Aqui reuní algumas das frases de Levi, extraídas de suas obras. Selecionei estas frases por considerá-las importantes para aqueles que desejam conhecer melhor a Ars Magna através das palavras deste grande magista. Essas frases e parágrafos foram retirados das obras A História da Magia, Dogma e Ritual da Alta Magia e A Chave dos Grandes Mistérios.
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O mago é o soberano pontífice da natureza, o feiticeiro não passa de um profanador.
O feiticeiro é para o mago o que o supersticioso e o fanático são para o verdadeiro religioso.
É, pois, extremamente perigoso divertir-se com os mistérios da Magia ; é, principalmente, temerário praticar seus Ritos por curiosidade, por ensaio e como que para tentar as forças superiores. Os curiosos que, sem serem adeptos, se preocupam de evocações ou magnetismo oculto, parecem crianças que brincam com fogo perto de um barril de pólvora fulminante : serão, mais cedo ou mais tarde, vítimas de alguma terrível explosão.
O amor sexual é sempre uma ilusão, porque é o resultado de uma miragem imaginária. A luz astral é o sedutor universal, figurado pela Serpente do Gênese. Este agente sutil, sempre ativo, sempre luxuriante de seiva, sempre florido de sonhos sedutores e inebriantes imagens ; esta força cega por si mesma e subordinada a todas as vontades, quer para o Bem, quer para o Mal ; este circulus sempre renascente de vida indômita que dá vertigem aos imprudentes ; este corpo ígneo ; este éter impalpável e presente em toda parte ; esta imensa sedução da natureza, como defini-la inteiramente e como qualificar a sua ação ?
O mago é verdadeiramente o que os cabalistas hebreus chamam o microprósopo, isto é, o criador do mundo pequeno.
Para chegar ao sanctum regnum, isto é, à ciência e ao poder dos magos, quatro coisas são indispensáveis: uma inteligência esclarecida pelo estudo, uma audácia que nada faz parar, uma vontade que nada quebra e uma discrição que nada pode corromper ou embebedar.
Saber, ousar, querer, calar - eis os quatro verbos do mago que estão escritos nas quatro formas simbólicas da esfinge.
O iniciado não tem, pois, esperanças duvidosas, nem temores absurdos, porque não tem crenças desarrazoáveis ; sabe o que pode e nada lhe custa ousar. Por isso, para ele, ousar é poder.