CACHOEIRA
ASPECTOS HISTÓRICOS
Em 1531 chegava à Bahia a expedição de Martim Afonso de Souza com a incumbência de estimular o cultivo da cana-de-açúcar e a sua indústria. O recôncavo baiano, que começava a ser explorado, possuía terras propícias a essa cultura, sendo portanto, escolhido para a instalação dos primeiros engenhos.
Nesta comitiva estava o fidalgo Paulo Dias Adôrno, homem de posses, que se instalou à margem esquerda do rio Paraguaçu, entre os riachos Pitanga e Caquende. Em sua fazenda foi construída uma ermida em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, atual capela da Ajuda. Em torno dela surgiu uma povoação que se desenvolveu rapidamente em função do florescimento da economia açucareira.
No final do século XVI já existiam cerca de cinco engenhos na Região. Em 1693, foi criada a vila e freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, sendo instalada, apenas, a 7 de janeiro de 1698.
A cila se tornou o local para onde afluíam os ricaços da época, aqueles que há até pouco tempo se denominavam de "senhores de engenho". Ao lado do grande centro açucareiro em que ia se transformando, outras culturas ali se desenvolviam, principalmente a do fumo, que se conserva até hoje como dos melhores em todo o interior do Estado.
Tão rica era a Vila que, em 1756, o Rei de Portugal resolveu taxá-la numa vultosa quantia, revertida para a recuperação da cidade de Lisboa, quase totalmente destruída por um terremoto.
Paralelo ao seu desenvolvimento econômico crescia sua importância política: receberia, algum tempo depois, as visitas ilustres de D. Pedro I, D. Pedro II, Princesa Isabel e Conde D¢ Eu.
Foi no século XIX, entretanto, que Cachoeira se viu projetada definitivamente no cenário da história política baiana e brasileira. A vila foi foco de onde partiram as lutas armadas contra os portugueses pela independência do Brasil.
Historicamente, Cachoeira foi a pioneira no movimento emancipador do Brasil. Dali partiram os primeiros brados de revolta contra a opressão lusitana e surgiram mais tarde os batalhões patrióticos, liderados por figuras como a do Barão de Belém, Rodrigo Antônio Falcão Brandão, Maria Quitéra de Jesus "a mulher – soldado , dentre outros que se imortalizaram na história nacional.
A de 25 de junho de 1822, antecipando o Grito do Ipiranga, Cachoeira já proclamava o Príncipe D. Pedro I como regente: estava lançada a semente, que frutificou em 2 de julho de 1823, quando a Bahia definitivamente tornou-se livre do jugo português, consolidando a Independência do Brasil.
Cachoeira, a Heróica, assim denominada pela Lei número 43, de 13 de março de 1837, em virtude dos seus feitos, foi a sede do governo provisório do Brasil durante a guerra da Independência em 1822 e, novamente, em 1837, quando ocorreu o levante da Sabinada.
A Comarca de Cachoeira foi criada em 1832 e, em 1837 a Vila foi elevada à categoria de cidade. A primeira crise econômica se abateu sobre o município no final do século XIX quando chegou a perder um quarto da sua população. A partir de 1924 é atingida por uma nova crise, resultante de problemas na agroindústria fumageira e de reestruturação do sistema viário estadual, que veio a marginalizar seu porto.
A partir de 1940, Cachoeira entrou em uma fase de grande decadência, perdendo gradativamente a sua importância, à medida em que crescia o processo de seu isolamento. Com o seu desenvolvimento do transporte rodoviário, a ferrovia se tornou obsoleta e o transporte fluvial, que sempre representou fator preponderante na importância de Cachoeira, decaiu tanto que chegou a ser suspenso.
Crises se sucederam na área da indústria fumageira, chegando ao fechamento de fábricas, enquanto as respectivas lavouras, que ocuparam posição de liderança por mais de dois de dois séculos, igualmente retrocederam, cedendo a primazia a outras regiões.
Em 13 de janeiro de 1971 o governo federal converteu Cachoeira em Monumento Nacional.
