organizaçom, típico do anarquismo, mas si hai que comprender a importáncia determinante da organizaçom proletária e das suas características, tanto para o desenvolvimento do proletariado como sujeito revolucionário como, em geral, para o da sua luita como classe. Como dixera Marx: "O proletariado, ou é revolucionário, ou nom é nada." A autonomia de classe nom é outra cousa que o princípio, eminentemente prático, deste desenvolvimento do proletariado como classe revolucionária dentro da sociedade burguesa. A independência de classe do proletariado nom pode existir realmente sem autonomia, dado que, nesse caso está em realidade submetido a umha capa de especialistas da "direcçom", segue baixo o domínio dumha minoria, que ainda que poda estar nas suas origes composta por proletári@s nom altera com isso a questom: a classe, o conjunto real d@s proletári@s, nom é realmente independente, somentes o é formalmente.

  Por isso nós, como os comunistas de conselhos anteriores e como o próprio marxismo original, entendemos a organizaçom como um aspecto constitutivo da praxis proletária -até o ponto de que, sem ela, o proletariaddo nom pode realmente actuar como classe, constituir-se efectivamente em classe-. A organizaçom nom é só o meio necessário para unificar a força social do proletariado, é tamém o instrumento fundamental para o desenvolvimento das capacidades práticas e teóricas da classe, para a sua autocapacitaçom para transformar a sociedade num sentido verdadeiramente revolucionário. Por isso a organizaçom de classe nom pode limitar-se a congregar ao proletariado, haverá de adequar-se a, e ser um meio efectivo para, o desenvolvimento das capacidades que se requirem para conquerir o objetivo final do proletariado: o establecimento revolucionário do comunismo.

 

 

3. O tratamento da questom sindical e a definiçom do proletariado

 

  Ainda que a nossa crítica revolucionária do sindicalismo como forma de organizaçom e acçom do proletariado já estava desenvolvida a nível teórico quando se redatou o documento da Rede de Grupos Obreiros, neste estava plasmada umha ambiguidade fundamental de Cooperación Obreira, ao falar de "sindicalismo capitalista", "sindicalismo de negociaçom", etc., e insinuar a possibilidade de que a Rede de Grupos Obreiros se construira desde dentro dos chamados sindicatos "combativos", "radicais", etc..

  Estas posiçons, que respostavam a consideraçons tácticas, nom se correspondem coas posiçons de Comunistas Revolucionári@s, que as consideramos, tal e como se formulavam e levavam à prática, como desviaçons oportunistas. A própria formaçom de Comunistas Revolucionári@s parte desta ruptura fundamental co grupo anterior.

  Os termos de "sindicalismo capitalista", "sindicalismo de negociaçom", "sindicalismo combativo" ou "radical", etc., que se mencionavam repetidamente no documento de CO, som consideraçons falsas, que atendem à posiçom cojuntural na que os sindicatos se encontram em relaçom ao capital, nom à natureza essencial dos sindicatos como tais. Por essa razom o próprio desenvolvimento histórico dos sindicatos encarrega-se de demonstrar a inessencialidade de tais distinçons, dado que todas as organizaçons sindicais acabam integrando-se no capitalismo e degenerando num sentido burocrático. Som, como se di já no próprio programa de CO, "organizaçons-em-degeneraçom", o que é como dizer, mais exatamente: organizaçons proletárias de natureza burguesa, que se adecuam à existência do proletariado como classe para o capital, como classe dominada e alienada, em lugar  de quebra-la.

  Que este processo degenerativo dos sindicatos se transforme em integraçom capitalista a nível político e económico, e em que grao, depende só da sua utilidade para a classe capitalista como organismos de controlo sobre a força de trabalho e, conseguintemente, sobre o seu preço. Os sindicatos som reaccionários porque som formas alienadas de organizaçom, na que a estrutura permanente de cargos e funcionários autonomiza-se respeito da classe obreira da que é originalmente produto. O carácter reaccionário dos sindicatos nom reside na sua "direcçom", mas na sua natureza como formas de organizaçom, no carácter alienado das relaçons sociais que conformam a sua estrutura, carácter que se absolutiza no momento em que o reformismo fai-se cada vez mais inviável devido à decadência histórica do capitalismo como modo de produçom. Entom desaparece o carácter históricamente progressivo do sindicalismo como organizaçom da classe obreira dentro do capitalismo.

  A classe obreira pode tentar criar novos sindicatos para defender-se do capitalismo, mas estám condeados ao fracasso se nom evoluem a formas superiores de organizaçom, nom alienantes mas emancipadoras. Somentes nesse caso seria concebível a táctica de participaçom d@s comunistas revolucionári@s nos sindicatos, mas de nengum modo tal e como nós a empreendimos na CUT, que é somentes um sindicato burocrático e ideologizado, instrumento dumha camarilha burocrática estalinista procedente da CIG. 

  Por todo isto as alusons sinaladas forom suprimidas do documento e corrigidas para esta ediçom. Para maiores concrecçons acerca da nossa posiçom sobre os sindicatos pode-se ver o artigo do Ígneo nº 1 "Contra o sindicalismo combativo, pola autonomia obreira", especialmente o apartado de conclusons.

  Por último, em CO o proletariado era concebido em sentido restritivo, definindo-o em funçom do trabalho que produz de modo directo e simultáneo tanto valores de uso como valor de cambio, em lugar de limitar-se a considerar este -o arquetipo do trabalho industrial- simplesmente como o sector central do ponto de vista da consciência revolucionária, sendo capaz de reconhecer no capital ao seu próprio produto alienado. Este erro tamém foi corrigido.

 

 

4. Notas para a leitura

 

  Os sublinhados e ressaltados diversos no texto devem-se à redaçom anterior.

  Para maior informaçom sobre as Unions Obreiras podem consultar-se os textos publicados na nossa web: "Uniom Obreira e Organizaçom de Fábrica" de Otto Rühle e "A organizaçom da luita de classe dos proletários" de Herman Gorter. Próximamente no Igneo publicará-se um trabalho histórico que tratará sobre estas questons.

  No esboço dum modelo para Galiza deve entender-se que a definiçom por sectores nom establece diferenciaçons de carácter geral entre "indústria" e "serviços", e que as diferenciaçons dos sectores em "primários", "secundários" e "terciários" tem como base o critério das necessidades sociais.

 

 

 

 

1. Consideracións básicas

 

1.1. A Rede de Grupos como forma de organización universal.

  Antes de falar do proxecto da Rede de Grupos Obreiros, é necesário falar das redes e dos grupos de traballo como métodos de organización de caracter xeral. Nós os entendemos aplicáveis a formas organizativas cos mais diversos níveis de compromiso e finalidades práticas. Son formas organizativas de tipo asembleário cunha enorme flexibilidade e dinamismo participativo. O conceito de rede ten diversas connotacións, podendo ter unha estrutura e funcionamento mais ou menos centralizado. A utilidade da forma de organización en rede é que permite unha intercomunicación e coordenación permanentes entre as partes que a compoñen, a diferéncia das formas organizativas que establecen relacións predominantemente unilaterais. A diferéncia da forma de organización en asemblea cunha localización fixa, a rede proporciona unha interactividade muito mais frequente e axil, sen depender dun espazo de reunión ou convocatórias especiais. A rede está deseñada xá para permitir a maior interacción posível.

  Os grupos de traballo son as unidades básicas da rede, son as estruturas mínimas que a compoñen e se enlazan nela; constituen en conxunto a sua base e actuan sempre como parte da rede. Están deseñados para realizar a participación permanente na vida da organización, posibilitando o mantenimento dunha actividade cotidiana constante e continuada de todos os membros, realizando cada grupo unha determinada función ou tarefas necesárias para a organización. Mas necesáriamente a sua composición numérica non pode ser arbitrária. Quanto menor sexa o tamaño dos grupos, menor será a rapidez da rede en conxunto para a comunicación e a toma de decisións. Mas quanto maior sexa o tamaño dos grupos, maior é a dificultade para realizar unha actividade permanente e, chegado un ponto, fai-se necesária a división en dous, unha asemblea e un órgao delegado. Precisamente os grupos teñen por obxecto prescindir de meiacións en benefício das relacións directas de cooperación entre iguais e dando-lles autonomia. A relación entre o tamaño dos grupos e a centralización da rede permite lograr un equilíbrio cambiante que combine rapidez e participación. Deste modo, se constituen na forma organizativa que necesitávamos @s revolucionári@s para combinar a eficácia coa liberdade, unir a cooperación revolucionante coa luita imediata.

