PERGUNTAS & RESPOSTAS
2. Resposta a uma sentença formulada por um protestante.
3. Idade Média e a Inquisição.
4. Liturgia.
5. Ciência e Fé (Dinossauros).
6. Utilização do vocábulo "católica".
7. Rosa Cruz.
8. Santos Longuinho e Categéro.
10. Pena de Morte.
11. Prócoro, Nicanor, Timão e Nicolau.
12. Primado Petrino e Aramáico.
Resp. 1: "gostaria que você me ajudasse a entender sobre a escolha dos livros que compõem a Bíblia, visto haverem alguns que parecem poucos voltados a religião (cântico dos cânticos, v.g,)"
Primeiro: Deus se revelou progressivamente ao homem: Adão, Noé, Abraão, Isaac, Jacó, Moisés.
Deus se revelou ao povo de Israel, operando milagres e prodígios e suscitando homens justos que escreveram aquilo que Deus lhes inspirava que escrevessem.
O povo de Israel reconhecia, por um senso sobrenatural, a inspiração de muitos desses escritos, mas não possuía nem nunca chegou a possuir um cânone válido desses escritos.
Quando Cristo veio ao mundo, a Revelação atingiu o seu ápice. A herança do judaísmo passou a ser vista à luz de Cristo pela Igreja. O bastão da autoridade magisterial passou de Israel para a Igreja.
Os Apóstolos empregaram a versão grega dos LXX para pregar aos gentios e judeus helenizados.
Os judeus, em reação ao uso cristão da tradução dos LXX, definiram um cânone restrito, de acordo com alguns critérios. Mas já era tarde demais, pois não possuíam mais autoridade magisterial para fazer isto.
Só depois de vários séculos é que a Igreja, usando sua autoridade magisterial, fez um discernimento definitivo dos livros inspirados, do AT e do NT.
Resp. 2: "Curiosidade: a palavra católico quer dizer UNIVERSAL. Nesse sentido eu também sou católico. Mas não romano. Outra coisa: SÓ O SENHOR JESUS SALVA e a Bíblia é a Palavra de Deus. E mais: só JESUS ressuscitou, NINGUÉM mais."
Quanto a ser católico, lhe digo que se foi batizado sim vc é um católico, e digo mais, católico apostólico romano. :-), quanto ao restante do seu mail não tenho onde discordar, pois só disse verdades, só Nosso Senhor salva, as Sagradas Escrituras são efetivamente de palavra de Deus. Quanto a só Jesus ter ressuscitado, há aqui um engano, pois inclusive na Bíblia vemos que além dele outros ressuscitaram, como Lázaro, porém só Ele por poder próprio, heis o que falta a sua sentença.
Resp. 3: "Gostaria de saber sobre o papel da igreja na idade média, bem como a santa inquisição."
A Igreja teve um papel preponderante durante toda a idade média, porém, não se pode esquecer que os homens e mulheres que viveram durante esse período eram exatamente iguais a nós, ou seja, tinham as mesmas tendências, cometiam os mesmos erros, etc... Assim, com o acrescimo de poder nas mãos dos nobres, a Igreja, ainda que mantenedora de todo sistema, não o controlava, ficando a mercê do poder de cada soberano, e foi aí que ocorreram os abusos, como no caso da Inquisição, notadamente a Espanhola.
Sobre o assunto recomendo que vc leia o texto da página abaixo:
http://www.fortunecity.com/millenium/teletubby/46/respostas.html
É a terceira resposta, mas o texto todo é muito bom.
Resp. 4: "Por que as leituras do novo testamento (evangelho) e antigo testamento , são repetidas todos os anos , ou seja quase sempre se lê as mesmas leituras. Nas missas diárias ou dominicais não se vêem novas leituras . falo assim porque procuro acompanhar as leituras diárias . E fui questionado por um evangélico e não soube responder."
As leituras não se repetem anualmente, mas a cada três anos (Anos Liturgicos A, B e
C), desta forma se lê TODA a Bíblia (leituras da semana e dominicais), dando a correta instrução aos fiéis de todo mundo, já que as mesmas em todo lugar.
Isto mostra tb a união querida por Jesus e mantida pelo Espírito Santo.
No mesmo dia, todos os fiéis do mundo lêem e aprendem sobre o mesmo ponto (posso ir com meu missal a qualquer lugar do mundo que acompanho as leituras :-) ), isto é mesmo muito bonito,
aliás, acabo de receber parte de um sermÃo de Santo Agostinho (1600 anos atrás) sobre a leitura do dia 21 (missa da 6a. f. da oitava da Páscoa), que até hoje se
mantém a mesma(Jo 21).
Isso facilita muito as coisas, além de, como já disse, acentuar a unidade da Igreja Santa.
Resp. 5: "O que dizer dos dinossauros?. Como explicá-los segundo a Bíblia?"
