III. A situaçom actual.
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A defesa da autoconstituiçom do
proletariado em naçom tem que orientar-se segundo critérios internacionalistas.
Nom pode converter-se num mero substituto ideológico da reivindicaçom burguesa
do direito de autodeterminaçom nacional.
Na época de Engels,
coas distintas nacionalidades todavia convulsas polo desenvolvimento ascendente
do capitalismo, a política revolucionária tinha que tomar posiçons acerca do
processo de unificaçom e separaçom das distintas nacionalidades para conformar
novos Estados. Ante isto, defendeu-se a formaçom de Estados amplos, baseados
nas naçons mais desenvolvidas, em lugar de Estados pequenos. Isto implicava
defender, em efeito, o que hoje chamariamos Estados plurinacionais.
Umha vez as naçons-Estado
estavam básicamente consolidadas, a questom principal passou a ser o problema
da autonomia das distintas nacionalidades dentro desses Estados plurinacionais,
por um lado, e o problema das colónias, polo outro.
Co declive aberto do
capitalismo, sem embargo, se produz umha desintegraçom social dessas
comunidades plurinacionais e um agravamento do subdesenvolvimento colonial,
como consequência da intensificaçom da competência e da luita por incrementar a
acumulaçom de capital, que tende a ralentizar-se. Isto da lugar a um avivamento
das tensons inter-nacionais dentro desses Estados plurinacionais, e entre os
Estados imperialistas e os Estados coloniais, dando lugar à formaçom de
movimentos nacionalistas de esquerda -nem muito menos necessariamente
revolucionários- assi como ao fortalecimento dos nacionalismos burgueses
submetidos.
Estes conflitos acentuam-se
tanto mais quanto menor seja o grado de integraçom e de igualaçom económica
existente entre as nacionalidades que integram o Estado ou entre os países.
Acentua-se assi o radicalismo do nacionalismo previamente existente e/ou xurdem
novos nacionalismos emergentes. Trata-se, sem embargo, dumha tendência que
deriva espontáneamente do declive do capitalismo: dum subproduto da decadência
capitalista. Nom som movimentos conscientes e que se movam inspirados polas
possibilidades futuras que latejam no presente, senom movimentos que olham cara
o passado e que buscam preserva-lo e enaltece-lo no futuro. @s proletári@s,
pola sua parte, no entanto permanecem sendo indivíduos da sociedade burguesa,
actuando como proprietários privados da sua força de trabalho e meios de
subsistência, nom som alheos a este fenómeno.
Se os proletári@s
tendem, quando actuam assi, como individuos alienados, a ver espontáneamente no
capital nacional a sua fonte de supervivência, a identificar-se coa comunidade
de cultura e carácter nacional antes que cos seus interesses como classe; igual
que acontece isto, ocorre tamém que, ante o declive dessa fonte de
supervivência, tendem a reaccionar cum movimento defensivo em nome dessa
comunidade nacional, deixando a um lado os seus interesses de classe.
Partindo desde estado da
sociedade, a política revolucionária tem que focar-se principalmente cara o
problema essencial: que a liberdade e o pleno desenvolvimento da vida nacional
do proletariado é impossível no capitalismo, e que isto nom é certo somentes
para o proletariado das naçons oprimidas, mas tamém para o proletariado das
naçons opressoras. Este é o único modo de refocar as aspiraçons nacionais,
levando-as do terreo da defesa alienada do capitalismo "nacional" ao
da luita autónoma como classe revolucionária mundial. Entom, volta-se
imprescindível precisar qual forma política assumirá a libertaçom nacional num
régime comunista auténtico.
As formas transitórias que
adopte a libertaçom nacional, desde a unificaçom mais estreita das distintas
nacionalidades numha unidade política comum, até a plena separaçom, é umha
questom subordinada ao avanço do comunismo, que é a condiçom da sua verdadeira
efectivaçom. Contudo, o primeiro critério sinalado, acerca de preferir a
unidade à separaçom, é algo universalmente válido, ainda que sujeito às
condiçons da luita de classes internacional. Mas este critério pressupóm que se
trate dumha unidade livre, nom forçada, pois nesse último caso engendraria
resultados contraproduzentes tanto para a comunidade nacional perjudicada como
para a unidade e avanço do movimento internacional.