  Os grupos tamén posibilitan suprimir en grande medida a separación entre o conxunto da afiliación dunha organización e os órgaos centrais que existan, ao ser os órgaos delegados mais imediatos compostos por delegad@s de cada grupo que transmiten o seu mandato respeitivo, e os seguintes constituidos ainda así por membros dos grupos mesmos, impedindo a separación burocrática de traballo intelectual-decisório e traballo manual-executivo e permitindo un control mais directo e permanente polas bases.

 

1.2. As aplicacións do novo método organizativo no movimento obreiro.

  Así, a Rede de Grupos pode aplicar-se como método organizativo xeral da clase obreira, mas batendo contra as relacións alienantes e as suas consecuéncias. No caso das vellas formas de organizaçom, os sindicatos e partidos políticos obreiros, isto non é possível salvo em condiçons exceiçoais e sempre que o carácter alienado destas formas de organización non se teña consolidado tanto por acima como por abaixo.(*)

  Como forma organizativa de masas, a Rede de Grupos aplica-se à organización dos procesos de discusión, información, toma de decisións e coordinación, cotidiana e permanente, nos centros de traballo, que xurden como necesidade imediata nos conflitos e luitas co capital que se fraguan de modo espontáneo, sen organización prévia. Nestes combates cotidianos, a superioridade da Rede de Grupos como método organizativo ven dada pola necesidade de abarcar à clase obreira en conxunto e de uni-la democráticamente, mentres que as condicións e relacións existentes configuran unha ditadura patronal cada vez mais aberta. Aquí a Rede de Grupos é a forma de organizar a luita clandestina contra a ditadura capitalista sobre a vida laboral, e tamén na vida social en xeral (posto que a represión está vixente a todos os níveis e non só no ámbito puramente laboral).

  Mas a aplicación mais importante é que a Rede de Grupos posibilita abrir, desde o estado do movimento obreiro actual, un proceso de transición, de articulación e autoconstrucción do conxunto da clase obreira como movimento asembleário unitário e permanentemente organizado. Desde esta perspectiva, a Rede de Grupos Obreiros (R-GGOO) é a forma organizativa que actualiza a idea das asembleas de fábrica nas condicións actuais da luita de clases. Mas non só actualiza baixo unha nova forma -cuxo desenvolvimento será progresivo- a experiéncia das asembleias de fábrica nos anos 70 que, conxuntamente con comités e consellos obreiros, aparecen espontaneamente e se desenvolven a saltos nas épocas de crise; a R-GGOO é a organización que complementa esa espontaneidade. Ademais, os Grupos Obreiros son as células que dan corpo ao proceso de construcción e desenvolvimento da poténcia proletária individual como elemento de poder colectivo, son o sustén activo dos consellos obreiros e da democracia obreira.

 

1.3. As características xerais da R-GGOO

  En liñas xerais, ademais de superar as relacións sociais que definen às formas de organización tradicionais, a organización do movimento obreiro masivo e asembleário segundo a forma de Rede de Grupos Obreiros supera os limites à unidade de acción da clase que establece o sindicalismo, ao dividir à clase obreira en función de ideoloxias e concepcións globais quando o mais básico e imediato son as reflexións e os problemas do dia a dia ou en tudo caso mui concretos. Desde este critério, a R-GGOO ten como princípios a unidade de clase imediata, establecida en torno a plataformas reivindicativas cos obxectivos mais imediatos, e que na sua maior parte son xerais, compartidos por tod@s @s traballadores/as. E complementando este princípio, a democracia permanente, como modo de establecer a máxima unidade na acción, frente à imposición de liñas e concepcións globais acerca do modo de lograr os obxectivos. Todos os acordos están suxeitos às necesidades imediatas e son susceptíveis de redebatir-se contínuamente, tendo un caracter concreto e non prolongando-se a sua vixéncia mais aló do problema concreto. En síntese, a R-GGOO prima a unidade prática da clase para a luita imediata, deixando a construcción da unidade teórica e das perspectivas de futuro a formas de organización basadas nun nível de compromiso superior: as formas que superarán o sindicato e o partido.

  Mediante o desenvolvimento superior da cooperación, a R-GGOO e o conxunto de práticas destinadas a realizar a participación total, son os meios práticos para construir un novo movimento obreiro livre das lacras do tradicional, adaptado às novas condicións da luita de clases (extremación da explotación e dominación totalitária do capital). É a organización permanente do movimento obreiro asembleário, a Unión Obreira sen divisións por filiación sindical, partidária ou ideolóxica.

  O compromiso de cooperación en que se fundamente a afiliación à R-GGOO deve ser o mínimo imprescindível. Poderán pertencer a ela todos os traballadores e traballadoras asuman os seus princípios práticos de funcionamento e estruturación e a necesidade da luita autónoma de clase para mellorar a situación actual.  Pertencer à R-GGOO esixirá respeitar os acordos que se adopten democráticamente, abonar as quotas periódicas que se acorden, levar a cabo as tarefas nas que previa e vontáriamente se asuma cooperar, e defender os posicionamentos democráticamente adoptados pola rede -sen discriminar a livre exposición do critério próprio individual ou de grupo-. 

  A R-GGOO define como os seus princípios de funcionamento, que son práticos e non só teóricos, a autovaloración, a autoorganización e a autodeterminación dos seus membros. É dizer, a mais ampla democracia. Deve servir de meio de estimulación da consciéncia das capacidades de pensamento e de acción nos seus membros -autovaloración-, deve rexir-se pola busca da máxima participación na toma de decisións fazendo dos grupos e asembleas os máximos órgaos de decisión permanentemente -autoorganización-, e deve fundar a sua actividade no pensamento livre e reflexivo de todos os seus membros, orientando-se sempre a buscar a coerencia coas necesidades reais, tanto individuais como colectivas, -autodeterminación-.

  Os obxectivos da R-GGOO non son economicistas. Os problemas imediatos da clase obreira non son só económicos, teñen tamén a sua dimensión política e cultural. A R-GGOO é unha organización unitária que non se limita necessáriamente às tarefas "sindicais". Como todas as organizacións, a sua prática será a expresión do nível de consciéncia dos seus membros, e a diferéncia das tradicionais, promove a iniciativa e a intelixéncia individual en lugar do pago de quotas e do asentimento pasivo.

 

1.4. Bases, perspectivas e fundamentacións teóricas da R-GGOO

  A parte da sua superioridade desde a perspectiva de método organizativo emancipador, que temos analisado anteriormente, a R-GGOO resposta à necesidade imediata de flexibilizar a organización en función das novas condicións da organización produtiva capitalista, fundamentalmente da descentralización e da elevación da Composición Orgánica do Capital. Ou sexa, unidades produtivas fisicamente mais separadas e pequenas.

  Na época das grandes fábricas a estrutura básica da organización imediatamente necesária para o conxunto de traballadores/as era unha forma delegativa (comités ou consellos de fábrica) cunha base de masas (grandes asembleas de fábrica). Agora esta fórmula queda desfasada respeito das novas condicións da produción flexível e mobil. Ademais, as estruturas masificadas eran a expresión dunha determinada consciéncia de clase fundada no poder numérico, e reforzavan objectivamente dito nível de consciéncia. Esta consciéncia espontánea estava unida às vellas condicións de produción uniformizantes da grande fábrica (organización vertical do traballo -taylorismo- e produción en cadea -fordismoo-); era o que pode chamar-se consciéncia do "obreir@-masa".

  Nas novas condicións o poder proletário só pode fundar-se na consciéncia do caracter social do proceso de traballo e na correspondente extension social do movimento proletário. A forma de Rede de Grupos constitue, a este respeito, a forma en que o movimento obreiro pode introducir a toda a masa proletarizada sem distinçons nos circuitos da cooperación autónoma, atraendo-os non só subxectivamente cara a sua actividade senon tamén obxectivamente, ou sexa, implicando-os práticamente na construcción do movimento social do proletariado.