O assunto é muito vasto e complicado para ser analisado em um e-mail. Resumidamente podemos dizer que na Bíblia não estão coisas para substituir a ciência, mas as verdades necessárias a nossa salvação. Sobre o assunto há um antigo livro de D.Estevão chamado "Ciência e Fé na história dos primórdios", que talvez tenha sido reeditado com este ou outro nome. Vale a pena procurar no site do mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro www.osb.org.br .
Resp. 6: "Quando surgiu o nome "católica apostólica romana" para a nossa Igreja de Cristo?"
O termo católico foi primeiro utilizado por S.Irineu, já no séc.II, porém isso não quer dizer que só apartir daí ela passou a existir, como uma criança não passa a existir apenas quando é registrada.
Resp. 7: "Gostaria de receber informações sobre Rosa Cruz, pois tenho um professora que vive falando disso e sei que é uma grande heresia, porém gostaria de subsídios para
combater."
SOCIEDADES ROSACRUCIANAS EXISTENTES:
- AMORC - ANTIGA E MÍSTICA ORDEM ROSACRUZ (H. Spencer Lewis)
- Afirmam derivar das Escolas de Mistério egípcias
- Doutrina esparsa e gananciosos demais
- FRATERNIDADE ROSACRUZ (Max Heindel)
- Astrologia é um ponto forte
- Centralizados na figura do fundador e sua obra
- LECTORUM ROSACRUCIANUM (Rosa Cruz áurea)
- Extremamente hermética
- Inúmeras outras menos conhecidas
- Vários ramos que evoluíram diretamente de inspiração rosa-cruz como a Golden Dawn, por exemplo.
- A história rosa-cruz começou com um grande mal entendido. Uma interpretação de uma história fantasiosa de um folheto denominado Fama
Fraternatis, na qual o seu personagem principal, Christian Rosenkreuz, morria e voltava à vida.
- Inúmeros princípios gnósticos permeiam a doutrina rosa-cruz, além do reencarnacionismo e do panteísmo, que são considerados pontos-chave.
- Deus é chamado de "Deus do seu coração" (na AMORC, que é a mais conhecida).
Através deste conceito, qualquer crença em um ente superior seja individual, seja disperso como energia, ou plural (entes superiores) é
válida.
- Utilizam de várias técnicas para cativar as pessoas a se tornarem iniciados, como o
hermetismo, propagação do uso de técnicas de controle mental muito duvidosas.
- Assimilam muitos elementos de religiões pagãs orientais, principalmente o hinduísmo.
Destacam-se muitos exercícios baseados na idéia de Pranayama. Práticas meditativas
budistas também são usadas. Em suma, funciona como um grande supermercado da fé, bem nos modos da atual new age.
- Não é barato ser rosacruz. Há uma mensalidade/semestralidade/anuidade e muitas
atividades são pagas.
- Apesar de dizerem que não são uma religião, possuem um sistema religioso bem definido, com doutrinas através de apostilas, graus, cerimônia de
iniciação, uma liturgia (livro "Sanctus Sanctorum" - não me perguntem como eu sei sobre este
livro. Para estas sociedades, pesquisas de campo como eu fiz são essenciais).
- Existem círculos internos na AMORC (p. ex. Ordo Summum Bonum), onde só os mais
antigos, confiáveis, etc sabem o que ensinam. Devem ser as piores atrocidades.
- Ordens paralelas também existente, como "Ordem Martinista".
- Possuem uma visão dos católicos como burros, intolerantes e atrasados.
recomendamos ainda o livro "Crenças, Religiões e Seitas, quem são?" do D. Estevão Bettencourt.
Resp.
8: "Gostaria de saber se realmente existe os santo Longuinho e a santa
Categéro. Se sim gostaria de obter informações sobre eles."
São Longuinho: pela tradição, Longuinho foi o soldado romano que feriu o
Lado de Jesus com a lança. Ele seria da cidade de Anciano (mais tarde, Lanciano, onde se deu o grande Milagre Eucarístico). Ainda pelo que se
conta, ele seria cego de um olho e recobrou a vista quando uma gota do Sangue de Jesus pingou nele.
Mas a crendice de se dar "três pulinhos pra São Longuinho" quando se acha alguma coisa por sua intercessão, não imagino como inventaram...
Quanto a "santa categéro"... não será Santo Antônio de Categeró??
se for:
Vida de Santo Antônio de Categeró
Nasceu o nosso Santo de pais infiéis, maometanos, perto da cidade de Barca, na África. Deportado para a cidade de Noto na Sicília, como
prisioneiro, foi vendido a João Landavula que fez de Antônio pastor de seus grandes rebanhos. Convivendo com os cristãos,
compreendeu o erro em que vivia na religião de Maomé e pediu para ser batizado, tendo recebido o nome
de Antônio. Uma nova vida começou para Antônio, agora feito cristão e
seguidor de Cristo. Inimigo dos vícios e do pecado, chegou ao grau heróico das virtudes evangélicas; amava a Deus e ao próximo intensamente. Ajudava
aos pobres, tomava conta dos doentes, assistindo-os e aliviando suas dores, rezava, trabalhava e fazia penitências. Chorava o tempo passado fora do
cristianismo e agradecia a liberdade obtida aperfeiçoando-se na vida religiosa até chegar à santidade. Faleceu no dia 14 de março de 1549 em Noto
e ali foi enterrado na Igreja de Santa Maria de Jesus. No dia 13 de abril de
1599, 50 anos depois de sua morte, aberto o seu sepulcro, foi encontrado o seu corpo
íntegro e incorrupto. Inúmeros os milagres que Deus operou por sua intercessão. Quem experimentou o seu patrocínio, sabe que nenhum pedido de
graça a ele feito fica sem resposta.