Em qualquer caso, a separaçom
política, a independência política no sentido burguês, nom pode ser mais que
umha fórmula transitória. Por si mesma significaria sempre um retroceso
(inevitável ou evitável), seria o indicativo dumha parálise da revoluçom.
Porque o único que o proletariado necessita incondicionalmente é umha independência
constituinte a todos os níveis da organizaçom da vida social, para
conformar sem interferências todas as relaçons sociais internas e todas as
relaçons coas outras nacionalidades. Evidentemente, isto só será possível
destruindo toda a ideologia burguesa nacional, especialmente a da fracçom
dominante da burguesia (no nosso caso, a da burguesia espanhola), tanto dentro
da naçom dominada como na naçom dominante. Considerando o nosso caso, esta
posiçom é absolutamente incompatível com defender e reconhecer o carácter
uninacional do Estado espanhol.
Para concretar mais, do
ponto de vista das diferentes etapas constituintes, podemos establecer como
esquema ideal de formas políticas: 1º) a independência plena
(autodeterminaçom), que implicaria um período de reorganizaçom total da vida
social nacional e das relaçons internacionais; 2º) o passo a umha confederaçom,
na medida em que avance esse processo de reconstituiçom integral, e finalmente,
3º) umha federaçom. Em qualquer caso, o passo por diferentes formas políticas
nom anula o princípio permanente da independência constituinte de cada
comunidade nacional. E, no caso galego, este esquema nom pressupóm em absoluto
que esta focage se enquadre no marco limitado do Estado espanhol. Hoje é
evidente que o marco imediato a considerar nom é este, senom o directamente
europeu, e que neste processo político umha hipotética confederaçom ou
federaçom peninsular somentes deveria ver-se como umha meiaçom a curto praço.
À luz desta análise podemos
julgar as distintas posiçons acerta do conflicto entre as distintas comunidades
nacionais baixo o Estado espanhol. A defesa da unidade do Estado
espanhol, incluso defendendo o direito de autodeterminaçom, é umha concesom ao
nacionalismo burguês dominante. Igual que nom assumimos o programa das
burguesias "periféricas", tampouco assumimos o do nacionalismo
espanhol. Defendemos, pois, a dissoluçom da unidade política definida polo
Estado espanhol e, tanto por motivos económicos como culturais, defendemos a
conformaçom dumha uniom livre e solidária de todos os povos peninsulares (o
qual implicaria, tamém, a dissoluçom do Estado português como unidade política
separada).
Este objetivo da
dissoluçom do Estado espanhol tem que unir-se, por suposto, ao objetivo da sua
destruiçom enquanto Estado burguês, transladando-se o problema à forma
plurinacional que assuma o poder proletário numha situaçom de revoluçom aberta.
Isto, por outra parte, facilita enormemente a resoluçom do problema, pois a
constituiçom desse poder terá que ir de abaixo a acima. De todos os jeitos,
isso nom descarta que rexurdam os conflitos nacionais mentres as condiçons
materiais para eles subsistam. De aí a necessidade de formular claramente os
princípios políticos da unidade internacional.
Por outra parte, tampouco
consideramos que o movimento independentista galego actual poda chegar a
concordar com nós. A sua filiaçom coa ideologia nacionalista burguesa lhe
impide ver claramente a necessidade do internacionalismo e pôr por diante os
interesses da revoluçom mundial frente aos exclusivamente nacionais. Se bem
pode chegar a considerar a revoluçom como um processo necessáriamente mundial,
nom ve este carácter mundial mais que como umha combinaçom abstracta de processos
nacionais separados, como se estes processos nom fossem estreitamente
interdependentes e interactuantes. A experiência do bolchevismo russo foi mui
ilustrativa ao respeito. Em lugar de orientar os seus esforços à revoluçom
mundial, a risco do desmoronamento em Rússia, preferiram tentar manter o régime
bolchevique russo no isolamento, permitindo a reestabilizaçom dos grandes
poderes imperialistas; com isso, assinaram a fim de qualquer avanço cara o
comunismo na Rússia e, coa destruiçom do movimento revolucionário nos países
europeos, a política mundial bolchevique adquiriu um carácter puramente
oportunista e imperialista.
