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Os quatro anos que separaram
a sua estreia do album "Disco Volante" comprometeram um interessante periodo
para o grupo. Especialmente porque Patton tinha deixado de ser a estrela rock de
Faith No More, o resto do grupo foi capaz de persuadir um grande numero de projectos
longe de uma banda baseada em rock. Maioria dos menbros do grupo acabaram por colaborar
em certo ponto com um explorador do jazz John Zorn (nos seus projectos Masada, Cobra
e a solo).
Os frutos deste periodo de entropia criativa são
mais evidentes no "Disco Volante" e o resultado foi o desenvolvimento da
musica do grupo. Enquanto "Mr. Bungle" foi um bem formado, brilhantemente
executado dominio rock/metal, "Disco Volante" injecta um pedaço
saudavel de caos na mistura explora-a de tal maneira que é impossivel localizar
um ou outro género de musica por mais de um minuto ou dois. Tal como o projecto
Naked City the John Zorn ou os trabalhos mais esperimentais de Frank Zappa, "Disco
Volante" viaja de genero em genero, estilo em estilo, movendo-se entre ensurdecedores
ruidos num momento, passando para sons atmosféricos film-noir no prócimo,
e ritmos vivos das grandes bandas noutro, etc. Não sendo uma simples mostra
de poder instrumental ou pura confiança composicional, "Disco Volante"
junta esses momentos como tantas outras atrações no mapa dos generos
musicais. Um mapa que rasgaram em pedaços assim que chegaram. |