Resp. 9: "Por que foi proibido o véu usado pelas mulheres na Igreja? É errado usá-lo? Quais são os carismas dados pelo Espírito?"
1- Quanto ao véu, ele não foi proibido. Ser permitido que não se use não
significa proibir seu uso. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É a mesma coisa com a língua litúrgica do rito romano, o latim. Foi permitido
que se utilize o vernáculo, i.e., o idioma nacional do país onde se celebra a Santa Missa. Porém, isso não quer dizer que o latim foi
proibido. Aliás, o latim ainda é a língua litúrgica oficial e normativa para o rito romano, como o eslavo, o grego e o árabe o são para o rito
bizantino, o aramaico para os ritos siríaco, caldaico e maronita, o gheez para o etíope, o paleo-egípcio para o copta e o armênio para o rito
armeno.
Podemos resumir essas sentenças sobre o véu, dizendo que não ele não proibido, mas o costume de seu uso foi, aos poucos, sendo deixado de
lado. É uma fórmula tradicional de piedade, recomendada até, e sinal de separação do mundo. Todavia, as mulheres que não o usam não estão
erradas. É uma questão de costume, de sinal, de símbolo. Apenas isso. Tanto faz usar ou não. O que importa é que quem use, saiba o motivo
do uso, e que ambos, quem usa e não usa véu, esforcem-se por corresponder à graça de Deus, buscando a
santificação diária.
2- Sobre os carismas, podemos dizer que são tantos quanto a necessidade da Igreja urge. Assim, num sentido genérico, carisma é uma graça dada pelo
Espírito Santo para o bem da Igreja ou dos seus membros. Por exemplo, o carisma de uma instituição de caridade, de
uma Ordem religiosa, de uma congregação, de um movimento.
Num outro sentido, carisma é mais propriamente um dom do Espírito Santo envolvido numa operação sobrenatural para o bem comum. Assim, ao lado dos
dons propriamente ministeriais (evangelista, pastor, apóstolo, profeta e doutor), dos dons naturais (ou talentos), e dos dons infusos recebidos
pela ministração dos sacramentos do Batismo e da Crisma (os chamados sete dons do Espírito Santo), enumera o apóstolo São Paulo, os nove dons
carismáticos. Todos esses dons (didaticamente divididos acima) são dados pelo Espírito Santo, mas, enquanto os ministeriais se referem a um serviço
específico dentro da Igreja ("Fulano é um verdadeiro profeta!" ou "Beltrano é um grande apóstolo da Santa Doutrina!"), os naturais são
talentos dados por Deus na concepção ("Fulano de Tal é um grande músico!"), os infusos ou crismais são para a nossa santificação
pessoal; do contrário, os chamados carismas são graças visivelmente sobrenaturais e místicas, como o dom de profetizar, o dom de falar em
línguas, o dom de operar curas, o dom de fazer milagres, o dom de interpretar as línguas, o dom de ter uma fé capaz de transportar montanhas
(aquela fé diferente da fé necessária para a salvação, e diferente da fé
que confia; uma fé que é uma certeza inabalável fruto quase que de uma revelação privada), o dom de ciência (receber uma revelação a respeito de
algo oculto), o dom de sabedoria (receber uma iluminação a respeito de como proceder em dado momento) e o dom do discernimento dos espíritos
(pelo qual o místico agraciado com tal carisma pode, por revelação, entender se determinada moção vem de Deus, do homem ou do demônio).
Os carismas sempre estiveram presentes na Igreja Católica, principalmente na vida de seus santos.
Resp. 10: "Gostaríamos de saber se a Igreja aboliu recentemente este posicionamento (sobre a pena de morte, que aparecia como legítima no parágrafo 2266 do Catecismo) e se existe algum documento recente que contenha este assunto."
Escreveste nos questionando sobre a doutrina da Igreja Católica a
respeito da pena de morte. Para que a entendamos, devemos ter bem claros alguns princípios.