  A R-GGOO está, pois, fundamentalmente determinada polas necesidades organizativas obxectivas marcadas polo capitalismo. Mas tamén polas necesidades subxectivas da clase na época actual. E, ademais de todo isto, a R-GGOO determina positivamente o desenvolvimento da consciéncia e da forza da clase obreira. Situa práticamente o desenvolvimento da poténcia proletária como base de todo avanzo frente ao poder capitalista. Para elo o primeiro paso é convertir (desenvolvendo) a consciéncia de clase postmoderna, fundada na precarización, e, por isto, centralmente política(**), en consciéncia de clase social.

  Consciéncia de ser clase social dominada, ou sexa, afectada como tal por todas as dimensións da vida social, nas que ademais, na época en que vivemos, realiza-se un submetimento total ao Capital. E tamén consciéncia social no sentido simple: consciéncia do papel social como produtores/as, pero ademais consciéncia do caracter social do proceso de traballo e produción -en virtude do cal toda a masa social ten unha responsabilidade, posición e un interese determinados na organización da sociedade, non existindo sectores "independentes" do modo de produción capitalista- e consciéncia histórica como clase -en virtude da cal nos atribuimos uns dereitos sociais à socialización do progreso tecnolóxico-produtivo e un poder político colectivo-.

  O obxectivo imediato do movimento é, en síntese, o armamento do obreiro ou obreira social. Que esta categoria teórica deixe de ser unha atribución de faculdades à "masa produtiva" (como na Autonomia italiana e T. Negri) e se convirta nun obxectivo prático de desenvolvimento da poténcia proletária acumulada socialmente, poténcia intelectual e física. A un novo movimento obreiro corresponde unha nova consciéncia de clase fundada en princípios distintos. @ obreir@ social é o horizonte político da vangarda obreira hoxe, e é ademais a construcción viva da poténcia criativa do comunismo.

  Aplica-se aquí o que a todo o noso programa (e que é programa xá só formalmente): o comunismo deixa de ser programa para convertirse en princípio, e deixa de ser teoria da realización da emancipación obreira para convertirse en método prático de combate contra a dominación capitalista. Só o que se verifica válido como método de libertación no presente pode ser susceptível de considerar-se válido como teorización da emancipación futura. O comunismo é un proxecto social que se construe dentro do capitalismo por medio da producción colectiva, física e intelectual, da clase obreira en luita.

  Somos nós, @s proletári@s, quen temos a capacidade revolucionária. A consciéncia abstracta da identidade en torno ao traballo deriva, na sua forma masiva, nun movimento obreiro no que todos os sectores do trabalho social están misturados e o seu papel e características subxectivas quedan veladas e solapadas pola identificación entre forza da acción de clase e forza numérica do movimento. A nova consciéncia que defendemos, a que identifica o caracter social do proceso de traballo, conleva que a identidade de clase se configura no plano individual en torno à posición nas relacións de produción concretas, e no plano colectivo en torno ao caracter social concreto que posue o traballo que realizamos en tanto parte dun proceso produtivo total. A nosa forza derivará, portanto, da luita contra as mesmas relacións de produción baixo a forma dunha luita que compreenda todos os procesos de traballo social que compoñen a totalidade do proceso produtivo.

  Os obreiros ou obreiras temos na organización actual da produción a expresión imediata do seu caracter social e do caracter social do noso proceso de traballo. Dito dun modo mais técnico, o traballo e a produción están organizados explícitamente en función de condicións e necesidades exteriores. O proceso produtivo vai mais aló da fábrica aillada, a produción está planificada en función de contratos ou cálculos de vendas, o desenvolvimento dos meios de produción subsume cada vez mais o trabalho nun sistema de cooperación, etc. A nosa posición na produción está determinada por factores exteriores à fábrica. A flexibilización laboral socava o corporativismo de empresa e o individualismo profisionalista. Esta é a base obxectiva que da ao traballo individual un caracter imediatamente social en sentido pleno -non limitado à cooperación dentro da fábrica nen afectado por vínculos corporativos ou asegurado pola profisionalidade-, transformando a consciéncia imediata nunha consciéncia social completa.

  A R-GGOO toma por base esta realidade obxectiva e serve ao desenvolvimento dunha luita e dunha consciéncia de clase acordes co caracter completamente social do proceso de traballo individual.

 

1.5. A posta en prática da R-GGOO.

  Nos comezos da construcción da R-GGOO, os grupos poden formar-se a partir dos conflitos nos centros de traballo ou do agrupamento de indivíduos avanzados que traballan nun/s mesmo/s sector/es produtivo/s. Neste estádio (fase atomizada) os grupos e a sua coordenación son as únicas estruturas permanentes e asumen, portanto, todas as tarefas e funcións en cada un dos seus campos de acción respeitivos.

  Quando se consiga formar coordenadoras por sector, unións de grupos por centro de traballo ou empresa, etc., enton comezará a aplicar-se a división de tarefas e funcións entre os grupos, acorde co seu ámbito de actuación (o centro de traballo, o sector, etc.). Este início da división do traballo incrementará notávelmente a capacidade e a calidade da acción combativa da R-GGOO, que adquirirá continuidade ainda que persistirá todavia a atomización por empresas, sectores e localidades (fase globular).

  Quando se acade a suficiente preséncia na maior parte dos sectores ou ramos que interveñen nun determinado complexo de produción, como p.e. o naval (rama metal, construcción, madeira, automoción, limpeza, etc.), terá-se acadado o que consideramos a estrutura básica da organización capitalista da produción: os complexos de produción-distribución de mercadorias (fase penetrante do establecimento da R-GGOO). Chegado este ponto da construcción da R-GGOO, fai-se posível a posta en prática da sua capacidade superior de combate, unificando a todas e todos os traballadores que interveñen no proceso concreto de autovalorización do Capital, desde a produción até a distribución. A nova forma de organización poderá así penetrar no conxunto da clase e realizar práticamente o seu caracter de organización do proletariado como clase, e o potencial combativo que pón en movimento poderá penetrar à sua vez no entramado da ditadura capitalista, destrozando a sua eficácia e atacando-a por todos os frentes.

  Considerando o problema dun modo abstracto, a R-GGOO poderia comezar a construir-se tanto dentro como fóra de estruturas sindicais. Isto acontece porque non se compreende a eséncia real e prática do sindicalismo, e se considera a sua integración no capitalismo como algo acidental ou devido a causas ideológico-políticas (superestruturais). Pode, non obstante, acontecer que a clase obreira mesma tente formar, nun momento álgido da luita de clases, novos sindicatos, inicialmente minoritarios e non burocratizados, sustentados realmente na autoactividade d@s próprios proletári@s en luita. Mas o verdadeiro carácter da organización sindical tende a impór-se rápidamente. Por conseguinte, somentes neses casos e dentro de períodos exceizoais, contando cunha tendencia ascendente da autoactividade da clase, da sua iniciativa e participación consciente na organización, poderia aplicar-se a idea da rede de grupos dentro dunha organización sindical. Contudo, implicaria a disolución do sindicato como tal en todos os aspectos. Mas estes sindicatos novos xurden rara vez, e cada vez menos na medida en que a clase obreira, intuitivamente, vai compreendendo que os sindicatos non son a solución aos seus problemas. Tampouco se pode confundir este tipo de sindicalismo em estado incipiente cos sindicatos minoritários e coas fracçons sindicais críticas, que non son expresión real da tendencia do proletariado a actuar autónomamente, senon, ao contrário, habitualmente o resultado de escisións dentro da burocracia dos sindicatos maioritarios ou, no caso do "sindicalismo revolucionário", como o anarquista, nada mais que sindicatos ordinários nos que as tendências burocráticas pretendem suprimir-se meiante a democracia sindical e, na prática, som mistificadas ideológicamente. Como veremos mais adiante, as características da R-GGOO son en todos os aspectos antagónicas coas formas organizativas e as políticas sindicais.

