Esse assunto
demandava um estudo antropológico...
Na minha incursão
por badaladas boates no Rio e em Sampa, tentei compreender, afinal, por
que o Techno tomou de assalto as noites. Pois se o ritmo começou
nos guetos, quase um novo movimento punk, com rebeldia e atitude, como
tornou-se por aqui um ícone dos mauricinhos? Bem diferente do movimento
Rave, nascido em Londres/Manchester nos idos de 90/91, o Techno virou "mainstream";
trouxe de volta o ecstasy (pela primeira vez no Brasil), popularizou
as smart drugs e drinks energéticos,
e
misturava ritmos dançantes com temas hipnóticos (Trance),
caóticos (Hardcore) e alguma coisa de Rap e Funk. Conversando com
algumas pessoas (predominantemente do sexo feminino... claro!), pude chegar
a algumas conclusões interessantes:
"Diferente do samba
e da música baiana, o Techno é legal porque você não
precisa necessariamente saber dançar..."
"Você dança
sozinha e ninguém fica te secando, é cada um por si..."
"A gente não
precisa pensar, nem entender..."
Ao final dos depoimentos,
satisfeito, quis dizer aos presentes, em loco, o que tinha concluído:
"Então, quer dizer que o Techno socializa a dança???".
A resposta foi um sonoro "Ahn???"...
Não podia ser
diferente mesmo... :-D