A
T r a d i ç ã o
de
A r g a n t h o s
Aqui vou explicar o que é a Tradição de Arganthos, e principalmente o que
ela não é. Há outras organizações que tambem usam a designação de
Tradição, mas não é a essas a que me refiro : aqui trato só e apenasmente da Ordem a
que pertenço, referida como Ordem ou Tradição de Arganthos, as duas formas estão
corretas.
Na
Tradição de Arganthos não se pode identificar publicamente outros membros
da Ordem que ainda não tenham, eles mesmos, se identificado.
Tenho
encontrado em toda parte pessoas se dizendo fazer parte da Tradição de Arganthos mas
não é verdade. Se toda pessoa que diz fazer parte dela realmente fizesse
parte, a Tradição de Arganthos seria bem maior que a Igreja Universal. A
Tradição de Arganthos é relativamente pequena, não faz propaganda e não anda em
busca de adeptos. Pelo fato de não fazermos propaganda sempre surgem
pessoas que levantam dúvidas sobre a existência da Tradição de Arganthos mas
isso não nos preocupa pois essas pessoas, em sua maioria, normalmente não conhecem
nem as Ordens que fazem propaganda. De fato, muitos ocultistas desconhecem a Tradição de
Arganthos, que no entanto é conhecida por outros tantos. Sempre há
alguem levantando dúvidas sobre a Ordem, questionando sua existência, seus membros
ou seus dogmas. Comumente isso vem de pessoas que não tem estatura moral nem iniciática
para fazer tais afirmações, até porque ocultistas sérios jamais se atacam entre si nem
levantam esse tipo de questionamento, por saberem que nem tudo é de seu conhecimento e
que o mundo da magia tem um grande numero de entidades, Ordens e grupos que não são
necessariamente de dominio público. A Tradição de Arganthos repudia todo aquele
que pretende ser dono da verdade, principalmente porque o Ocultismo não é
propriedade e monopólio de alguem, não é uma ciência exata e cremos que não existe
uma Verdade Absoluta, e sim a Verdade de cada um. Pretensos ocultistas ignoram isso
e a prova de que não são sérios vem quando julgam se determinada Ordem existe ou se
este ou aquele é um ocultista ou não, pois eles tem a tendencia a esse
comportamento que visa sempre desmerecer os outros.
A Tradição de Arganthos nasceu sob a influência da Igreja católica, a
alguns séculos. Esclareço que ela não faz parte da Igreja, apenas teve
influência desta e se originou com membros desta e depois admitiu tambem pessoas de
valor moral e intelectual que não eram religiosas, mas não é parte da Igreja nem
nunca foi. Mas tem acesso a vastas bibliotecas reservadas. Recebeu tambem muita
influencia templária.
A Ordem se subdivide em grupos de estudo e pesquisa, cada qual dedicado ao estudo de temas
especificos, depois dividem entre si os seus progressos. Apenas para fazer uma
comparação que melhor explique, cada um tem uma afinidade (analogia) com uma Ordem
religiosa cristã. Assim, por exemplo, um estuda muito a simbologia cristã, visando
desvendar a linguagem do mundo, que Jung chamou de inconsciente coletivo, é muito
contemplativo : esse grupo de estudos tem afinidade com os Franciscanos e os
Trapistas. Já outros são mais dedicados ao estudo da Alma, ao
desenvolvimento dos poderes e à compreensão das Leis Naturais : são mais ligados
ao estilo dos Jesuitas.
São bastante usados os Exercícios Espirituais de Santo Inácio
de Loyola e tambem usamos bastante os exercícios previstos
por São João da Cruz em A Noite Escura da Alma e A Subida do Monte Carmelo. Na Tradição de Arganthos os
membros são como soldados da fé, assim como o são os Jesuítas para os
católicos. Tenho, particularmente, muita simpatia pelos jesuitas, apesar de que em
outros tempos eles foram mal orientados e levados a praticar atos que não são inerentes
à sua natureza. Nós lemos muito, todos os generos de literatura.
Quando dizem que os Magos da Tradição de Arganthos sabem fazer chover, ventar,
provocar granizos, etc., muitas vezes isso pareceu tratar-se de força de expressão,
figura de linguagem ou exagero, mas não é nem uma coisa nem outra. É verdade.
Agir sobre os Elementos faz parte do treinamento e é objeto dos estudos.