Em primeiro lugar, a sagrada teologia é a ciência que, amparada na Revelação divina, segundo o infalível e prudente magistério da Igreja,
esquadrinha a doutrina católica, tal qual demonstrada por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelos santos apóstolos. Apresenta-nos as doutrinas
necessárias à nossa salvação, uma vez que todas elas já foram reveladas até a
morte do último apóstolo, e, chegado o tempo de maturidade, explicita determinado ponto doutrinário - já revelado, embora não
suficientemente entendido -, de modo a obrigar a adesão pela fé a uma fórmula perfeita de expressar o mencionado ponto. É o dogma. Note que o
dogma, porém, não é uma invenção de nova doutrina, tampouco resultado de uma segunda revelação. A revelação já foi feita toda, e nenhum papa ou
bispo tem poder de inventar doutrinas. O dogma é o fruto de um amadurecimento de doutrinas já reveladas, sempre com base e suporte
naquilo que a Igreja sempre creu, conforme o tradicional ensino de São Vicente de Lérins - o que a Igreja sempre, em todos os tempos e em todas
partes, acreditou.
Partimos para o segundo ponto, que tocará diretamente a questão que nos foi enviada. Por viver no mundo e, enquanto não é instaurado o Reino de
Jesus Cristo por ocasião de Sua gloriosa vinda, a Igreja luta não só por pregar o Evangelho, mas por impregnar a sociedade de uma ordem sacral que
reflita, na terra, a glória do céu. Baseada nisso, buscando a santificação
da ordem presente, preocupa-se a Igreja pelo estabelecimento das verdades eternas refletidas na sociedade terrena. Como fará ela isso? Baseada na
revelação. Nem tudo que rege esse poder temporal, porém, é revelado. Algumas coisas o são, como o respeito aos valores morais, a
obediência à Lei Natural, a sujeição ao príncipe - quando ele está a serviço de Deus -, o direito divino da Igreja Católica etc. Outras não são
necessariamente reveladas, mas, segundo o jargão jurídico-canônico, entendem-se "a serviço da Revelação". São disciplinas, costumes, leis
canônicas, entendimentos filosófico-políticos. Por estarem servindo a Revelação divina, devem necessariamente estar amparadas por ela,
condizentes com o ensino perene da Santa Igreja. Deve-se, contudo, levar em consideração os tempos e as condições em que tais coisas se apresentam.
Tal é o que acontece com a pena de morte. Diz o Catecismo, conforme citado por ti, e à luz dos grandes santos - desde Santo Elias, que dizimou
os profetas de Baal, até o grande teólogo ocidental, São Tomás de Aquino, cuja doutrina a Igreja fez sua, no dizer dos papas Leão XIII, Beato Pio IX
e São Pio X -, que existem casos em que a pena de morte pode ser aplicada, como decorrência do princípio da legítima defesa. Quais são esses
casos? Casos graves, extremos, em que se feriria a justiça mesmo, se essa pena não fosse aplicada. Para conhecer desses casos, é preciso que se
analise a história, o direito e a ciência penitenciária, que são as tutelam, na prática, ao lado de alguns ramos da psicologia e da medicina,
a punição. A Igreja limita-se a dizer que, em alguns casos, a pena de morte é moral, e que para o ser, deve haver uma razão grave que legitime o
seu uso. Todavia, não tem a Igreja conhecimentos técnicos necessários para julgar qual caso é compatível com esse princípio ou não. Cabe às ciências
auxiliares resolver a questão.
Houve tempos em que a pena de prisão não existia. Como punir alguém que furtava ou roubava? Dando-lhe algum castigo, remetendo-lhe para um juizado
cível a fim de que restitui-se a "res furandi", ou ainda aplicando-lhe sanções econômicas e físicas (chibatada, suplícios, jejum forçado). Se o
caso fosse mais grave, existiam outras formas, mais duras, v.g., a condenação romana às galés, para remar "ad infinitum". Entretanto, em
havendo um caso realmente grave, como estupro seguido de morte, ou latrocínio, ou ainda crimes extremos contra a ordem pública, nenhuma
dessas penas era suficiente. Notemos que, segundo o Direito Penal Clássico, a pena tem quatro finalidades: prevenção geral (pelo temor da
pena, a população, em sua maioria, abstém-se de praticar o delito), prevenção especial (previne que o bandido "x" cometa crimes, pois está
fora de circulação em virtude da pena aplicada), reeducação (é o caráter
pedagógico da pena, em que o criminoso reflete sobre seu erro e arrepende-se) e retribuição (a pena deve ser proporcional ao delito,
porque este feriu a ordem natural das coisas, carecendo, portanto, de uma reparação a altura).
Essas quatro finalidades devem andar sempre juntas. Nem sempre, porém, a terceira - reeducação - é possível, em virtude de o Estado precisar, em
nome da sobrevivência do todo, sacrificar uma parte - é como uma amputação
necessária para salvar o resto do corpo.
Por não existir a pena de prisão, aqueles crimes realmente graves deveriam ser punidos com a morte. Note que a retribuição seria ferida se
se aplicasse a mesma pena que a um criminoso comum.
Hoje, é a OPINIÃO PESSOAL DE MUITOS MEMBROS DA IGREJA, amparados em
estudos jurídicos, sociológicos, psicológicos e penitenciários, aqueles casos graves e
extremos que exigem a pena de morte não existem mais. Por isso, o papa pede clemência na maioria - não em todas - das
execuções feitas nos EUA.