  Há que destacar que a Rede de Grupos se estrutura en función do traballo prático, e isto implica un determinado nível mínimo de desenvolvimento da cooperación de clase. A formación dos grupos está determinada porque ao menos un ou vários traballadores/as d@s que o constituen teñen unha atitude activa que compense a relativa pasividade do resto. A pasividade xeralizada nas bases da R-GGOO está descartada e implica a disolución, porque os membros da mesma non poden se-lo senon como membros dun grupo, e o grupo ten que estar dotado dunha función concreta baseada na luita por obxectivos imediatos. Deste modo, ademais, a contradición entre a pasividade e a actividade dentro do movimento de clase aparece imediatamente ante os ollos como o que verdadeiramente é: a contradición entre os que compreenden a necesidade de organizar-se e luitar e os que non (pasivos). Por esta razon, os elementos totalmente pasivos autoexcluen-se a priori de participar nunha forma de organización destas características.

   Os grupos non son por sí mesmos, separados, unha organización de combate, mas son a base imprescindível para impulsar e canalizar coordenadamente a forza intelectual e material da clase obreira a un nível superior, correspondente tamén ao superior estadio da dominación capitalista sobre a vida e a consciencia. Ao afirmar a Rede de Grupos como método permanente de construcción do movimento obreiro estamos afirmando unha nova concepción implícita do mesmo, concepción fundada na cooperación (grupos), na independéncia (obreiros), e na unidade democrática e permanente tomando por centro aos indivíduos (rede autónoma). Ou sexa, na Autonomia de Clase cuxo motor é o desexo de libertación e de unión enerxizados polo antagonismo de clase.

  Por estas razons, a R-GGOO non pode agrupar à maioria da clase nunha mesma organización agás en períodos de auxe da luita de clases. E a sua capacidade de ser a organización permanente do proletariado como clase, e non unha simple organización de clase -de parte da clase-, dependerá da superación dos corporativismos e dependéncias espirituais da clase organizada a respeito dos sindicatos, así como do desenvolvimento xeral da consciéncia da necesidade de organizar-se de modo permanente.

  Finalmente, hai que abordar questións estratéxicas decisivas. Os núcleos proletários mais fortes están alí onde se combina un volume grande e mais ben constante de produción cunha elevada integración de empresas e ramos. O metal, o textil, o automóbel, a pesca, son en Galiza exemplos de elevada integración en relación à desintegración característica dunha estrutura económica subdesenvolvida como a galega. Deste modo a autoorganización proletária necesitará adoptar extensións fóra da Galiza. 

 

 

2. Criterios práticos: superación das divisións e especializacións

 

2.1. Sindicato industrial ou Unión Obreira

  O sindicalismo moderno por exceléncia, que fundamenta a sua organización nos intereses imediatamente individuais d@s traballadores/as, resposta ao modelo do sindicato industrial, que nascera da superación das formas de organización por ofício (trade-unions: unións de ofício).

  Dado que o sindicalismo industrial parte dos intereses imediatamente individuais, estes aparecen determinados, na organización capitalista da produción que xurde co desenvolvimento industrial continuado entre meiados do século XIX e pasados os meiados do XX, pola rama ou tipo de indústria à que se pertence, é dizer, polo conteúdo material concreto da produción que se realiza (conteúdo material do traballo colectivo), e xá non polo conteúdo concreto do traballo individual (ofício).

  Ao partir do conteúdo imediato común do proceso de traballo, o sindicalismo industrial non supera o conteúdo do sindicalismo de ofício, senon que supera a sua forma orgánica e cria outra mais ampla e adaptada ao modo de produción capitalista. Isto mesmo poderia dizer-se da R-GGOO, mas agora veremos por qué non.

  A forma actual da produción capitalista non é o resultado dun desenvolvimento natural das forzas produtivas. O paso da grande fábrica centralizada à conxunción de diversas fábricas ou empresas entre as que se divide o traballo obedece à necesidade do capitalismo decadente de flexibilizar os custes laborais e à sua necesidade de incrementar as divisións entre o proletariado e entre @s traballadores/as en xeral. A questión é, portanto,  que non existe unha correspondéncia obxectiva e necesária entre o capitalismo e as formas de organización obreira. Que as formas de organización obreira non están en tanto tais determinadas polo capitalismo senon polo desenvolvimento da consciéncia de clase e polos obxectivos da clase que define. É dizer, que o sindicato é unha forma de organización que se corresponde cunha perspectiva reformista, e por esa razón tiña necesáriamente que perder toda validez coa decadéncia do reformismo. Tamén por isto, a R-GGOO é a forma de masas que verdadeiramente se corresponde a unhas condicións marcadas pola decadéncia do capitalismo, a forma mais ampla dun movimento cuxo propósito final non pode ser outro que a Revolución proletária.

  Dado que o sindicato industrial (a sua definición histórica dí-o todo) organiza aos traballadores e traballadoras segundo o seu ramo ou tipo de traballo colectivo, tende a dividir-nos segundo a nosa participación na produción ou na distribución, ademais de por ofício-profisión colectivo. Mas dun ponto de vista materialista, a separación existente na organización da economia capitalista como estrutura e proceso no que se realiza a circulación e a valorización do capital, non é entre produción e distribución, senon entre produción e consumo. As unidades de producción non deven definir-se, por conseguinte, en función da idéntica especialización do traballo, senon como unidades de valorización do capital que incluen o proceso de distribución como parte esencial da sua existéncia e actividade. Non existe división entre produción e mercado, agás situando-nos fóra do modo de produción capitalista (na economia doméstica de subsisténcia na que non existe cámbio monetário, ou na economia puramente especulativa que non produce valor obxectivo).   

  Seguindo a inspiración da experiéncia revolucionária alemana da AAUD (Unión Xeral Obreira de Alemaña) e da AAUD-E (E de Organización Unitária -política e económica-), a Unión Obreira ten que tomar por base a organización de fábrica. Mas por "fábrica" non se refiren à estreita concepción sindicalista, senon à unidade produtiva real "a fábrica, a mina, os mecanismos, o complexo econômico, o distrito comercial" (Otto Ruhle). Estas intuicións acerca da organización capitalista da produción como base real da forma organizativa de masas do proletariado, cobran hoxe muita maior vixéncia que nos anos 20 cando se formularon. A fábrica como unidade de produción integrada, foi superada, e a unidade actual compreende procesos produtivos cada vez mais complexos, nos que interveñen directamente diversos ofícios e sobretudo distintas ramas da produción. E, mentres, por outra banda, o que era o cámbio qualitativo do sindicato de oficio ao sindicato de indústria pode interpretar-se como unha recuperación reformista desta experiencia, que non se limitaba à aparición das primeiras organizacións industriais posto que estas eran a consumación de amplos procesos espontáneos de luita de masas. Foran o sindicalismo revolucionario, que apareceu en épocas exceizoais de ascenso da luita proletária, así como as tentativas organizadas de superar o sindicalismo como tal, os que deran expresión organizativa a estas luitas unitárias por fábrica e indústria, e é o sindicalismo corrente en groso o que as asimila logo para poder exercer de meiador entre obreiros e patronos. Do mesmo modo, hoxe é necesário dar expresión às luitas unitárias incipientes actuais, que, nos grandes centros produtivos que fusionan ramos diversos, son o anticipo do que virá co desenvolvimento capitalista na nosa época.

  A fábrica é, dun ponto de vista técnico, o sistema de transformación que realiza un produto particular. Sen embargo, na estrutura económica capitalista, o desenvolvimento produtivo é tamén un desenvolvimento da complexidade da produción, interrelacionando claramente ramas enteiras da produción, algunhas case enteira e permanentemente, outras mais parcial e/ou temporalmente. Como poderá ver-se, o modelo que propoñemos plantexa estruturas que podian ter-se adoptado en épocas anteriores. Sen embargo, é a especialización produtiva das empresas -intensificada pola competitividade no marco mundial dun sistema de organización descentralizada da produción- e a formación xeralizada de complexos de produción-distribución, o que leva a que estas estruturas complexas sexan predominantes na economia capitalista.