Ou seja, nom se trata
somentes do futuro da revoluçom proletária numha naçom. Trata-se de que
qualquer posiçom nacionalista burguesa pode criar as condiçons para a sua
própria derrota nacional, e, ao mesmo tempo, desviar os esforços
revolucionários do proletariado internacional. Tampouco a crítica e superaçom
do independentismo burguês é, portanto, um problema exclusivamente nacional.
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A
separaçom entre independência e comunismo tinha sentido, históricamente, na
expectativa dum desenvolvimento autocentrado da acumulaçom capitalista,
utilizando um novo Estado nacional para esta fim. Mas esta possibilidade de
desenvolvimento, que ainda poderia semelhar viável até a década dos 70, foi
depois negada talhantemente polo devir do capitalismo mundial. A luita pola
independência nacional nom só terá que livrar-se, entom, em contra da própria
burguesia nacional -como de facto admitem os independentistas galegos (ainda
que um sector se empenhe em negar o carácter galego desta burguesia utilizando
criterios culturalistas, e ainda que em geral tod@s mistifiquem esta luita de
classes apresentando-a como umha luita de "Galiza" contra
"Espanha"). Umha auténtica independência nacional nom poderá
realizar-se mais que sobre bases comunistas internacionais e, portanto,
somentes pode constituir um objetivo histórico real para a revoluçom proletária.
Contra esta perspectiva estám todos os sectores pequeno-burgueses e
reformistas, cuja prática política opóm-se à centralidade do conflito de
classes sobre o conflito entre naçons e, portanto, a todos os pontos
fundamentais que temos definido até agora. Em realidade, no entanto adoptam
umha ideologia ou programa político qualificável de "socialista, nom som
mais que socialistas reaccionários.
O que define o socialismo reaccionário é que, como afirma o Manifesto
Comunista, o seu ponto de vista representa os interesses da pequena
burguesia, cujos elementos "vem aproximar-se o momento em que
desaparecerám por completo como fracçom independente da sociedade moderna".
Quando "defendem a causa do proletariado contra a burguesia" o
fam desde a perspectiva dos interesses "do pequeno burguês e do pequeno
camponês". Ainda que a sua crítica do capitalismo poda confluir coa do
proletariado, a sua prática olha cara o passado, pretendendo "encaixar
pola força os meios modernos de produçom e de cámbio no marco das antigas
relaçons".
Com isto último, o Manifesto referia-se ao artesanado feudal de meiados
do século XIX, ultrapassado cada vez mais polo desenvolvimento da indústria
capitalista a grande escala. Hoje fazemos referência às formas de capitalismo
de Estado nacional, igualmente ultrapassado polo crescimento mundial da
acumulaçom de capital, assi como polo desenvolvimento da contradiçom entre as
forças produtivas e as relaçons de produçom capitalistas, que em todos os
países convertiu em nom rendáveis em sentido capitalista todas as políticas de
capitalismo estatal (6). Se o "capitalismo nacional" é utópico em
geral, o capitalismo de Estado, por aberto que seja internacionalmente
(conformando um bloco de países, por exemplo), nom pode tampouco resolver a
contradiçom de modo nengum. Verá-se obrigado, como a burguesia, a intensificar
cada vez mais a explotaçom do proletariado para manter o crescimento da
acumulaçom (mida-se este crescimento em termos de tolenadas de produçom ou
outra medida "física" ou estatística, ou abertamente em termos de
valor). A única diferência será que, em lugar de por burgueses individuais, o
proletariado será explotado por umha burocracia estatal.