Para resumir: a pena de morte é legítima e justa quando aplicada em certos casos; ocorre que tais casos, segundo o direito de hoje - em
virtude de haver outros remédios contra o crime, como a prisão -, são, ou raríssimos ou inexistentes. Não foi a doutrina da Igreja que mudou. Ela
continua de pé e crê que, constatada a existência dos chamados casos gravíssimos, a pena de morte é legítima e moralmente justa. A mudança está
na sociedade que, nos dias atuais, não encontra tais casos. Existem estupros, crimes hediondos etc, mas, na opinião JURÍDICA - não moral nem
teológica -, não justificam a pena de morte, em face de outros mecanismos de punição. Talvez chegue o dia em que esses mecanismos não mais
existirão, ou apareçam crimes barbaríssimos que nem eles serão capazes de punir adequada e justamente o agente delituoso. Nesse dia, a pena de
morte, aplicada, poderá o ser dentro daquilo que a Igreja ensina. Um exemplo de um caso recente e que, na minha visão pessoal e jurídica,
é amparada pelo princípio do Catecismo sobre a pena de morte, é o Julgamento de Nuremberg, nos anos 40, onde os criminosos de guerra
nazistas foram condenados à forca. Seus crimes? Não só causar o genocídio de 6 milhões de judeus, mas também possuir uma doutrina intrinsecamente
perversa, e ainda serem os culpados pela II Guerra Mundial - sim, porque as mortes causadas pelos inimigos de Hitler são, moralmente falando, culpa
do próprio Hitler e da Alemanha nazista, eis que os aliados estavam se defendendo. São crimes bem diferentes dos estupros e assassinatos que
vemos por aí - ainda que estes últimos sejam brutais, violentos, hediondos e bradem aos céus por vingança.
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Resp. 11: "Quem eram Prócoro, Nicanor, Timão e Nicolau?"
Sua resposta encontra-se no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos,
capítulo VI, versículos primeiro ao sétimo. Queira conferir, por favor. Os quatro citados eram cristãos dos primórdios da Igreja, com boa reputação,
cheios do Espírito Santo e sábios, e foram ordenados ao grau de diáconos, a fim de auxiliarem os apóstolos e cuidarem da
administração das coisas de Deus e da caridade para com os irmãos necessitados.
Resp. 12: "Andei lendo alguns textos em seu site e confesso que tenho muitas duvidas, principalmente a respeito das 50 provas sobre o primado petrino.
Primeiramente, gostaria de saber com base em que texto bíblico, afirma que Jesus falava em aramaico? Visto que o aramaico naquela época era pouco falado e poucos conheciam e no que diz ao grego koine, era conhecido de todos e muito difundido pelo povo, tanto da alta, como da baixa sociedade... por isso entendo que Jesus falava grego (koine) e não aramaico!
Em seu site, declara categoricamente que Pedro é o fundamento da Igreja... analisando a Escritura, isso não faz sentido, vejo que a diferença entre petros e petra não fazem a diferença neste contexto, mas observando paralelos de passagens, vemos que os apóstolos são o fundamento da Igreja e não somente Pedro, veja Efesios 2:20, I Corintios 3:9-11...
Afirma ainda que Pedro é o pricipal e o cabeça, o que não faz sentido, visto ser o proprio Cristo o cabeça da Igreja, a Pedra angular. Ver Ef 2:20, ainda, pelo que Pedro era repreensivel e o mesmo foi repreendido ( Gl 2:11) por Paulo quando dissimulava entre os gentios, vivendo como eles... e o mesmo Pedro negou a Cristo por 3 vezes." (sic)
Como o Opus Fidei é formado por diferentes pessoas fiz um coletânea das respostas que recebi à sua pergunta, de forma que pode parecer repetitivo em alguns momentos, porém achamos que no caso é melhor sobrar do que faltar. :-)
Desde já nos colocamos a sua disposição para o esclarecimentos de novas dúvidas.
Vamos às respostas.
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1o. Jesus falava aramaico.
Faço aqui uma tradução livre de um texto do Frei Massimo Pazzini, OFM, a esse respeito.
"Por ser uma encruzilhada no movimento migratório de muitos povos, a Palestina era, por necessidade, uma terra em que se falavam várias línguas.
Nos tempos de Jesus, havia duas línguas faladas localmente e compreendidas pela maioria das pessoas: o hebraico e o aramaico. Duas outras línguas,
"internacionais", também eram utilizadas: o grego e o latim. Estas, contudo, eram faladas apenas por um pequeno grupo de pessoas ligadas à
administração do Estado e à educação.
A língua hebraica, a mesma língua usada na escrita dos livros do Antigo Testamento, era amplamente usada na liturgia do Shabbat da Sinagoga, muito
embora fosse reduzido o número daqueles que a compreendiam claramente.