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
Cachoeira ocupa um espaço territorial de 403 km2, entre as coordenadas geográficas de 12º 36¢ de latitude Sul e 38º58¢ de Longitude Oeste de Greenwich, a uma altitude de 50 m em relação ao nível do mar. O Município dista 110 Km de Salvador e 46 Km de Feira de Santana. O .acesso à Sede pode ser realizado através das conexões BR-324/Ba-026 (Santo Amaro), BR-101/Ba-502 (Belém de Cachoeira) e BR-101/Ba-492 (via Muritiba).
Limita-se em Conceição de Feira ao norte; Santo Amaro e Saubara e leste; Maragojipe, São Felix, Governador Mangabeira e Muritiba, a oeste..
RELEVO
O Município é caracterizado pela presença de formações do tipo Tabuleiros pré-Litorâneos, Tabuleiros Interioranos, Tabuleiros do Recôncavo e Baixada Litorânea.
O conjunto orográfico de Cachoeira apresenta duas partes distintas: a mais alta, estendendo-se pelas partes norte, centro e sudeste, com altitudes variando entre 150 e 300 metros; a mais baixa, com altitudes entre 5 e 50 metros, localizada à orla do rio Paraguaçu, especialmente na bacia do Iguape, e nos baixos dos rios Grande e Prata.
CLIMA
Classificando como dos tipos úmido e subúmido e seco subúmido, apresentando temperatura média anual de 25,4º C. A pluviosidade média anual do Município varia entre 1.000 e 1.800 mm. O período chuvoso ocorre entre os meses de maio e julho.
HIDROGRAFIA
A malha hidrográfica do município está vinculada à bacia do Rio Paraguaçu, sendo este o principal curso d ¢ água que corta seu território, formando a Baía do Iguape ou Lagamar do Iguape e recebendo uma série de tributários em seu percurso. Outros rios que se seguem em importância são: Açu, Inhaúma, Grande e Acutinga.
As lagoas são inúmeras, sobressaindo, pela extensão e profundidade, a Encantada, do Deserto, Fogos, Vargem, Grande e do Fradinho.
POTENCIAL AGROCLIMÁTICO
As terras do Município possuem aptidão entre regular e boa para lavouras; regular para silvicultura; restrita para pastagem natural. É indicada a sua utilização para manter flora, fauna ou recreação.
OCORRÊNCIA MINERAIS
Existem registros de ocorrências de cobre, manganês, quartzo, areia e pedra para construção.
PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
O principal problema ambiental detectado em Cachoeira é a poluição do Rio Paraguaçu por dejetos sanitários e lixo comum além do assoreamento. Existe apenas uma entidade voltada para a defesa do meio ambiente que é a Associação Amigos do Rio Paraguaçu – (A.RP).
CACHOEIRA - PERFIL
O Município de Cachoeira, pode ser assim caracterizado:
"A experiência dos dois últimos decênios mostra que em todas as sociedades atuais, seja qual for seu nível de crescimento e à parte de suas diferenças de orientação política e econômica, cultura e desenvolvimento são termos indissociáveis"
Frederico Zaragoza
Indicadores Físico-territorial
Região Econômica:
Recôncavo Sul – RE 3Área: 403 Km2
Distância de Salvador: 110 Km
Altitude: 50 m
Clima: úmido e seco
Temperatura: média: 25,4ºC, máxima: 31ºC e mínima: 21,9ºC
Período chuvoso: maio a julho
Pluviosidade anual: 1.000 a 1.800 mm
Limites: Conceição de Feira, Maragojipe, Santo Amaro, Saubara, Governador Mangabeira, Muritiba e São Felix.
Relevo: Tabuleiros, Baixada litorânea
Ocorrências minerais: cobre, manganês, quartzo, areia e pedra
Bacia Hidrográfica: Paraguaçu
Represa: Barragem Pedra do cavalo
Indicadores Demográficos
População Total: 28.258 hab.
População Urbana: 14.172 hab.
População Rural: 14.086 hab.
