E d i t o r i a l  :

«Nom somos nada,

 

sejamos tudo!»

 

  As fracçons dominantes da burguesia europea estám hoje a consolidar o seu poder político continental. A Constituiçom Europea, além de toda a sua parafernália, supom um reforçamento da centralizaçom do poder capitalista frente a todo o proletariado europeu. Toda a charlataneria sobre se esta constituiçom reconhece ou nom "direitos sociais" ou se promove qualquer soluçom aos problemas da "cidadania" nom passa do nível do politiqueo burguês, que igual que o resto de forças da burguesia continua a apresentar a constituiçom europea como o produto legítimo da "democracia", sem dizer claramente que tanto esta constituiçom "europea" como todas as democracias "nacionais" existentes nom som outra cousa que o Estado e o régime políticos da classe explotadora.

  Mentres tanto, na Alemanha a burguesia acomete umha nova ofensiva do capital contra o trabalho, precarizando o seguro de desemprego e imponhendo um avanço geral na degradaçom absoluta das condiçons de existência do proletariado alemám. O governo "nacional" e "social-demócrata" actua aquí como agente directo do capital internacional, como no caso das empresas automobilísticas, apelando aos "riscos" da "globalizaçom".

  No Estado espanhol o proletariado do sector naval sofre umha reestruturaçom enormemente dura, orientada segundo os interesses gerais do capitalismo espanhol e europeu, no que ameaça ser umha derrota de enorme calado. O escuro futuro dos asteleiros em vias de privatizaçom e o da velha Astano, convertida em satélite de Izar-Ferrol, somentes significarám umha cousa: destruiçom massiva de postos de trabalho e incremento da explotaçom dos que quedem, especialmente na industria auxiliar.

  Por último, o cataclismo asiático é apresentado nos meios de comunicaçom burgueses como umha lástima frente à qual @s trabalhadores/as devemos ser solidários, deixando a um lado que é o subdesenvolvimento crónico e geralizado desses países, provocado pola explotaçom do capitalismo mundial dos seus recursos naturais e do trabalho da sua populaçom, a verdadeira causa de que um fenómeno natural dessas características poda converter-se numha terrível forma de extermínio social.

  Todos estes fenómenos, que essencialmente som internacionais e para nada questons entendíveis a escala local ou nacional, confirmam que o capitalismo está na sua época de decadência aberta, na que o incremento absoluto da explotaçom e da pobreza em todo o mundo e a descomposiçom da própria estrutura económica social (destruiçom de emprego, de sectores produtivos e de vidas humanas polas forças económicas, políticas e militares do capital) correm paralelos ao fortalecimento da dominaçom mundial do capital e à chamada "globalizaçom" -que os capitais e os processos económicos adquirem cada vez mais umha dimensom directamente mundial-.

  Frente a este processo somentes nos queda umha saída: retomar o caminho da auténtica luita revolucionária por umha sociedade sem classes e sem Estado, tomar o nosso destino nas nossas maos.

 

  A emancipaçom da classe obreira deve ser obra da classe obreira mesma!

 

  Irmaos e irmás proletári@s de todas as naçons, unamo-nos contra o capitalismo mundial!

 

 

ydydydydydydy

 

«Antigamente, os guerreiros expertos faziam-se a si mesmos invencíveis em primeiro lugar, e depóis agardavam a descubrir a vulnerabilidade dos seus adversários.

A invencibilidade está em um mesmo, a vulnerabilidade no adversário.»

 

Sun Tzu, A Arte da Guerra, cap.4 - A orde de batalha.

 

 

 

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-- Cita da contraportada --

 

  «O comunismo nom é para nós um estado que deveria ser criado, um ideal ao qual a realidade mesma tenha que se ajustar. Nós chamamos comunismo ao movimento efectivo que anula e supera o estado presente. As condiçons deste movimento xurdem das premissas actualmente existentes. A propósito, a massa de obreiros despojados -a grande massa privada de capital, força de trabalho excluida intolerávelmente de qualquer satisfaçom das suas necessidades- e a perda além do temporal desse mesmo trabalho como fonte segura de vida, através do avanço da competência do mercado mundial. O proletariado só pode existir, por conseguinte, histórico-mundialmente, como o comunismo, a sua acçom, só pode existir completamente numha existência "histórico-mundial"; existencia histórico-mundial dos indivíduos; é dizer, existência dos indivíduos imediatamente unida à história do mundo.»

 

Marx/Engels, A ideologia alemá, 1847.

 

 

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