Ainda ouço tuas palavras caladas Ditas silenciosamente ao meu corpo Descoberto pela cólera do momento Mar para navegares em tuas ilusões Viagens intrínsecas, inerentes Na tua falta a lembrança invade-me Prende-me, não me deixando viver Famintas estavam as nossas bocas Percorri tua pele, bebi tuas carícias Abracei-me a um cenário que interpretava De forma veemente um espetáculo incrédulo Atuei segura e confiante pelas tuas mãos Recriei-me crescendo, desinibindo E enquanto aplaudias mudo, eu agradecia a ocasião Amava uma oportunidade antes descrente Vieste ao meu encontro e, em segredo, Minha alma foi coberta de beijos Minhas mãos ainda acariciam teu rosto... 17.05.00