População por Faixa Etária
Faixa de Idade |
1970 |
1980 |
1991 |
0 a 4 anos |
4.100 |
4.426 |
3.066 |
5 a 9 anos |
4.199 |
4.183 |
3.954 |
10 a 14 anos |
3.770 |
3.713 |
4.065 |
15 a 19 anos |
3.012 |
2.996 |
3.392 |
20 a 24 anos |
1.932 |
2.166 |
2.394 |
25 a 29 anos |
1.623 |
1.565 |
1.893 |
30 a 39 anos |
2.821 |
2.549 |
2.954 |
40 a 49 anos |
2.458 |
2.102 |
2.205 |
50 a 59 anos |
1.722 |
1.795 |
1.688 |
60 a 69 |
1.059 |
1.448 |
1.265 |
70 e mais |
735 |
33 |
51 |
Total |
27.382 |
27.953 |
28.290 |
Taxa de Urbanização:
50,1%Densidade Demográfica: 70,11 hab/Km2
Saúde
Posto:
1Centro: 3
Hospital particular: 1 (100 leitos)
Pessoal ocupado: 75
Educação
Escolas municipais:
110Conveniadas/Município: 1.030
Particulares: 2.505
Conveniadas/Estado: 55
Alunos – pré a 4ª série: 3.034
Cultura e Lazer
Biblioteca:
1Teatro: 1
Campo de futebol: 10
Quadra de volley/basquete: 3
Outras Informações
Bancos:
2Telefones: 535
Veículos registrados: 693
Representação política: 17.103 eleitores
C A C H O E I R A
EQUIPAMENTOS TURÍSTICOS
Hotéis, pousadas e pensões:
Pousada do Convento
Rua Inocêncio Boaventura, s/n
Tel: (075) 725-1716
Nº de ap.: 26
Nº de leitos: 52
Todos os quartos c/ ar condicionado, TV, frigobar, telefone, e banheiros
Bar, restaurante, sala de jogos, piscina, sala de TV e sala de convenções
Diário: Duplo R$ 52,00, solteiro R$ 46,00, suite R$ 70,00, cama extra R$ 20,00.
C/ café da manhã.
Pousada do Pai Tomás
Rua 25 de junho, 12
Tel: (075) 725-1288
Nº. de ap.: 13, sendo 5 de casal c/ ventilador e banheiro
Nº de leitos: 30 a 34
Restaurante e Bar
Diária: casal R$ 30,00 e solteiro R$ 15,00 c/ café da manhã
Pousada do Guerreiro
Rua 13 de maio, 14
Tel: (075) 725-1104
10 apartamentos sendo que 03 c/ ar condicionado e TV
Nº de leitos(quartos): 23
Diária: casal R$ 25,00 e solteiro R$ 15,00 c/ café da manhã
Pensão Tia Rosa
Rua Ana Nery, 12
Tel: (075) 725-1792
06 quartos c/ ventiladores
Nº de leitos: 12
Diária: R$ 10,00 p/ pessoa c/ café da manhã.
OBS.: Aumento de preços na época das festas, São João, Boa Morte e Bienal do Recôncavo.
RESTAURANTES
Restaurante da Pousada do Convento
Comidas típicas, nacionais e internacionais
Capacidade: 200 pessoas
Restaurante do Pai Tomás
Pça. 25 de junho, 12
Tel.: (075) 725-1288
Comida típica
Restaurante Massapê
Rua 25 de junho, 6
Comidas típicas e pizzas
Abre aos fins de semana e às vezes, durante a semana
Restaurante de Nair
Rua 13 de Maio, 17
Comida típica
Capacidade: 150 pessoas
Baleia Restaurante e Lanchonete
Rua Rui Barbosa
Comida caseira
Capacidade: 80 pessoas
Rio Branco Restaurante e Sorveteria
Pça. Barão do Rio Branco, 1 – térreo
Parma Pizza
Rua 25 de junho, 14
Pizzaria de Nadja
Pça. Da Aclamação, 10
BARES
Pai Tomás
– R. 25 de junho, 12Beira – Rio
– R. Teixeira de Freitas, 19O Guarany – R. Teixeira de Freitas, 12
Cantuá – R. 25 de junho, 17
P.Q.B.R.L.V. – Pça. Dr. Aristides Milton, 9
Mayse – Rua Rui Barbosa, 23
A Barca – Rua Rui Barbosa, 12
Franecão – Rua Dr. Paulo Filho, 19
O Caçula – Pça. Maciel, 5 A
Drink¢ s – Pça. Barão do Rio Branco
O Salsichão – Pça. Maciel, s/n
Flamboyants – R. Prisco Paraíso, 11
Bar de Raquel – R. Prisco Paraíso, s/n
Gruta Azul – Pça. Manoel Vitorino, 2
Vick Drink¢ s – R. 25 de junho, 4
Sosabor – R. 13 de Março, 6
Bares do Mercado Municipal de Cachoeira ou Mercado Modelo.