  Ainda así, chegamos algo tarde: coas tendéncias à diversificación acentuadas polas tendéncias decadentes do capitalismo, e co desenvolvimento no proletariado da mobilidade laboral e dunha certa desespecialización profisional, a unidade orgánica baseada nos complexos de produción-distribución ten que complementar-se necesáriamente coa flexibilidade suficiente para interconectar e fazer interoperativa toda esa estrutura cambiante, combinando os vínculos de masas na produción real cos vínculos individualizados respeito da empresa. P.e., unha empresa do metal pode realizar actividades no complexo naval e à vez no complexo da construcción, de tal modo que cada colectivo de traballadores se organiza primeiro por complexo -e pasa dunha unión obreira a outra segundoo alterna dun complexo a outro-, pero tamén constitue unha coordenadora por empresa ou corporación empresarial para os problemas específicos que xurdan de dentro da mesma.

  As diferéncias entre o sindicato industrial e a verdadeira unión obreira materializan-se nas estruturas orgánicas e nas políticas práticas que realiza cada unha de elas. O sindicato industrial estrutura-se meiante federacións por rama, separando o traballo industrial do traballo comercial e dividindo por ramas aos traballadores e traballadoras implicados nun mesmo complexo económico. Se a R-GGOO se basea no desenvolvimento da consciéncia social e da autoactividade d@s traballadores/as, o sindicalismo contribue à esclerose da consciéncia de clase, o corporativismo e o reformismo en xeral. Esta división orgánica por rama non sempre é explícita, e pode estar encuberta trás estruturas de federación aglutinadoras, mas que mais ben se caracterizan por subordinar sectores pequenos aos mais grandes. Este critério organizativo non é outra cousa que o reflexo das concepcións organizativas que a burguesia aplica na organización do traballo, dividindo-nos nas nosas condicións laborais por ramo, por empresa, por especialidade laboral, etc.

 

2.2. Os critérios para estruturar a R-GGOO abranxindo os complexos económicos.

  Un complexo económico é a estrutura de produción e distribución para desenvolver un mesmo proceso económico. Este proceso económico define-se polo produto final que realiza unha necesidade social completa.

  Os complexos poden ser mais ou menos heteroxéneos segundo os sectores e subsectores que engloben, as relacións de produción intercapitalistas que os configuran poden ser mais ou menos directas, e poden existir mui distintos níveis de integración (permanencia das relacións entre empresas, entre ramos, etc.). Sen embargo, o que define a un complexo é a realización dunha mesma necesidade social entendida dun modo completo e non especializado.

  As necesidades de vivenda, de alimentación, de vestido, de desprazamento, de coñecimento, de entretenimento, etc. son necesidades completas. A necesidade de móbeis e a necesidade de casa son duas necesidades especializadas que se realizan meiante un mesmo produto final non separável: a vivenda amoblada. A fábrica de móbeis e a construtora de vivendas están así socialmente entrelazadas, ainda que nas suas relacións directas non teñan integración significativa (os móbeis son adquiridos por conta particular do proprietário da vivenda, e o mesmo a casa). O que conta aquí son as relacións económicas reais. O que determina a existéncia real dun complexo é a existéncia de relacións económicas que unifiquen a produción e, por conseguinte, a fagan mais ou menos interdependente. 

  Por exemplo, un conxunto de empresas de fontaneria, albaneleria, electricidade, etc. poden estar integradas na construcción dunha mesma edificación, existindo entre elas relacións directas e permanentes de integración durante o proceso produtivo (integración produtiva directa). Outros casos poden caracterizar-se pola produción separada de elementos que logo se unen nun proceso de produción final, como p.e. a indústria automobilística (integración produtiva indirecta). Ou pode non haver integración dos procesos de produción, e enlazar-se só através do mercado (integración comercial), ben através do consumo particular (indirecta) ou ben através de centros de distribución comuns (directa). Mas se a integración define a existéncia ou non dun complexo, o seu grao non é determinante. O que determina o grao de integración é a viavilidade do complexo analisado como base organizativa para o movimento obreiro, que deve buscar o modo de combinar o abranximento de todos os procesos económicos cunha estrutura o mais permanente posível para unificar ramos e empresas, sen cair no sobredimensionamento ou na atomización.

  Así chegamos a unha série de princípios a valorar para a organización con base nos complexos económicos: a existéncia e o grao de integración, as dimensións da masa traballadora que compreenden, e a asunción de todos os procesos económicos.

   Estes critérios han de aplicar-se considerando a unidade do proceso de valorización do capital desde a perspectiva da realización da plusvalia, do consumo social (a cual, ollada doutro ponto de vista, é a perspectiva do valor de uso e das necesidades humanas). Independentemente do nível ou grao de integración, todos os complexos económicos unifican a sua actividade na realización da plusvalia através do consumo social. Incluso os complexos que non teñan integración produtiva dependen da realización da plusvalia e esta encontra a sua unidade e interdependéncia no consumo final, particular ou xeral.

  Unha vez claros os critérios para organizar-se por complexo económico, hai que abordar o aspecto territorial. Os complexos son estruturas económicas flexíveis e móbeis, tal e como é a organización do traballo. Os complexos poden estar constituidos por distintas empresas de ramos diferentes que se encontren a grandes distáncias ainda que, p.e., podan integrar-se nun mesmo centro de traballo para un proceso u obra determinados. Deste modo, a R-GGOO implica unha atitude internacionalista prática por necesidade. A economia capitalista é un sistema mundial integrado. A organización de clase con base nos intereses imediatos ten que ser internacionalista, aunando estruturas de caracter nacional coas suas próprias características con estruturas internacionais que partan do princípio de libertación nacional proletária: autoconstitución do proletariado en nación, independéncia constituinte na configuración das relacións, e máxima autonomia para os asuntos particulares unida à igualdade inter-nacional (autonomia na igualdade que non é xá un princípio específico acerca das relacións internacionais, senon un princípio esencial de todo o movimento proletário en xeral). 

 

2.3. A organización por complexo e a transformación da luita de clase.

   Deste modo a organización obreira abranxe desde o proceso de explotación do traballo até o proceso de realización do plusvalor. A base da valorización do capital son as relacións de produción reais, a base da autovalorización do proletariado tamén.  Que estas relacións sexan mais ou menos directas ou mais ou menos permanentes, non afecta, porque as relacións comerciais e de consumo son as relacións de reprodución das que depende a produción, e as relacións que existan ainda esporádicamente poden estar englobadas nun mesmo mercado final (produtos interdependentes).

  Se a fin do circuito da valorización do capital é o consumo social, o alcance último da organización de clase está tamén no consumo social. Deste modo na organización de clase se suprime a visión fragmentária da sociedade entre produtores e consumidores, entre traballo produtivo e improdutivo, entre traballo técnico-administrativo e traballo executivo-produtivo, etc.

  O sindicato non só parte da separación entre produción e distribución na sua organización e vida internas, senon tamén trata separados os asuntos de ambas fases do proceso económico. A inflacción, p.e., queda fóra do ámbito de actuación das federacións sindicais, e require unha actuación centralizada que só poden desenvolver os órgaos centrais do sindicato. Coa organización unitária por complexo, son directamente o conxunto de traballadores/as quen pode actuar sobre as condicións de consumo (prezos, calidade dos produtos, salubridade, etc.). Cria-se así, tamén, a base para unha luita directa pola planificación da producción en función das necesidades sociais e non dos benefícios, da xestión obreira sobre a vida económica.

  A nova concepción da organización de masas suprime a separación entre o marco de organización e de luita organizada da clase e a función social das estruturas produtivas. O território organizativo, o complexo, identifica-se em funçom das necesidades sociais para as que existe, e a luita organizada está así directamente vinculada a intereses xerais da sociedade, podendo expresar no seu poder a vontade e intereses xerais da sociedade frente à ditadura capitalista. O proletariado consciente pode arrastrar à sua luita ao conxunto das masas, posto que nos seus obxectivos pode considerar tanto a sua situación na produción como a situación do consumo.

  Esta estruturación unitária dos intereses sociais da clase obreira imprime na consciéncia da clase que a sua luita e a sua organización son a expresión non só dos seus intereses particulares e imediatos, senon tamén dos intereses xerais da maioria da sociedade. Da-se deste xeito un paso decisivo para superar a consciéncia pequenoburguesa definida en torno ao ofício, o grémio, a empresa separada, etc.

  A luita na esfera económica compreende as condicións obxectivas necesárias para elevar a sua poténcia até o nível político do poder do Capital. Desafia o sistema ditatorial da Fábrica-Estado e opón-lle a autonomia do proletariado como clase. Ainda agrupando a unha minoria activa do proletariado, a R-GGOO significa a socavación prática do domínio espiritual da burguesia: é o movimento de levantamento dos seus sepultureiros.