Junto do hebraico, outra língua, o aramaico, vinha sendo usada já há alguns
séculos. Esta língua era a língua "familiar" que o povo usava na maioria dos
vilarejos e cidades da Palestina, particularmente no norte (Nazaré, Cafarnaum, etc.), onde Jesus foi educado, cresceu e passou a maior parte de
sua vida.
No Evangelho de Lucas (Lc 4,16-30) há um incidente que nos ajuda a compreender que o hebraico era uma língua conhecida por Jesus. Nesta
passagem, diz-se que Jesus leu o rolo da Lei (um trecho do profeta Isaías) na Sinagoga de Nazaré. Certamente esta leitura foi feita em hebraico. As
poucas palavras que Jesus acrescentou como comentário foram muito provavelmente ditas em aramaico. Um pouco como era praticado em nossa
Igreja, antes que a liturgia fosse reformada: leituras em latim, homilias em vernáculo.
Além dessas deduções lógicas, obtidas dos Evangelhos e do senso comum, existem outros elementos que nos permitem reconstituir a antiga cultura do
Oriente Médio e, por conseguinte, algumas palavras e frases em aramaico ditas por Jesus.
O Novo Testamento, escrito em grego, nos dá um vislumbre, aqui e ali, entre as palavras transcritas e traduzidas, da palavras palestinas originais. É o
que se dá com os nomes próprios, seja de pessoas ou lugares, que facilmente remontam às suas origens aramaicas. Por exemplo, Bar Jonas, Barrabás, nomes
de pessoas, claramente de origem aramaica, compostas da palavra bar, que quer dizer filho, com a adição do nome do pai. Ou a tradução do nome
Cafarnaum, da forma aramaica Kafar Nahum, a vila de Nahum, ou ainda o nome Hacéldama, como encontrado em At 1,19, que une as duas palavras aramaicas
Haquel dema, que significa "campo de sangue".
Há nomes de mulheres: Marta (Lc 10,38) e Tabita (At 9,36), o nome de Pedro - Cefas, que corresponde ao aramaico Kefa que significa rocha. Os nomes
Gólgota (Mt 27,33) e Gábata (Jo 19,13), nos relatos da Paixão, derivam de duas palavras que tem o sentido de "lugar da caveira" e "lugar elevado"."
Segundo o Pe. John Mackenzie, em seu Dicionário Bíblico (Paulus, São Paulo,
1983):
"O aramaico era ainda a língua comum da Palestina no tempo de Jesus, com diversos dialetos (Mt 26,73). A inscrição da cruz estava em aramaico (Jo
19,20, onde é chamado "hebraico"); na cruz, Jesus citou em aramaico o Sl 22,2. Somente poucos estudiosos consideram que os evangelhos - exceto
Mateus - foram escritos em aramaico. Entretanto, as fontes orais da tradição
evangélica eram em grande parte aramaicas, senão inteiramente."
Finalmente, pode ir ao site Bible Answer, protestante, http://nbible.org/bible/bible_answer.cfm?Q_Number=20&Course_ID=4 . Lá
verificará que Jesus falava aramaico, grego e talvez hebraico.
2o. Pedro é o fundamento da Igreja.
Jesus é a luz do mundo:
João 8:12 Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
Os discípulos são a luz do mundo:
Mateus 5:14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Deus é santo:
1 Samuel 2:2 Não há santo como é o SENHOR; porque não há outro fora de ti;
e rocha nenhuma há como o nosso Deus.
O povo de Israel é santo:
Deuteronômio 28:9 O SENHOR te confirmará para si por povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do SENHOR, teu Deus, e andares
nos seus caminhos.
Os cristãos são santos:
Colossenses 3:12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão,
longanimidade,
Será que o fato de Jesus ser o fundamento contradiz o fato de Pedro ser fundamento da Igreja, ou de os apóstolos serem fundamentos?
1 Coríntios 3:11 Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já
está posto, o qual é Jesus Cristo.
Trata-se aí do fundamento da nossa fé, o alicerce fundamental da vida e da doutrina cristãs, que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Não do fundamento visível
da Igreja, depositário do ofício de governar o povo de Deus e garantir a integridade da sua fé.
Efésios 2:20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de
que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
Os cristãos são edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas,
ou seja, crêem no testemunho dado por aqueles que anunciaram o Messias e, depois, por aqueles que o seguiram. Não se trata aí do fundamento da Igreja
no sentido do seguinte verso:
Mateus 16:18 Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra
ela.
Aí temos claramente a afirmação de que Pedro é o fundamento visível da Igreja, a rocha (é o que petros, na verdade, quer dizer, enquanto forma
masculinizada do grego petra e tradução grega do aramaico kefa). É sobre Pedro que Cristo construirá a Igreja. Não há contradição com os versos
anteriores, pois os versos anteriores não tratam do problema do fundamento visível da Igreja, mas sim do problema do fundamento da vida e da doutrina
cristãs.
