Goiânia, 8 de Setembro de 1998


Vila Nova-GO

Vila Nova - GO


Solimar encarna espírito vilanovense

Não deixar Adãozinho jogar. Essa era a tarefa principal do volante Solimar, 1,79 metro, 23 anos, no jogo contra o Sampaio Correia (MA), no último domingo, quando o Vila venceu por 2 a 0. Solimar desempenhou sua tarefa com tanta eficiência que Adãozinho se irritou ao ponto de dar-lhe uma cotovelada que cortou o supercílio esquerdo, onde recebeu quatro pontos. O jogador vilanovense mostrou o que a torcida colorada mais gosta de ver: garra.

Depois de ser atendido pelo médico, Solimar voltou a jogar como se nada tivesse acontecido. “Não reagi. Cotinuei exercendo a minha função de marcá-lo implacavelmente”, afirmou. Ele explicou que o treinador pediu para que ele exercesse essa função devido ao fato de todas as jogadas de ataque do Sampaio Correia passar pelos pés de Adãozinho. “Poucas vezes eles chegaram na nossa área com perigo”, ressaltou.

Solimar chegou para ser observado no Vila depois de fazer uma boa campanha no Campeonato Goiano pelo Goiatuba. Mas não demorou a merecer oportunidades no time principal devido à forte pegada e a determinação com a qual divide uma jogada. “O meu forte é jogar com disciplina e exercer uma marcação cerrada sobre o adversário. O futebol para mim é simples e sem complicação. Toda vez que roubo a bola procuro lançar rapidamente um companheiro para dar seqüência à jogada”, resumiu.

Início

“Acho que ganhei a posição e vou continuar trabalhando duro para continuar merecendo a confiança do técnico. Solimar começou a jogar futebol no América, de São José de Rio Preto (SP), em 1993, aos 18 anos. “Em 1994 fui jogar no Mirassol, no time de juniores. Nessa época o Paulo Comelli era o técnico do time principal”, esclareceu. Solimar explicou que naquela época Comelli gostava de observar jogadores das categorias de base. “Ele deve lembrar de mim daquele período”, observou.

O volante vilanovense disse ainda que a oportunidade que recebeu no time principal não se deve ao antigo relacionamento com o técnico. “Mesmo com o conhecimento que tenho com ele, só entrei no time principal devido ao meu trabalho nos treinos”, analisou. Ele disse que a oportunidade foi dada e, agora, cabe a ele continuar trabalhando duro para continuar merecendo um lugar.



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