  A unión do conxunto de traballadores/as nos complexos económicos posibilita que se faga sentir o peso do proletariado efectivamente central, tanto na luita de classes como na dinamización da consciéncia de clase. Sen isto, @s restantes traballadores/as son, pola sua condición, presa fázil da dominación ideolóxica e da impoténcia. A reconcentración das forzas proletárias en unidades superiores às dos sindicatos posibilita introduzir na luita de clases aos segmentos proletários aillados no tecido microempresarial tanto agrário como industrial e comercial. Ademais, a concentración de forzas é a base para a luita de clase ofensiva, para conquistar cámbios substanciais, para un programa antagonista contra o capitalismo.

 

2.4. As divisións por remuneración e ofício.

  A especialización por ramo ou proceso permite ao Capital unha xerarquización das remuneracións do traballo, que aparecen como desigualdades "disimuladas" pola diversidade de estratos e categorias profisionais establecidos segundo as suas funcións laborais no proceso de producción-distribución.

  Considerando unitáriariamente o proceso económico-social, pode calcular-se a produtividade meia en xornada normal por cada posto de traballo, diferenciando estes non por ofício, senon segundo o nível de cualificación necesário. Sobre esta base poden homoxeneizar-se os salários/soldos e reduzir-se a diferenciación na remuneración segundo as diferéncias obxectivas da composición e duración do tempo de traballo. Estas incluirán non só o cálculo das horas de traballo e un baremo da intensidade e da qualificación que require o traballo; evidentemente existirán complementos por perigosidade, nocturnidade, etc. Aplicara-se a norma: a traballo equivalente, remuneración equivalente.

  Desta maneira suprimirá-se a xerarquización capitalista realizada en función da importáncia do traballo para a efectivación dos procesos de valorización do capital, non da produtividade do traballo e da sua composición e características reais. Co combate da xerarquización capitalista das remuneracións perderá sentido a existéncia do mando profisionalizado netamente improdutivo e se suprimirá tamén a separación (remuneración, categorias, calidade das condicións de traballo) entre traballo produtivo e improdutivo en xeral (entre o persoal imediatamente produtivo e o persoal administrativo e técnico). Con este combate non só se potencia a unidade d@s traballadores/as ao tempo que se busca a elevación do poder económico da clase, senon que ademais se cuestiona práticamente a base económica da xerarquia de poder nas unidades produtivas. Sen priviléxios non só se suprimen gastos improdutivos que consumen unha parte da plusvalia procedente da explotación obreira, senon que ademais se suprimen os pivotes práticos do mando patronal. Na prática, esta luita, ao tender a aplicar a regulación da remuneración segundo o tempo e demais cualidades obxectivas do traballo realizado, orienta-se a establecer as bases económicas da organización socialista da produción.

  Unha vez determinadas con idéntico critério a produtividade, cualificación, etc, do traballo improdutivo que realiza o persoal administrativo, técnico e de mando, este se remunerará seguindo a unha única estrutura de categorias profisionais coa correspondente remuneración. Esta estruturación deve contemplar à sua vez categorias profisionais únicas para medir o traballo produtivo, o administrativo, o técnico, o de transporte, etc. de tal modo que as distintas remuneracións sexan obxectivamente contrastáveis. Procurara-se a menor división posível das categorias, limitando a variación às que se refiren à cualificación profisional (peon, peon especialista, oficiais, etc.), é dizer, constituindo categorias xenéricas de produción, de tal modo que a distinción por función (peon produtivo, peon administrativo, etc.) só terán sentido desde a perspectiva do dever do capitalista para coas condicións de traballo particulares ante conflito individual ou parcial. Esta supresión da división especializadora por critérios capitalistas é à vez unha construcción da unidade subxacente da clase na actividade laboral cotidiana.

  Por suposto, tamén hai que luitar contra as xerarquias na remuneración que existen entre as empresas, derivadas p.e. de convénios de empresa. Nun mesmo complexo de produción o proceso de valorización é un todo. Os maiores salários  e condicións de traballo dunha empresa central son o resultado indirecto de salários inferiores e piores condicións laborais nas empresas periféricas ou mais pequenas. Se as interrelacións obxectivas existentes por complexo produtivo determinan un proceso social indivisível de produción e distribución, toda a masa traballadora implicada neste proceso deve ter as mesmas condicións laborais en xeral (igualdade intersectorial).

  As distincións por ofício pasarán a un plano secundário, que só será importante para a determinación dos complementos salariais por perigosidade, toxicidade, penosidade. Nestas compensacións deven incluir-se, para lograr a igualdade real, de complementos que compreendan todas as diferenciacións provocadas polos distintos tipos de traballo.

 

2.5. As divisións por convénios.

  Como xá dixemos, os sindicatos modernos caracterizan-se por integrar-se na organización da produción capitalista. Asumen os seus princípios orgánicos de especialización. Isto, ademais de efectivizar-se na estrutura orgánica que adopta o sindicato, efectiviza-se na política sindical de negociación de convénios e acordos. Dado que non é admisível luitar por medidas revolucionárias tendentes a remunerar o traballo segundo a medida do tempo e a organizar a sociedade segundo o princípio de satisfacer as necesidades individuais ("a cada cal segundo as suas necesidades, de cada cal segundo as suas capacidades"), a política sindical consiste en tentativas de compensar as caracteristicas próprias do capitalismo deixado ao seu livre albedrio. Mas isto só poden realiza-lo multiplicando os planos de negociación, tanto territorialmente como profisionalmente; os acordos mais específicos precisan as condicións dos mais xerais, os de ámbito mais reduzido emendan os de ámbito mais amplo. O resultado desta política reformista é a división por marcos de negociación e a xerarquización d@s traballadores/as segundo as suas condicións económicas de traballo (principalmente salariais, mas tamén no plano do nível de inversión obrigado en medidas de seguridade, etc.) ou as suas condicións de vida (seguridade social, proteccións por desemprego, pensións, etc.).

   A constante en todos os convénios é a tendéncia à especialización por rama profisional e incluso por proceso produtivo particular, intensificando-se a fragmentación de acima a abaixo, é dizer, canto mais próximo ao control da clase obreira está o marco de negociación colectiva mais fragmentado está, provocando a nosa división institucionalizada. Outra característica mui importante e clara que mencionamos anteriormente, é a separación entre indústria e comércio, entre clase obreira industrial e empregad@s, que se manifesta tamén na estrutura dos convénios.

  Ainda que os convénios industriais estatais teñen às vezes caracter integrador, e incluso incluen certa parte da distribución, os outros convénios provinciais e interprovinciais menores tenden a desintegrar cada vez mais, a especializar. Así, p.e., dentro da construcción excluen-se ramas do metal que fabrican enreixado, e se divide entre construcción de edificacións e obras públicas, materiais prefabricados para a construcción, derivados do cemento, etc.

  Nuns sectores a división realiza-se meiante un critério de especialización progresiva, como na construcción, e noutros a división é mais ben resultado da reducción ao ramo profisional, como no metal, que sen embargo está integrado en parte importante na Galiza nos complexos navais.. 

  A estrutura por federacións sindicais é a base para estruturar consequentemente esta forma de regulamentación das condicións da forza de traballo, amoldada à divisom jurídica do trabalho efectuada polo capital. A negociación colectiva acaba sendo unha mera adecuación entre as estruturas sindicais e a organización da produción própria do capitalismo, de tal modo que a especialización dos convénios e a fragmentación acaban aparecendo ante os ollos da burocrácia e dirixentes sindicais e da clase obreira mesma como algo natural e espontáneo, ocultando os seus verdadeiros princípios. A clase obreira deve compreender que a oposición à sua própria división pasa pola superación das estruturas sindicais.