A Barca, Bar do Ceguinho, Fragata, Pêa do Dórea, Dona Loló, A Balaiada, O Pascoalito, Nery¢ s lanches e pizzas, Dias Drink¢ s, Bar e lanchonete São Jorge.
ATRATIVOS NATURAIS
Rio Paraguaçu
– banha a cidade de Cachoeira e outrasIguape – braço de mar onde o Rio Paraguaçu despeja suas águas, possuindo paisagens de grande beleza – o Vale do Paraguaçu
Banho de Belém – no distrito de Belém, a 8 Km da sede, de uma barragem do Rio Pitanga, construíram-se dois banheiros, um masculino e outro feminino, onde por canos grossos, jorra água proveniente do Açude.
No dia 12 de setembro de 1998, retornamos à cidade de Cachoeira, primeiramente, seguimos em direção ao Riacho de Caquende, um pequeno riacho que passa por uma parte da cidade e que vai desembocar no Rio Paraguaçu. Com a ajuda do Sr. Gilberto, fomos seguindo uma trilha de acesso precário, e ainda mais comprometido pelas chuvas que caíram na região, deixando o acesso escorregadio e cheio de lama. Após uma breve subida por essa trilha, bem estreita, encontramos um desvio estreito, mas bastante comprido, que aparenta Ter surgido naturalmente, para engano dos que não conhecem a região. Esse desvio, chamado de LEVADA, foi construído, há muitos anos, para abastecer a fábrica do Tororó. É um pequeno canal que apresenta suas águas bem calmas, por por um percurso bastante longo. O local é bastante freqüentado por turistas e pelos moradores da região, porém esse fluxo de visitantes é mais expressivo no verão, quando as trilhas são limpas e refeitas, devido ao mato que cresce rapidamente no local. Um pequeno canal que apresenta suas águas bem calmas, por um percurso bastante longo. O local é bastante freqüentado por turistas e pelos moradores da região, porém esse fluxo de visitantes é mais expressivo no verão, quando as trilhas são limpas e refeitas, devido ao mato que cresce rapidamente no local.
Fomos continuando, acompanhando o percurso do desvio, por trilhas mais estreitas, passando por entre o mato, declives, onde de um lado tínhamos as águas do desvio e do outro um despenhadeiro, onde em algumas partes, logo no início avistamos restos do que foram as muralhas do antigo casarão que existia no local e fazia parte da imensa fazenda que era essa região, pertencente a um único dono. Era um bonito sobrado, a coisa mais bonita da região – segundo informações – que foi totalmente destruído, não sobrando nada que possa transmitir sua história.
Um pouco à frente, avistamos uma bela queda d ¢ água, abaixo do trajeto que estávamos seguindo, e onde muitos turistas param para tirarem fotos, que é um pedaço do Riacho do Caquende..
Retornando à trilha que estávamos fazendo, chegamos até o desvio do rio, de onde a água descia para a fábrica de papel, e que além deste destino, era usada para bebida e para o banho.
Seguimos parte do caminho da trilha por entre pedras, passando por dentro da água, mas de onde, desde o início, tínhamos uma visão maravilhosa escondida pela mata existente no local, além de muita plantação de bambu, palmeiras e o própria mata que que estava tomando conta de todo o percurso da trilha. A cada curva que passávamos uma nova surpresa. A presença de água limpa é constante no caminho, com algumas quedas d’águas, pequenos córregos e pequenos lagos naturais, formados pelo represamento natural das águas por parte da grande quantidade de pedras existentes no local, de formatos e tamanhos variados, dando um aspecto singular e exclusivo a cada local que encontramos no caminho. Após quase duas horas de caminhada, chegamos ao POÇO DA MÃE D’ÁGUA. Um local muito bonito, no meio da mata, e rodeado por grandes pedras, tendo uma profundidade de aproximadamente 1,50m. Este foi nosso objetivo final desta trilha. No retorno, fizemos um caminho diferente, onde pudemos encontrar árvores frutíferas e um a área que poderia ser aproveitada em alguma atividade, pelo visitante, por ser espaçoso e Ter grandes sombras.