Podemos fazer chover, porém não se trata de chuvarada ou temporal. Apenas causamos
precipitação, de forma que é chuva, molha mesmo, não vai acabar com a seca nem
inundar lugar nenhum. O mesmo acontece quando dizem que podemos fazer ventar :
produzimos vento, mas não é um tornado, não é vento que vai derrubar
alguem. Vamos dizer que sejam rajadas de vento.
Há tambem a invisibilidade, mas aqui deve-se explicar que não se trata de ficar
literalmente invisivel. Trata-se, sim, se estar presente em um ambiente mas não ser
percebido por quem mais estiver ali. Simplesmente não nos percebem, mas não estamos
invisíveis. É a imperceptibilidade, que é algo distinto da invisibilidade.
A Tradição de Arganthos tem exercícios que os Mestres prescrevem a seus
discípulos. Há exercícios que consistem em fazer crescer a chama de uma
vela, que pode chegar a meio metro. Outros exercícios consistem em fazer
buracos nas nuvens. Outros causam ondulações na água, como se alguma coisa
tivesse sido jogada ali. Tudo isso visa dar ao discípulo um controle sobre os
Elementos e sobre ele mesmo, que é o objetivo maior.
Seguidamente alguem pergunta o porque desses prodígios não serem mostrados
publicamente. Ocorre que eles não foram feitos para que fossem apresentados
como atrações de circo. Eles são parte de uma disciplina espiritual muito
espartana e são apenas exercícios, não são prodígios ; podemos
fazer coisas ainda maiores, essas sim seriam chamadas corretamente de prodígios. Voce
pode dizer que não acredita, mas não pode dizer que não façamos tais coisas.
Existem poderes que, se corretamente treinados podem ser desenvolvidos por qualquer
pessoa. Usei o termo "poderes" para que ficasse mais claro o que quero
dizer, mas o correto seria o termo "faculdades" .
O Conhecimento da Tradição de Arganthos se transmite oralmente, do Mestre ao
Discípulo.
A Tradição exige que todo Mestre (Mago) tenha que ter discípulos em algum momento em
que ele achar propício, porem nunca poderá ser mais do que 4 de cada vez.
Cada Mestre tem seus critérios particulares para escolher os seus discípulos, que então
serão responsabilidade do Mestre até que atinjam o momento de receber a investidura ao
Grau de Mago, que jamais vai levar menos de 5 anos para acontecer e que tambem poderá
nunca acontecer. Isso sempre vai depender do discípulo. Na Tradição de Arganthos
ninguem pode atingir o Grau de Mago com menos de 5 anos de estudo intenso.
Ocasionalmente encontra-se pessoas que pedem para que sejam aceitas como
discípulos. Infelizmente não é desse modo que essas coisas acontecem. Não é o
discípulo que se auto-escolhe : é o Mestre que deve faze-lo, se reconhecer nele
os requisitos que pareçam satisfazer os critérios que o Mestre estabeleceu. A Tradição
de Arganthos sempre deu aos Mestres a total liberdade de escolha de seus
discípulos.
Tambem acontece muito de perguntarem coisas que não podemos responder.
Pedem um Conhecimento que temos de dedicar aos discípulos, e não podemos
partilha-lo com os profanos. O Profano é todo aquele que não pertence à Ordem.
Se, por exemplo, eu não sou Maçom, então em relação à Maçonaria eu sou um
profano. Já um Maçom que não pertença à Tradição de Arganthos é
um profano para ela.
A Tradição de Arganthos não tem sede oficial, mas ocasionalmente nos reunimos. No
restante do tempo o discipulo tem contato direto apenas com seu Mestre. Há um templo onde
são feitas as investiduras ao Grau de Mago.
Assim, resumindo, a Tradição de Arganthos é relativamente pequena,
não fazemos apresentações públicas, não editamos livros sobre nós, não
procuramos discipulos. Mas sondamos aqueles que pareçam bons
candidatos.
Selo da O.A. - Ordo Arganthus - Ordem de Arganthos, normalmente chamada de Tradição de Arganthos : o Livro com a Espada, que representa que o Conhecimento confere o Poder :
Se ainda há alguma dúvida voce pode perguntar, porém peço que não me perguntem sobre como entrar em contato com a Tradição de Arganthos, como contatar membros nem peçam coisas e informações que não possam ser dadas, como exercícios. Para mandar sua dúvida clique aqui, em PERGUNTE AO MAGO.
Vida e Vitória.
Mago Daniel