  A R-GGOO luita por convénios de complexo económico. Nas empresas que realicen actividades diversas, seguirá-se o convénio mellor para @s traballadores/as. A prática reivindicativa da R-GGOO deve combater a especialización e a xerarquización que conleva, buscando a igualdade social real en función do traballo e das necesidades. Esta prática significa a descomposición das condicións económicas da explotación de clase. A negociación non pode, portanto, seguir sendo tal. A R-GGOO deve plantexar-se a sua luita non como un mecanismo de presión ao servizo da negociación, senon como unha demonstración de poder destinada a impór por sí mesma a asunción das reivindicacións. É dizer, a R-GGOO é un movimento de apropriación revolucionária do proletariado das suas condicións de traballo e de vida, de luita pola construcción do poder proletário e a democracia obreira.

 

2.6. A participación institucional

  Se defendemos a organización unitária d@s traballadores/as por complexo económico, consecuentemente nos opoñemos à actual fragmentación establecida polos convénios (como à estrutura das federacións industriais dos sindicatos) e à fragmentación das estruturas representativas oficiais.

  Isto proporciona-nos unha razon obxectiva mais para plantexar a necesidade de combater as actuais formas institucionais, ademais de por ser mecanismos de dominación do capital sobre o traballo. A concesión de autonomia e respeito aos sindicatos e à negociación legal por parte do Capital está circunscrita ao mantenimento xeral da submisión aos seus intereses de valorización.

  Ademais compreende-se a necesidade de construir unidades delegativas mais amplas, que deven de superar a negociación institucionalizada actual e as suas bases orgánicas sindicalistas. E que estas novas unidades delegativas da clase só poden ser erguidas e mantidas pola unidade en forza e en consciéncia da clase mesma.

  Propoñemos a formación de Consellos Obreiros permanentes en todos os complexos de produción, que sexan eleitos sen controlo patronal e nos que estexan representados os colectivos de traballadores/as de todas as empresas implicadas. Estes delegad@s serán eleitos en número proporcional ao número de plantilla efectiva, e ampliados ou reduzidos segundo este critério. Deste modo, este órgao unitário poderá actuar como centralizador da combatividade e da información, ser un órgao centralizado no que exista elección proporcional e autonomia respeito dos asuntos específicos de cada empresa ou rama (federalismo) e ao mesmo tempo toma de decisións por maiorias que afecten a toda a clase. Os recursos para o seu funcionamento procederán das aportacións periódicas do conxunto de traballadores/as. Segundo se intensifique a luita de clases, estes centros mobilizadores acabarán convertindo-se en órgaos do poder do proletariado contra o poder patronal e estatal, e unificando-se a nível nacional e logo internacional.

  Como todas as conquistas históricas, o recoñecimento tácito ou formal, por parte da patronal e do Estado, dos organismos e organizacións da clase obreira e dos seus obxetivos e marcos de acción, será resultado da luita constante e dura da clase obreira. Non existe outra saída nen existirá. E a contradicción entre estas formas de organización e acción da clase e a existéncia mesma do capitalismo decadente convertirá esta luita pola organizaçom autónoma permanente da classe, unida à luita por reivindicacións imediatas, nunha luita revolucionária polo poder proletário e a transformación comunista do conxunto da sociedade.

 

 

 

3. A estrutura orgánica da R-GGOO

 

3.1. As estruturas orgánicas.

 

1. Os grupos de traballo son as bases organizativas da actividade cotidiana. Permiten a cooperación permanente e o máximo reparto de tarefas. No comezo da construcción da organización de fábrica, poden existir grupos aillados por taller, centro de produción, federación, etc. Nesta situación a división do traballo entre os grupos se reduce a ocupar-se dos asuntos específicos do seu terreo e coordenar esforzos para resolver estes e os asuntos xerais xunto cos outros grupos, formando un consello de fábrica.

 

2. @s coordenadores/as de cada grupo, reunidos, forman a coordenadora de base dos grupos, órgao intermédio entre a rede de fábrica e o consello, que se ocupa non só da toma de decisións, senon e principalmente de coordenar efectivamente toda a actividade na empresa.

   Partindo de grupos formados por unhas 5 persoas, a coordenadora de base compreende, a un delegad@ por grupo, un 20% dos compoñentes da rede na empresa, que realizarán conxuntamente unha actividade permanente para conectar, comunicar e dinamizar os grupos.

  A outro nível, estas coordenadoras de fábrica poden delegar funcións de conxunto nunha coordenadora de empresa, cando existan vários centros de traballo, para criar un órgao menos numeroso e flexível. De facto, cun número de entre 20-30 coordenadores/as de grupo (nunha empresa de 100-150 traballadores/as organizados) podemos ver un limite mais aló do cal é necesário fazer divisións dentro da mesma empresa (por centro de traballo ou área, etc.) ou mesmo dentro da mesma fábrica (por taller, etc.). A coordenadora de base permite unha coordenación horizontal permanente que emana directamente do colectivo, pero que ademais volve tamén directa e físicamente ao colectivo.

 

3. A fábrica ou centro de produción continua sendo a base organizativa natural d@s traballadores/as. Cada rede de grupos de fábrica elexe un consello xeral de entre @s delegad@s de cada grupo que forman a coordenadora de fábrica. Todas estas estruturas combinadas -os grupos, a coordenadora, o conselho- constituem umha Uniom de Fábrica.

  Nas unións de fábrica e empresa cada colectivo encontra o seu nexo antagonista e necesário en torno à explotación pola propriedade privada capitalista. Os asuntos específicos da fábrica ou do conxunto de fábricas tratan-se unitáriamente. A misión das unións de fábrica é organizar a luita dentro da empresa.

 

4. As Unións de Complexo organizan-se de modo similar às unions de fábrica e agrupan ao colectivo de traballadores/as de cada unha das diferentes fábricas ou empresas que actúan en cada complexo. A diferéncia das federacións sindicais, laborais, estas unions produtivas sociais teñen a sua base orgánica nos procesos de produción e distribución reais, non son superestruturas en relación coas empresas ou fábricas isoladas, de modo que a clase obreira pode exercer un controlo permanente sobre a actividade organizada.

  Cando nunha mesma fábrica ou empresa existe diversificación en vários complexos económicos, enton forman-se dentro da unión de fábrica ou empresa sub-unións ou federaçons internas por complexo, de tal modo que todas estexan logo representadas nos consellos de fábrica e de empresa de modo proporcional e aproximado. Deste modo se sintetizan coerentemente federalismo e centralización.

  Os membros de cada consello de fábrica ou empresa componhem a coordenadora de complexo e à sua vez de entre eles umha parte forma um conselho de complexo.

  As unións de complexo denominarán-se segundo o complexo que compreenden e segundo o território no que decidan a sua sede.

 

5. No plano político, as distintas unións obreiras federan-se según conveña formando unións comarcais extensivas (reunindo os diversos municípios que sexan directamente interdependentes económicamente) compostas de delegad@s eleitos segundo critério federativo para funcionar como umha unidade. O seu obxectivo é desenvolver a acción da R-GGOO na esfera política, a luita contra as institucións burguesas. Esta luita política non está baseada nun programa político específico, senon na evidéncia obxectiva de que os obxectivos económicos do proletariado son antagónicos co poder político capitalista e vice-versa. Esta organización é necesária para desenvolver a luita contra as reformas antiobreiras que leva a cabo o Estado capitalista e para unir ao movimento de luita a todos os sectores oprimidos.

 

6. A todos os níveis orgánicos criaran-se unións de mulleres, parad@s, de estudantes, xubilados, etc. para abordar os seus problemas específicos.

 

 

3.2. O funcionamento.

 

1. Ademais do funcionamento autoorganizativo, cada grupo de traballo exerce un controlo sobre o conxunto da estrutura organizativa delegada através dos seus própri@s delegados/as. Como tod@s os delegad@s da coordenadora de base como do consello son tamén membros de grupos, cada grupo exerce un controlo integral e está representado directamente na coordenadora, órgao superior de decisión ao consello.

 

2. Os grupos de traballo asumen todas as tarefas de dirección e execución nos seus obxectivos específicos, en cooperación cos responsáveis centrais cos que compartan tarefas. Co aumento do número de grupos pola extensión da rede, os grupos dun mesmo centro de produción, área ou taller, se reparten primeiro as tarefas funcionais de propaganda, coordenación cos outros niveis e información, finanzas, etc. Cada grupo conta cunha autonomia de funcionamento. A responsabilidade permanente da realización de cada tarefa recae sobre a persoa que é eleita como coordenadora do grupo, pero coa condición da cooperación mínima do resto do grupo. Unha vez realizada a división de tarefas funcionais, poden asumir-se outras que se consideren de interés.