Falta muita assistência das autoridades locais para evitar a destruição de locais como esse, que guardam muita riqueza natural e histórica. retornamos de nosso passeio, após pouco mais de três horas, desde o momento que começamos a caminhada pela trilha, em direção ao Poço da Mãe D’água.
Logo em seguida, resolvemos fazer uma parada na beira do Rio Paraguaçu, que estava com seu nível de água um pouco baixo, e com a presença de vários barcos e lanchas, tanto para passeio como para transporte de mercadorias pelo rio ou para pesca, além da bela vista que temos da cidade de São Felix e da ponte que liga as duas cidades.
Após esta parada, resolvemos seguir até o Vale das Cachoeiras Resort Club. Um local muito agradável, que preserva e aproveita muito bem as belezas naturais existentes no local, que foram transformadas em áreas de lazer ecológico e rural. Preserva muito verde, além das belas quedas d ‘águas que possui. Pode ser facilmente visitado pelos turistas e pessoas que desejam almoçar no local, onde os preços não são abusivos.
Um pouco mais tarde, tivemos a oportunidade de ir até o povoado de Belém, a 6 Km da cidade de Cachoeira, para podermos visitar a BICA DE BELÉM. O local, porém, está completamente abandonado e destruído. A bica que existia no local e dava o nome a este atrativo foi destruída e parte dela roubada. A área que era usada para o banho se encontra em péssimo estado de conservação, onde o mato toma conta do local. No verão, era um lugar super movimentado, principalmente pelos moradores da região, que aproveitavam para passar o tempo, se divertir e matar o calor. Entretanto, com a necessidade de se represar água para ser transmitida às casas da região, foi construída pela Embasa, uma barragem exatamente no local próximo à Bica, o que diminuiu o nível de água da riacho na área destinada ao banho, privando o banho em uma grande área, que agora encontra-se represada. Nesse represamento, muitas árvores foram destruídas, como coqueiros e dendê. O mato domina o local e está tirando a beleza existente.
RIACHO DO CAQUENDE E POÇO DA MÃE D’ÁGUA
Atrativo natural, é formado por um pequeno riacho, um longo percurso do rio e algumas quedas d’água. Está localizado no município de Cachoeira, distrito de Cachoeira. Utiliza-se o transporte rodoviário como meio de acesso, até o centro da cidade, chegando a proximidade do riacho. Daí, segue-se à pé, por aproximadamente 5 minutos, até chegar ao acesso da trilha, feita por entre as árvores, onde a caminhada durará aproximadamente 2 horas na ida e mais 2 horas na volta. O local não possui sinalização; a vegetação está ficando precária, sem cuidados; possui muitas áreas que podem ser aproveitadas se houverem projetos para preservação do local e melhor aproveitamento; não possui iluminação e a história local está sendo perdida com a destruição que vem ocorrendo.
A acessibilidade ao local é melhor feita em algumas épocas específicas do ano, como no verão. Em outras épocas, é dificultada pelas chuvas que danificam o acesso.
É necessário aproximadamente 3 ou 4 horas para fazer uma trilha que envolve outros atrativos, até o Poço da Mãe D’água. Além das trilhas que normalmente são orientadas por moradores da região, não existem outras atividades voltadas ao turismo; assim como não possui equipamentos e serviços de apoio no percurso. Os turistas normalmente são nacionais, além de regionais ou moradores locais que fazem o trajeto.
Não existe infra estrutura local para os atrativos; não existe abastecimento de água, que está presente apenas no percurso do riacho. Não há energia elétrica, nem policiamento ou telefone. Por esses motivos, as caminhadas devem ser feitas durante o dia e retornar, no máximo, antes do anoitecer.
BICA DE BELÉM
É um atrativo natural que apresenta queda d’água e área para banho. Está localizado no povoado de Belém, distrito de Cachoeira, distando desta 6km.
