Escola Inovadora |
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“Dantes as horas eram lentas”
(Miguel Torga)
Objectivos
Baseando-nos na Lei de Bases do Sistema Educativo, pretendemos investigar
a importância da utilização das novas tecnologias,
nomeadamente a acessibilidade da Net, no conceito de parceria escola-família,
a fim de se alcançar o sucesso desta “Geração Net”,
dando-lhe igualdade de oportunidade, na Sociedade de Informação.
É necessário aproveitar o interesse crescente das crianças
pela Internet para passar a usá-la num contexto educativo. Assim,
sugerimos uma forma de trabalho pedagógico destinado a obter proveito
das potencialidades da Web. Os projectos de investigação
são directa ou indirectamente, fruto da colaboração
que surge entre os diversos agentes de ensino/aprendizagem que neste caso
engloba o aluno, o professor e a família.
Uma vez que pretendemos compreender o modo como os pais e os alunos
vêem, pensam e consideram importante a sua participação
na escola e que imagem (representação social) têm relativamente
à mesma, elaboramos e distribuímos-lhes um inquérito/diagnóstico.
Chegou a hora da escola tomar consciência das virtualidades e da eficácia da Internet. Assim, todos os alunos criaram o seu endereço, sendo o e-mail um carteiro sempre à nossa disposição, pois é um pilar fundamental para a comunicação, em tempo real, entre professores, alunos e a família. Porque não utilizar a Net para enviarmos aos progenitores os
trabalhos dos seus filhos, realizados no período escolar? Pareceu-nos
uma forma de os incentivar a gerir uma dinâmica mais parecida com
a que existe entre pares, a fim de se criar uma família mais aberta
e consensual, onde os problemas geracionais poderão ser atenuados.
Ao tornar-se a Net realidade na nossa escola, introduzimos um conjunto de estratégias de acção, que promovessem o envolvimento da família num crescimento harmonioso dos seus filhos. · Utilizámos o correio electrónico para contactar o encarregado de educação, uma vez que este tem acesso sem intermediários, em tempo real e a baixo custo, à informação acerca do seu educando, às suas convocatórias, às diversas actividades culturais,... O encarregado de educação com dificuldades de se deslocar ao estabelecimento de ensino (por razões, normalmente de horários laborais) acompanha de uma forma regular, o percurso do seu educando, assim como o desenvolvimento do projecto educativo da escola, intensificando e aprofundando a relação com a família, valorizando a sua participação. · Dentro desta perspectiva todas as semanas enviávamos aos pais a planificação semanal do tema a desenvolver, com os respectivos objectivos, estratégias, intervenientes, recursos, instrumentos de avaliação e a própria avaliação. Para além desta informação, era também estabelecido com os pais, um pequeno diálogo on-line. · Os alunos, ao longo da semana desenvolviam o tema proposto numa perspectiva de aprendizagem colaborativa, utilizando a Internet e os tradicionais recursos disponíveis. · Foram estabelecidos alguns intercâmbios com escolas, nomeadamente no Algarve, noticiando o importante evento a nível internacional que ocorreu nesta cidade “O Cinanima”. · Participaram no Forum “Clube dos Poetas Vivos”, enviando alguns poemas sobre o livro, o magusto, o circo e criaram um, que foi adaptado a uma música de Natal. · Os trabalhos mais significativos, executados pelos alunos,
foram enviados para os endereços dos respectivos encarregados de
educação pelos seus filhos, via Internet. Desta forma, as
famílias acompanham as aprendizagens dos seus filhos combatendo
assim o fosso que muitos teimam em cavar. refugiando-se no sua info-fobia,
e demitindo-se por vezes do seu papel na educação, deixando-a
para a escola ou para quem pensam que sabe mais do que eles.
Após a análise e o tratamento dos inquéritos salientamos
duas das questões que nos parecem bastante significativas para este
estudo.
Ao analisarmos paralelamente o que os pais e os alunos pensam acerca da participação dos pais na escola verificámos que: os alunos dão uma importância notória ao facto de os pais terem o dever de colaborar na organização de festas, visitas de estudo, colóquios, e/ou outras actividades. Como se verifica no gráfico, para os pais este aspecto não se mostra relevante. Registámos que um número significativo tanto de encarregados de educação como de alunos, consideram que os pais se devem preocupar com a aprendizagem dos seus filhos. Salientamos o facto dos alunos entenderem que os pais não devem
intervir nos deveres de casa, o que denota uma certa autonomia, responsabilidade
e de certa forma, o espelho de uma aprendizagem construtivista.
Em contrapartida, os pais opinam que o principal papel da escola é
ensinar, baseando-se no instrucionismo de que outrora esta se pautava,
na qual o professor era uma autoridade e o aluno uma “garrafa de encher”.
A aprendizagem estava centrada no professor, era passiva, reactiva e solitária.
Dava-se ênfase ao produto e à memorização.
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