Mas será que Pedro é o fundamento da Igreja simplesmente por suas virtudes ou bondade naturais? Não, claro que não. O que sustenta a fundação petrina
é, antes de tudo, a graça de Deus, que confere a Pedro e a seus sucessores o
carisma necessário para exercer este ofício sagrado. A Igreja é edificada sobre Pedro, mas Pedro seria apenas um monte de areia se não tivesse a
solidez da graça, a solidez sobrenatural que é participação única na solidez
do próprio Cristo.
Em sentido absoluto, só Jesus é a rocha, mas em sentido relativo, derivado, subordinado, participativo, Pedro também é.
3o. Pedro é o principal e cabeça do Colégio Apostólico
Como o texto do artigo bem o demonstra, Pedro vem sempre em primeiro, destacado no meio dos demais apóstolos. O seu papel de líder dos apóstolos é
indiscutível, e mesmo Paulo o reconhece como uma das colunas da Igreja, além
de ter passado algum tempo em Jerusalém apenas para estar com o Grande Pescador.
Gálatas 1:18 Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro e
fiquei com ele quinze dias.
O episódio de Antioquia, em que Paulo "resiste a Pedro", não deve ser interpretado como uma disputa de jurisdição ou uma briga entre apóstolos.
Trata-se, na verdade, de um belíssimo exemplo de correção fraterna em que o
inferior, Paulo, chama a atenção do superior, Pedro, em nome da caridade de Cristo, a fim de evitar um escândalo maior dentro da Igreja, além do
comprometimento de todo o trabalho apostólico realizado por Paulo ao longo de anos.
Mais uma vez, Jesus é o cabeça e o chefe supremo da Igreja. Mas este múnus único de Cristo é compartilhado por Cristo com Pedro e seus sucessores, que
receberam de Cristo a autoridade para governar, presidir, apascentar e defender a Igreja de Deus. O Papa é o vigário de Nosso Senhor, aquele que
faz as vezes de Jesus sobre a terra, o embaixador do Divino Mestre, encarregado de seus negócios aqui neste mundo.
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Eis a resposta sobre o primado de Pedro e ainda de quebra fala sobre a Santa Madre Igreja
Natureza
Igreja e Religião de Deus e igrejas e religiões dos homens
1 - Pressuposto histórico e bíblico: Deus Pai enviou-nos o seu Filho Unigênito para salvar-nos. Ao fazer-se
Homem, por um nascimento virginal de Maria Santíssima, Ele recebeu o nome de Jesus.
Antes de começar Jesus a sua vida apostólica, Deus Pai autenticou a sua divina missão:
"Eis o meu Filho muito amado, em quem ponho toda a minha complacência". (Mt 3,17)
2 - Entre os anos 30 a 33 (±) da era Cristã, Jesus reúne os Doze, que serão os seus
Apóstolos, os setenta e dois discípulos e os demais seguidores. Ele os instrui na doutrina do Reino de
Deus. Ele quer que os súditos desse Reino sejam agregados a uma instituição
visível neste mundo, que Ele chama "a sua Igreja". Igreja que Ele promete fundar na
pessoa de Pedro: "Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja". Note-se o singular: "a minha Igreja". Assim
Ele indicou que a sua Igreja é uma só. (Cf. "Folh. Cat." nº 1)
3 - Esta Igreja tornou-se realidade na Paixão de Cristo. Ela nasceu santificada do seu lado aberto, qual nova Eva, do lado
do novo Adão. De fato, a Bíblia chama a Cristo de "segundo Adão", e de "Cordeiro de
Deus"; e à sua Igreja chama de "Esposa do Cordeiro".(1 Cor. 15,22,45; Apoc. 21,2,9)
Nota 1: Após a sua Ressurreição, Jesus confirmou Pedro na chefia suprema da sua Igreja, com estas palavras: "Apascenta
as minhas ovelhas"(...), "Apascenta os meus cordeiros". (Jo.
21,16-17) "Apascenta" - quer dizer sobretudo: "confirma na fé os irmãos"(Lc.22,31-32)
como meu vigário, e com o carisma da assistência especial que prometi, a ti, e a
todos os teus sucessores. Sim, porque, devendo a Igreja de Cristo ser perpétua nesse mundo (Mt 16,18; 28,20), Pedro devia
ter sempre sucessores no seu cargo. E os Papas são os seus
sucessores.
4 - Que essa única Religião/Igreja de Deus seja a Católica, Apostólica, Romana, é fato histórico e bíblico
comprovado:
1º) - Porque Jesus garantiu a sua perpetuidade como Igreja visível neste mundo "até o fim dos séculos". (Mt. 16,18;
28,20)
2º) - Porque é a única que historicamente vem desde os Apóstolos, que "a estabeleceram por toda a parte" . Ela enche todo
esse longo espaço de tempo com a sua presença vivificadora e transformadora, convertendo,
evangelizando e civilizando os povos pagãos e bárbaros nos séculos IV-VI. Ao passo que as religiões e igrejas ditas
crentes tiveram suas
origens desligadas e distantes da era Apostólica entre quinze a vinte séculos, pois só
começaram no século XVI, tendo por fundador o monge apóstata, Martinho Lutero.