Deve-se sair de Cachoeira, por rodovia, até o povoado de Belém a partir daí é aproximadamente 5 minutos, à pé, por uma estrada de barro, precária e que se torna mais danificada com as chuvas.
O local não possui sinalização; a vegetação está abandonada, assim como toda a área que já foi muito freqüentada possui eletricidade, mas a iluminação é precária; a área precisa ser reaproveitada, pois está perdendo suas características e sua história, principalmente a partir da construção do represamento do rio que leva água para a bica.
O acesso é melhor feito em épocas em que esteja chovendo, pois torna-se difícil chegar ao local. Não existe muito o que percorrer pelo local, pela falta de aproveitamento da região; por esse motivo, e com as condições aparentes do local, permanecer 1 hora é bastante tempo. Isso ocorre porque não existe equipamentos que dêem suporte ao turista e ao visitante do local, que normalmente são os moradores da região. A infra estrutura é precária, como um todo, apesar de existirem pontos de eletricidade. Porém, não existe esgoto, policiamento ou telefone público no local, comprometendo a visitação.
ATRATIVOS CULTURAIS
Capela da Ajuda
– Lgo. Da Ajuda. Criação: 1687Igreja Matriz de N. Sra. Do Rosário – Rua Ana Nery – Criação: meados do século XVIII
Convento e Igreja de N. Sra. Do Carmo – R. Inocência Boaventura. Criação: 1715/22
Ordem 3ª do Carmo – Pça. Da Aclamação, com mais de 300 anos de fundada
Sta. Casa de Misericórdia (Igreja do Hospital São João de Deus) – Pça. Aristides Milton. Criação: meados do século XIX
Igreja do Seminário de Belém – distrito de Belém. Criação: final do século XVII
Convento de São Francisco do Paraguaçu – distrito de Iguape, em São Francisco do Paraguaçu
Capela de N. Sra. Da Penha – Engenho Velho – Criação: 1660
Matriz de Santiago do Iguape – Pça. Da Aclamação. Criação: 1691/1724
Capela de N. Sra. da Conceição do Monte – Rua da Conceição do Monte – Criação: 1746
Capela de N. Sra. de Guadalupe – Engenho Campinas – distrito de Santiago do Iguape – Criação: 1740/43
Capela de N. Sra. da Batalha – distrito de Santiago do Iguape – Criação: meados do século XIX
Capela de São João Batista – situada nas instalações da empresa agro-industrial Opalma
Casa de Câmara e Cadeia – Pça. Da Aclamação
Sobrado à Pça. Da Aclamação, 2
Casa natal de Ana Nery – R. Ana Nery, 7
Sobrado à Rua Ana Nery, 27 – sede da Prefeitura Municipal de Cachoeira
Solar Estrela – R. Ana Nery, 1
Sobrado à Rua Ana Nery, 2
Casa à Rua Ana Nery, 4
Casa à Rua Benjamim Constant, 13
Casa à Rua Benjamim Constant, 2
Sobrado à Rua 13 de Maio, 13
Sobrado à Pça. Maciel, 13
Sobrados da Irmandade de N. Sra. da Boa Morte – R. 13 de Maio/Lgo. Da Ajuda
Sobrado de João Rodrigues Adorno – Pça. Da Ajuda – sede da Biblioteca Esnesto Simões Filho
Sobrado à Rua Ireneu Sacramento, 2
Fórum de Cachoeira – Rua Sete de Setembro, 34
Chafariz da Pça. Dr. Aristides Milton
Sobrado do Engenho Vitória – Vitória do Paraguaçu – 7 km abaixo da cidade
Sobrado do Engenho Campinas – no distrito de Santiago do Iguape
Casa do Engenho Cabonha – também em Santiago do Iguape
MUSEUS
Museu Regional do IBPC – Instituto Brasileiro do patrimônio Cultural
– Pça. da Aclamação, 4 Tel. (075) 725-1123O acervo é constituído por peças de mobiliário de grande valor artístico
Funcionamento: de Terça à Sábado, das 08:00 às 12:00 e das 14:00/17:00hs.
