Ainda Te Amo


Dobrei todas as esquinas 
Fugindo do teu olhar 
Amordacei emoções, carinhos 
Sequei meu pranto, coração 
Segui por estradas íngremes 
Deixando meus rastros de solidão 
Engoli tuas regras, prescrições 
Em seco, cruzei pântanos 
Arrisquei-me, escalei montanhas 
Fechei os olhos, diante do medo 
Perdia-me de mim, sofria 
Fui me deixando, sombra 
Pássaro cativo em céu aberto 
Queria-te, abraçava-te no meu frio 
Nos lençóis do meu pensamento 
Cobria meu corpo com o teu 
Pedi ao tempo guarida 
Deitei-me no colo da esperança 
Espera infrutífera, inútil 
Não voltaste para sonhar comigo 
Mas ainda agora, meu coração 
Teima em dizer: te amo 


© Nandinha Guimarães 
Em 22.05.00 



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