3º) - Porque só nela se verificam as características da única e verdadeira Igreja de Cristo, que são:
- Uma Igreja estruturada com uma Hierarquia na qual há superiores e súditos. Realmente, Jesus disse aos Apóstolos: "Como
meu Pai me enviou, eu vos envio" .(Jo. 20,21) E ainda, transmitindo-lhes seu poder régio
ou de governo: "Quem vos ouve, a mim ouve, quem vos
despreza, a mim despreza" (Lc 10,16); e mais: "quem não ouve a Igreja, seja tido por
gentio e publicano". (Mt. 18,17)
- Uma Igreja na qual há uma sucessão ininterrupta que transmite, como de mão em mão, a missão e poderes apostólicos,
desde os Apóstolos e para sempre. Nessa sucessão se transmitem a missão e os poderes
sacerdotais e de governo de Cristo. De fato, a Missão Apostólica (missão=envio) é necessária para a continuidade da
Igreja, pois lemos na Bíblia:
"como pregarão se não forem enviados?". (Rom. 10,15) Sem missão apostólica não há
enviados autênticos. Portanto, os pastores das seitas são falsos pastores.
Nota 2: De fato, sendo Jesus realmente o "Sumo e Eterno Sacerdote..." (Hbr. 5,6; 5,10; 8,6), pôde transmitir
esses poderes a seus Apóstolos, como o fez ao dizer-lhes: "A quem
perdoardes os pecados serão perdoados, e a quem os retiverdes, serão retidos" (Jo.
20,23); e ao instituir a Sagrada Eucaristia: "Fazei isto em memória de mim" - "Isto": o
que Ele acabava de fazer: mudar o pão em seu Corpo verdadeiro, e o vinho em seu Sangue
verdadeiro. Ao realizarem os Apóstolos essa ordem / poder, davam cumprimento à profecia de Malaquias: "Do
nascente ao poente (...), em todo o lugar, será oferecido ao meu Nome
(...) uma oblação (hóstia) pura". (Mal. 1,11) É a instituição do Sacrifício perene da Nova
Lei, a ser realizado através do sacrifício perene da Lei evangélica (a Santa Missa), pela renovação da oblação sacrifical de
Cristo; renovação que se faz sobre os Altares da Nova Aliança pelo ministério dos
Sacerdotes.
- Uma Igreja, portanto, na qual há Bispos, legítimos sucessores dos Apóstolos, que recebem a plenitude do sacerdócio de
Cristo, há sacerdotes participantes da "Ordem episcopal" e cooperadores do Bispos. Tudo de
acordo com a afirmação da Bíblia: "o Espírito Santo estabeleceu os Bispos para reger a Igreja de Deus". (Atos 20,28)
Supõe-se a função do Papa como sucessor de Pedro, Bispo de Roma e Vigário
de Cristo. (Jo. 21,15-16)
Nota 3: No começo, os Apóstolos evitavam dar-se o título de sacerdotes para não
confundir o seu sacerdócio superior (verdadeira participação do de Cristo) com o
sacerdócio figurativo dos hebreus. Mas, passada essa fase, já S. João fala do Sacerdócio
instituído por Cristo: "... lavou-nos (Jesus) de nossos pecados em seu Sangue e
fez-nos um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai". (Apoc. 1,6) E S.Paulo usa expressões
semelhantes. ( 2 Cor. 3,6; 5,18; 1 Cor. 4,1; 2 Tim.1,6)
Note-se ainda que, na Igreja Primitiva - época dos Apóstolos - a palavra "presbítero" era usada para significar tanto
os sacerdotes da Nova Aliança como os anciões leigos cristãos. Foi pelo fim do 1º século
que a palavra foi sendo reservada para significar só os sacerdotes. A prova disso é que Timóteo era jovem (Tim. 4,12), e
antes de ser feito Bispo, era contado entre os presbíteros. Portanto, havia, e há, também os
presbíteros-sacerdotes, que eram e são constituídos tais por um rito especial, a Ordenação sacerdotal, a qual inclui a
imposição das mãos do bispo. (Atos 1, 20 a 26 13, 2-3; 2 Tim. 1, 6; 1 Tim. 5, 22; Tito 1, 5)
- Tudo o que acima ficou exposto da Bíblia, prova que a Igreja ou Religião Católica é a única cristã e apostólica de
verdade, isto é, a única que vem de Cristo e seus Apóstolos.
As religiões e igrejas dos homens
5 - Embora na antiguidade cristã tenha havido algumas poucas seitas heréticas (Arianos, Nestorianos, etc.), foi,
sobretudo, a partir do século XVI que começou uma verdadeira mania de fundarem-se religiões ou
igrejolas como se fundam clubes. Há hoje mais de mil.Tudo fruto do livre exame da Bíblia, inventado por Lutero.
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