Museu da Ordem Terceira do Carmo – Pça. da Aclamação
Seu acervo consta basicamente de jóias, uma coleção de imagens com influências orientais, um bonito lavabo em pedra de lioz e dois grandes arcazes de jacarandá na sacristia.
Funcionamento: de Terça a Domingo, das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00hs.
Museu Hansen Bahia – Rua 13 de maio, 11
Acervo – xilogravuras e matrizes doadas pelo artista alemão Karl Hanz Hansen, que pelo seu amor à Bahia adotou o nome artístico de Hansen Bahia
Funcionamento: Terça à Sábado, das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00, domingos das 10:00 às 15:00hs
Museu das Alfaias
Localizado na Matriz de N. Sra. do Rosário, à Rua Ana Nery. O acervo consta de peças de ouro, prata, pedras preciosas, além de alfaias religiosas pertencentes à paroquia. Encontra-se fechado provisoriamente
CALENDÁRIO DE FESTAS
Elevação de Cachoeira a categoria de Cidade
Festa cívica com sessão solene na Câmara Municipal.
Festa Popular com apresentação de bandas, trios elétricos e atrações da terra.
Dia 13 de março
Semana Santa
Tradicionais procissões com imagens barrocas vindas de Macau.
Queima de Judas em diversas praças da cidade.
Data móvel
Festa do Divino
Festa tradicional, religiosa com procissão do Imperador, missa solene e outras comemorações. Mês de Maio.
Data móvel.
São João/Feira do Porto
É a mais vibrante festa junina da Bahia. As ruas iluminadas e decoradas, as fogueiras, os fogos de artifício, os forrós, os concursos de quadrilhas, uma programação extensa com atrações nacionais e regionais da terra e a feira noturna livre, transforma a cidade num imenso e festivo arraial.
22 a 25 de junho
Festa de Nossa Senhora da Boa Morte
Evento que remonta à época das escravas alforriadas, os festejos são realizados no mês de agosto, sob o comando da irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, exclusivamente feminina. Até hoje os rituais são mantidos dentro dos rigores estabelecidos há 200 anos. Evento dos mais tradicionais catalisador de turismo internacional principalmente do mercado negro norte-americano.
Festa de São Cosme e São Damião
Alto do Cucui
Dia 27 de setembro
Festa de Nossa Senhora do Rosário
Padroeira da cidade, é celebrada com movimentado novenário e festa de largo, finalizando com missa festiva e grandiosa procissão pelas ruas seculares da cidade conduzindo a imagem da Santa padroeira, acontece sempre na primeira quinzena de Outubro.
Data móvel.
Festa de Nossa Senhora D’Ajuda
Manifestação cultural das mais interessantes, saem as ruas da cidade ternos, blocos, grupos de mandús, mascarados e cabeçorras, manifestação satírica a nobreza portuguesa. Uma comemoração que já acontece há mais de um século. Na parte religiosa, festeja-se com celebração de tríduo, missa festiva e procissão.
Primeira quinzena de novembro
Festa de Santa Cecília
Manifestação religiosa e profana que leva as ruas blocos e ternos de mascarados Padroeira dos músicos.
2ª quinzena de novembro.
Festa de Nossa Senhora da Conceição do Monte
Evento puramente religioso – Novena, missa solene e procissão
29 de novembro a 08 de dezembro.
ARTESANATO EM CACHOEIRA
Doidão Bahia Atelier de Arte
Rua Ana Nery
Atelier Odory
Rua 13 de Maio
Atelier do Louco Filho
Rua 13 de Maio
Atelier Dory
Praça Teixeira de Freitas
Atelier Antônio Sales
Rua Inocêncio Boa Ventura
Atelier J. Gonçalves
Praça Teixeira de Freitas
Atelier Dante Lamartine
Rua Riacho do Pagão
Atelier Mister Nascimento
Av. Senhor dos Passos
Casa com Vendas de Artesanato
2º piso do Mercado Municipal
CALENDÁRIO DE FESTAS (SÃO FELIX)
Festa de Senhor São Félix
Dia 19 a 27/09
Festa de Santa Bárbara
Dia 28/11 a 06/12
Festa de Deus Menino
Dia 23/12