Por outra parte, a nom superaçom do leninismo indica às claras que o
independentismo galego actual, se tivesse o poder, reproduzirá de novo o velho
modelo de capitalismo de Estado, apesar de todas as suas veleidades
democráticas sobre a participaçom popular. Somentes hai que considerar a sua
organizaçom e praxis política actual para entender que, como muito, trata-se de
sinceiras declaraçons de intençons, desconectadas da sua praxis política real.
A sua concepçom do socialismo/comunismo é reaccionária porque se opóm ao
progresso do proletariado e utópica porque os seus objetivos som
completamente irrealizáveis partindo das suas premissas.
(6) Com exceiçom, claro, de aquelas formas de capitalismo de Estado aplicadas em sectores nos que a burguesia nom pode ou nom quere assumir a iniciativa económica, e, geralizando mais, todas aquelas invesons que trasvasam riqueza provinte da classe proletária para entregar-lha à burguesia. Nestes casos, se a burguesia passa a controlar a produçom de forma privada é habitualmente para efectuar a liquidaçom parcial ou completa dos devanditos sectores.
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Nas condiçons actuais, os
movimentos democráticos de libertaçom nacional som movimentos reaccionários.
Dividem ao proletariado por nacionalidades, involucrando-o em frentes
interclassistas, confundindo-o com demagogia populista, desviando-o da luita
polos seus próprios objetivos de classe, reforçando as suas ilusons nos métodos
reformistas. Por outro lado, incapazes de fazer frente ao capitalismo mundial,
mas empenhados numha luita a escala nacional, estes movimentos somentes podem
conduzir a reformas insubstanciais e a derrotas cada vez mais graves, quando
nom à sua própria autodestruiçom e ao afundimento de quem os siga. Reconhecendo
o poder do capitalismo mundial, tendem actualmente a buscar formas de
cooperaçom e acçom unitária internacional, mas que, polo seu conteúdo e pola
sua força real, nom podem passar de ser ataques superficiais. Trata-se de umha
coaliçom que pode coincidir em pressionar sobre a política imperialista, mas
nom atacar o capitalismo como tal. Este é o trasfundo da participaçom destes
movimentos e organizaçons nas plataformas "anti-globalizaçom", nas
que podemos incluir o independentismo galego como parte da sua extrema
esquerda.
Os movimentos e luitas de
libertaçom nacional somentes podem cumprir na actualidade um papel progressivo
considerando as suas repercusons sobre a luita de classes nacional e
internacional, nom por si mesmos. Este é o critério decisivo: o ponto de vista
da luita de classes.
Quando falamos das
repercusons no plano das relaçons internacionais, contribuindo a resituar o
conflito de classes como o central em detrimento do conflito entre as naçons,
isto exige umha análise mui cuidadosa de cada caso concreto. Se bem a derrota
dum imperialismo nacional pode intensificar a luita de classes nesse país,
tamém pode, se essa luita nom prospera para o proletariado, converter-se no seu
contrário, e tornar-se num reforçamento do nacionalismo burguês (o caso alemám
entre o primeiro assalto revolucionário de 1918 e a vitória do partido nazi em
1933). Tamém pode acontecer o contrário, ou que, no caso dum país colonial, a
independência política revirta bem no fortalecimento das posiçons da burguesia
nacional ou bem no avanço do proletariado.
Por isso nom é possível
para @s revolucionári@s proletári@s tomar umha posiçom fixa sobre os movimentos
nacionais e é preciso considerar sempre a situaçom concreta em todos os
aspectos. Qualquer apoio táctico a um movimento independentista depende das
suas repercusons na luita de classes nacional dos países afectados.
No caso galego, somentes
poderiamos considerar o apoio a umha luita pola independência política que nom
questiona-se realmente o capitalismo -ou seja, enquadrada nas formas burguesas
da luita política, ainda que questione o seu marco territorial nacional-, na
medida em que esta puidesse funcionar como um factor de fortalecimento do
movimento proletario galego e de debilitamento da dominaçom da burguesia
imperialista no Estado espanhol. Para que isto seja assi é necessário que
exista, como condiçom prévia, um verdadeiro movimento proletário, consciente e
independente, tanto na Galiza como nos centros capitalistas do Estado espanhol.
