Salvador Dalí, A persistência da memória,1931.
Há No Coração

Havendo tempo, haverá História?
Em tempo havendo, algo haverá.
E o havido se escreve na memória,
Dos livros o melhor que há.

Havendo gente, haverá contato?
Gente e tempo havendo, algo haverá.
E o havido se inscreve no contrato
Que gente no tempo celebrará.

Havendo gente e contato, haverá união?
Com tempo, gente e contato, algo haverá.
E o havido se incrusta dentro do coração,
Dos registros, aquele em que se confiará.

Armagedon, Brasília, 05/08/99, 11h37.
A persistência da memória,1931.
Salvador Dalí-Óleo sobre tela, 24 x 33 cm.
Coleção do Museu de Arte Moderna, Nova York.

Essa pequena tela é uma das obras de arte mais famosas do século XX.
As imagens flácidas dos relógios que se dobram, mas não se desfazem, evocam a obsessão humana com a passagem do tempo e com a memória.
A paisagem de fundo lembra o Port Lligat, próximo de Figueres, onde Dalí nasceu e viveu.
Mais tarde, Dalí diria que o tema dessa tela surgira quando meditava sobre a natureza do queijo camembert...
Ao longo do tempo, no entanto, essa obra deu margem a numerosas e variadas interpretações.
A idéia da passagem do tempo está presente em várias outras obras de Dalí.


desde 30/08/99

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