Alegria,
Alegria
Baby
Eu
te Amo
London,
London
Menino
do Rio
Meu
Bem, Meu Mal
O
Leãozinho
Odara
Podres
Poderes
Qualquer
Coisa
Queixa
Sampa
Terra
Tropicália
Um
Índio
Você
é Linda
Você
Não Entende Nada
Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro, eu vou
O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas
Em Cardinales bonitas, eu vou
Em caras de presidentes, em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras, bomba e Brigite Bardot
O sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou por entre fotos e nomes os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou, por que não? Por que não?
Ela pensa em casamento, e eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento, eu vou
Eu tomo uma Coca-Cola, ela pensa em casamento
E uma canção me consola, eu vou
Por entre fotos e nomes, sem livros e sem fuzil
Sem fone e sem telefone no coração do Brasil
Ela nem sabe, até pensei em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou sem lenço, sem documento, nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou, por que não? Por que não?
Por que não? Por que não? Por que não?
Você precisa saber da piscina
Da margarina,
Da Carolina,
Da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, baby
Eu sei que é assim
Baby, baby
Eu sei que é assim
Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete,
Andar com a gente,
Me ver de perto
Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby
Há quanto tempo...
Baby, baby,
Há quanto tempo...
Você precisa aprender inglês,
Precisa aprender o que eu sei
E o que não sei mais
E o que eu não sei mais
Não sei,
Comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul
Da América do Sul
Você precisa, você precisa, você precisa...
Não sei,
Leia na minha camisa
Baby, baby
I love you
Baby, baby,
I love you.
Eu nunca te disse
Mas agora saiba
Nunca acaba
Nunca
O nosso amor
Da cor do azeviche
Da jabuticaba
E da cor da luz do sol
Eu te amo
Vou dizer que eu te amo
Sim, eu te amo
Minha flor
Eu nunca te disse
Não tem onde caiba
Eu te amo
Sim, eu te amo
Serei para sempre o teu cantor
I'm wandering round and round nowhere to go
I 'm lonely in London London is lovely so
I cross the streets whitout fear
Everybody keeps the way clear
I know, I know no one here to say hello
I know they keep keep the way clear
I am lonely in London without fear
I'm wandering round and round here nowhere to go
While my eyes
Go looking for flying saurcers in the sky
But my eyes
Go looking for flying saucers in the sky
Oh Sunday, Monday Autumn pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches the policeman
He seems so pleased to please them
It's good at least to live and I agree
He seems so pleased at least
And it's so good to live in peace
And Sunday, Monday, years and I agree
While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky
But my eyes
Go looking for flying saucers in the sky
I choose no face to look at, choose no way
I just happened to be here and it's ok!
Green grass blue eyes, grey key God bless
Silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say
Green grass blue eyes, grey key God bless
Silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say
While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky
But my eyes
Go looking for flying saucers in the sky
Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração de eterno flerte
Adoro ver-te
Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto pra Deus proteger-te
O Havaí seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo eu desejo o teu desejo
Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Toma essa canção como um beijo
Você é meu caminho
Meu vinho, meu vício
Desde o início estava você
Meu bálsamo benigno
Meu signo
Meu guru
Porto seguro
Onde eu vou ter
Meu mar e minha mãe
Meu medo e meu champanhe
Visão do espaço sideral
Onde o que eu sou se afoga
Meu fumo minha ioga
Você é minha droga
Paixão e carnaval
Meu zen, meu bem, meu mal
Meu zen, meu bem, meu mal
Meu zen, meu bem, meu mal
Meu zen, meu bem
Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um ímã
O meu coração é o sol pai de toda a cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa
Deixe eu dançar
Pro meu corpo ficar odara
Minha cuca ficar odara
Deixe eu cantar
Que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dará
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Motos e Fuscas avançam os sinais vermelhos
E perdem os verdes, somos uns boçais
Queria querer cantar setecentas mil vezes
Como são ricos, como são ricos os burgueses
E os japoneses, mas tudo é muito mais
Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência
da América Católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, que será, que será, que será, será
que esta minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Índios e padres e bichas, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval
Queria querer cantar afinados com eles
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
Ser indecente, mas tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais
Será que apenas os hermetismos pascoais
E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
São tantas vezes gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles de velam pela alegria do mundo
Indo mais fundo, tins e bens e tais, tudo mais fundo, tins e bens e tais
Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marrakesh
Mexe qualquer coisa dentro, doida
Já qualquer coisa doida, dentro, mexe
Não se avexe não, baião de dois
Deixe de manha, deixe de manha
Pois, sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa aranha
Nem a sanha arranha o carro
Nem o sarro arranha a Espanha
Meça tamanha, meça tamanha
Esse papo seu já tá de manhã
Berro pelo aterro
Pelo desterro
Berro por seu berro
Pelo seu erro
Quero que você ganhe
Que você me apanhe
Sou o seu bezerro, gritando mamãe
Esse papo meu tá qualquer coisa e você tá pra lá
de Teerã
Qualquer coisa, você já tá pra lá de Marrakesh
Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não o devia ter despertado
Ajoelha e não reza
Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho certeza
Princesa
Surpresa
Você me arrasou
Serpente
Nem sente que me envenenou
Senhora e agora
Me diga aonde eu vou
Senhora
Serpente
Princesa
Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água
Ondas: desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza
Princesa
Surpresa
Você me arrasou
Serpente
Nem sente que me envenenou
Senhora e agora
Me diga aonde eu vou
Senhora
Serpente
Princesa
Um amor assim delicado
Nenhum homem daria
Talvez tenha sido o pecado
Apostar na alegria
Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito esta queixa
Princesa
Surpresa
Você me arrasou
Serpente
Nem sente que me envenenou
Senhora e agora
Me diga aonde eu vou
Amiga
Me diga
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-américas de Áfricas utópicas, túmulo do
samba
Mas possível povo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa.
Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que eu vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens
Terra, Terra
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do ciname
Mando um abraço pra ti
Pequenina como se eu
Fosse o saudoso poeta
E fosses a Paraíba
Terra, Terra,
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo do elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia
Terra, Terra,
Por mais distante
O errante navegante
Quem, jamais, te esqueceria?
Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas
Terra, Terra,
Por mais distante
O errante navegante
Quem, jamais, te esqueceria?
De onde num tempo num espaço
Que a força mande coragem
Pra gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas ao nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne
Terra, Terra,
Por mais distante
O errante navegante
Quem, jamais, te esqueceria?
Nas sacadas dos sobrados
Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do imperador
Tudo tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito
Terra, Terra
Por mais distante
O errante navegante
Quem, jamais, te esqueceria?
Terra...
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento no planalto central
Do país
Viva a bossa sa sa
Viva a palhoça ça ça ça ça
Viva a bossa sa sa
Viva a palhoça ça ça ça ça
O monumento é de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga estreita e torta
E no joelho uma criança sorridente feia e morta
Estende a mão
Viva a mata ta ta
Viva a mulata ta ta ta ta
Viva a mata ta ta
Viva a mulata ta ta ta ta
No pátio interno há uma piscina com a água azul de
Amaralina
Coqueiro, brisa e fala nordestina e faróis
Na mão direita tem uma roseira
Autenticando a eterna primavera
E nos jardins os urubus passeiam a tarde inteira entre os girassóis
Viva a Maria ia ia
Viva a Bahia ia ia ia ia
Viva a Maria ia ia
Viva a Bahia ia ia ia ia
No pulso esquerdo o bang-bang
Em suas veias corre muito pouco sangue
Mas seu coração balança ao samba de um tamborim
Emite acordes dissonantes
Pelos cinco mil alto-falantes
Senhoras e senhores ele põe os olhos grandes
Sobre mim
Viva Iracema ma ma
Viva Ipanema ma ma ma ma
Viva Iracema ma ma
Viva Ipanema ma ma ma ma
Domingo é o fino da bossa
Segunda-feira está na fossa
Terça-feira vai à roça
Porém
O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem
Viva a banda da da
Carmen Miranda da da da da
Viva a banda da da
Carmen Miranda da da da da
Um índio descerá de uma estrela colorida brilhante,
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul na América
num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida,
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas
das tecnologias
Vira
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do Afoxé Filhos de Gandhi
Virá
Um índio preservado em pleno corpo físico,
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto, em cheiro, em sombra,
em luz, em som magnífico
Num ponto eqüidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei
dizer assim de um modo explícito
Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente com Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do Afoxé Filhos de Gandhi
Virá
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos,
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido
o óbvio
Fonte de mel nuns olhos de gueixa
Kabuki máscara
Choque entre o azul e o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda e sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer e diz
Você é linda mais que demais
Você é linda, sim
Onda do mar do amor que bateu em mim
Você é forte, dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte, letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você, mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda e sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer e diz
Você é linda, mais que demais
Você é linda, sim
Onda do mar do amor que bateu em mim
Gosto de ver você no seu ritmo
Dona de carnaval
Gosto de ter sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda, mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor que bateu em mim
Você é linda e sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer e diz
Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Com lágrimas nos olhos de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a Coca-Cola, eu tomo
Você bota a mesa, eu como
Eu como, eu como, eu como, eu como,
Você
Não tá entendendo quase nada do que eu digo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não agüento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo neste apartamento
Você não acredita
Traz meu café com suíta, eu tomo
Bota a sobremesa, eu como
Eu como, eu como, eu como, eu como
Você
Tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo
Eu quero é ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo...
E quero...