 

3. A organización por grupos de traballo implica un nível superior de cooperación e à vez un nível superior de democracia. Por unha banda, a organización parte do princípio de cooperación como unha necesidade, e, ao levar ao extremo a división do traballo mantendo ao mesmo tempo a unidade orgánica sen particularismos, o que fai é elevar a capacidade construtiva, produtiva, da clase organizada. As tarefas antes burocráticas que se delegavan nunha soa persoa agora transforman-se en actividades de base, submeten-se à iniciativa da base, teñen nos grupos o organismo produtivo capaz de elevar o seu desenvolvimento ao máximo. Para isto non é necesário tanto un coñecimento do funcionamento organizativo como a imaxinación e iniciativa da clase. Tod@s @s traballadores/as teñen na R-GGOO a sua marxe permanente de autonomia obxectiva.

 

4. A asemblea de fábrica ríxida, baseada nun espazo unificado e livre para desenvolver-se, non permite unha actividade cotidiana, que é o modo en que, sobretudo na época actual, se pode realizar a actividade de clase nos centros de produción. Como non existe unha unidade de clase prévia, no contexto da ditadura patronal non se dan as condicións para que as asembleas xerais de fábrica sexan órgaos realmente representativos da consciéncia e da vontade da clase. O mesmo acontece coas asembleas de fábrica de calquer organización de clase. Ademais, como método ríxido, non permite unha actividade diária de comunicación, información, debate, e toma de decisións cando sexa preciso, algo especialmente problemático cando consideramos que a descentralización produtiva acentua o problema.

  A mellor solución non é externalizar as asembleas fóra da fábrica, o cal perpetua o problema de ter unha actividade autónoma cotidiana fundada na participación colectiva e non no centralismo e a asunción das tarefas permanentes por un número reduzido de dirixentes. A simples externalización é a asunción dunha derrota. O que necesitamos é suprimir as premisas ríxidas da asemblea convencional para tomar como premisa a organización do traballo na fábrica.

  Os grupos deven, portanto, procurar amoldar-se formalmente à estrutura da organización do traballo. Así, o conxunto de coordenadores/as de grupo canalizan cotidianamente todas as iniciativas, procedan da base ou do consello, as comunican, transmiten as decisións dos grupos, etc. As determinacións dos grupos circulan entre sí servindo-se da estrutura de rede, chegan a cada persoa, e logo poden ser votadas e transmitida a decisión ao consello ou comisión, que centralizará todas as posturas sobre un tema determinado e as sintetizará nunha decisión. Non se trata de suprimir as asembleas convencionais, que proporcionan un grao de comunicación superior, senon de complementa-las coas asembleas flexíveis ou en rede. 

  A asemblea flexível escapa às redes de domínio e controlo capitalistas. É unha organización polivalente do poder proletário, que non se restinxe a nengún campo de combate e tampouco a unha función meramente de combate. Permite simultanear a actividade autónoma de combate coa toma de decisións democrática e a permanéncia nos postos de traballo.

 

 

3.3. A división do traballo entre os grupos.

 

1. Ao amoldar-se à organización do traballo, os grupos se articulan: 1) por complexo (federación), 2) por empresa, 3) por fábrica ou taller, 4) por área de traballos, 5) por zona na que se traballa.

  As dificultades devidas à mobilidade dentro da fábrica ou à mobilidade xeográfica subsanan-se coa recomposición contínua dos grupos en todos os planos organizativos necesários, como células dun único organismo vivo.

 

2. Con esta estruturación dos grupos, estes teñen a misión de: 1) ser órgaos de debate cotidiano sobre os problemas colectivos, 2) ser unidades para a actividade organizada dentro e fóra da fábrica (pois a existéncia do grupo e da rede non se restrinxe à fábrica nen à esfera económica), e 3) ser órgaos de información sobre as necesidades de cada segmento específico de traballadores/as, servindo para o plantexamento de obxectivos.

  Os grupos convirten as relacións proletárias, establecidas de igual a igual e cun caracter cooperativo, que se desenvolven espontáneamente na vida cotidiana,  en relacións organizadas e conscientes, permanentes e produtivas.

 

 

3.4. Esbozo dunha estrutura por unións de complexo en Galiza.

 

1. Complexos primários, indispensáveis socialmente.

 

1.1. Textil (tecido, confección, calzado, comércio)

1.2. Alimentación (pesca, conservas, leite, gando, horta, marisqueo, supermercados, hostelaria, cerámica, electrodomésticos).

1.3. Construcción imobiliária, madeira e carpinteria (obras, materiais diversos, madeira, alumínio, imobiliárias, moblerias).

 

2. Complexos secundários.

 

2.1. Naval (metal, pintura, electricidade, limpeza, etc.).

2.2. Automoción (fábrica, talleres, comércio de veículos) e transporte público.

2.3. Enerxia, Química (industrial) e consumíveis industriais (diversos) -e servizos de mantenimento-. Sectores mui distintos pero que teñen en común que son soportes imprescindíveis do aparello produtivo e que están altamente integrados no consumo produtivo.

2.4. Construcción Industrial, Fabricación de Maquinária  e Obras Públicas. (meios de produción e meios de circulación, base inicial de todo o proceso de produción)

 

3. Complexos terciários.

 

3.1. Servizos públicos (ensino, sanidade, química farmaceútica), cuxo obxectivo social é a preparación e o mantenimento da forza de traballo social tanto no plano da saúde física e psíquica como no da formación e desenvolvimento intelectual.

3.2. Servizos privados (limpeza, traballo doméstico), que serven ao mantenimento ou reprodución da forza de traballo na vida privada. Dentro do traballo doméstico se inclue tamén às amas de casa.

3.3. Servizos financeiros e administrativos, cuxa misión é realizar ou participar na xestión de Capital privado ou público.

 

  A diferéncia dos sindicatos, a organización por complexo non implica a auséncia de estruturas sectoriais con autonomia tanto por rama, por produción e distribución, etc., e implica unha capacidade de autoestruturación flexível permanente. Naturalmente a R-GGOO carece de noción sobre as disquisicións no plano territorial relacionadas con posicións ditas nacionalistas ou internacionalistas. A R-GGOO carece de limites territoriais, está determinada pola extensión territorial dos procesos de valorización capitalistas, que son obxectivos. Cada parte da Rede obreira ten capacidade constituinte e independéncia organizativa para modificar as suas relacións co resto de organismos da Rede sempre que se adecue aos princípios orgánicos da mesma. 

 

«Proxecto de programa da Corrente Cooperación Obreira». Capítulo terceiro: Programa de Construcción dun Novo Movimento Obreiro Revolucionário, apartado 2.

 



(*) Ademais, dun ponto de vista formal, nos sindicatos, cuxo princípio activo é o reclutamento indiscriminado de masas, a forma da rede de grupos bate contra os sectores reaccionários que se acumulan inevitávelmente. Nos partidos, pola sua parte, a rede de grupos topa co princípio de disciplinamento unificado entendido ao modo burgués, xerárquicamente, posto que os grupos só teñen sentido para realizar funcións ou tarefas concretas da organización, precisando dun alto grao de autonomia, mentres que o partido esixe a subordinación das partes ao todo en abstracto -ao centro delegado- (do contrário non poderia basear-se nunha concepción teórica e prática uniforme que todos os membros deven acatar, dando pé ao desenvolvimento permanente de iniciativas teóricas e práticas que atentarian directamente contra a uniformidade de pensamento e a unidade forzada na acción na que se basea a forza dun partido. Por esta razón os partidos tenden forzosamente a renegar da autonomia das masas, vendo a espontaneidade como un problema e non como o modo en que a clase se autodesenvolve como suxeito consciente e organizado).

(**) Nota a esta ediçom. Com consciência centralmente política refire-se a que a situaçom de precariedade no trabalho assalariado fai que o capital seja já percibido como um poder sobre @ proletári@, que governa nom só a sua actividade dentro do processo de trabalho mas tamém a sua entrada e saída do mesmo, que domina directamente sobre a sua vida.

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