Do contrário, derivaria no debilitamento relativo do proletariado galego
(enfrentado agora el só a um Estado próprio ou quando menos a umhas forças
políticas burguesas incrementadas) e no fortalecimento do nacionalismo burguês
espanhol, o que poderia derivar num conflito bélico.
É considerando esta
complexidade e as enormes repercusons históricas que se deve entender por que
@s auténticos comunistas nom podemos defender princípios nacionais diferentes
dos princípios de classe, que temos que limitar-nos a dar a estes últimos umha
forma nacional, temos que manter sempre a defesa dos interesses do proletariado
independentemente da nacionalidade. Isto, naturalmente, som incapazes de
assimila-lo os independentistas burgueses que se dim comunistas, precisamente
porque a sua posiçom é, no plano geral, reformista em lugar de revolucionária,
e no plano específicamente nacional, burguesa em lugar de proletária.
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O nacionalismo na época actual
somentes pode ter sentido para o proletariado na medida em que se foque cara a
supressom do capitalismo. Isto é, na medida em que formule a conquista da
independência política como forma externa da revoluçom comunista, considerando
o establecimento nacional e a extensom internacional do comunismo como a base
imprescindível para a sua efectivaçom. Isto significa umha transformaçom
radical do concepto mesmo, do conteúdo social, da libertaçom e da independência
nacionais.
O independentismo, e parte
da extrema esquerda, adiresse ao que podemos chamar a "concepçom
liberal" do direito de autodeterminaçom, proclamando-o como princípio
incondicional e parte irrenunciável do programa do proletariado. Para nós nom
existe um "princípio nacional" distinto do da luita pola emancipaçom
d@s proletári@s. Em cámbio, o único princípio d@s comunistas é a revoluçom:
toda medida, toda prática que nom favoreza a revoluçom, tem que ser suprimida e
reempraçada. E dado que a revoluçom significa umha transformaçom acelerada e
de conjunto das condiçons históricas, a política comunista tem que estar
orientada por uns princípios revolucionários claros e, simultaneamente, ter a
máxima flexibilidade nas posiçons tácticas, que tenhem que estar em cámbio
contínuo.
Ora bem, nom sobra
insistir, ao que @s comunistas revolucionári@s nos oponhemos nom é à
autodeterminaçom nacional em geral, senom à autodeterminaçom nacional enquanto
autodeterminaçom da burguesia e instrumento do capitalismo contra o
proletariado. Por essa razom, a política proletária nom se orienta a negar o
direito de autodeterminaçom ou a possibilidade da independência política
nacional, senom a sinalar as implicaçons que, segundo as condiçons, isto terá
para o progresso do proletariado. Por essa razom, por exemplo, opôr-se ao
independentismo como tal é, do nosso ponto de vista, a expressom da penetraçom
do nacionalismo dominante na consciência d@s proletári@s, e em particular de
aquele/as que se reclamam comunistas. Por isso, sempre sinalamos o carácter
ideológico e burguês do independentismo existente -assi como da oposiçom
prevalecente a el-, ao tempo que nos oponhemos a tomar umha posiçom de
princípios diferente da expressom dos princípios gerais do comunismo na sua
aplicaçom específica à problemática nacional.
Igualmente, oponhemo-nos a
toda divisom do proletariado em linhas nacionais, tanto por parte das
estreiteces nacionalistas como por parte do internacionalismo dogmático (trás
do qual, às vezes, oculta-se tamém a influência espiritual
"expansionista" do nacionalismo burguês das naçons dominantes). Está
claro, nom obstante, que um internacionalismo consequente exige o objetivo de
formar umha nova internacional comunista, mas nengumha organizaçom
independentista está por esta labor, igual que as organizaçons que se proclamam
antinacionalistas hoje e que nom reconhecem realmente a importáncia da dimensom
nacional da luita proletária. Por suposto, existem diversas "internacionais
de partido", mas que nom se caracterizam precisamente por constituir-se a
partir da livre uniom das distintas nacionalidades. No melhor dos casos o que
hai é umha livre uniom alienada.