AQUIDABÃ
É
um dos naufrágios mais culturais da região de Angra, devido
à história que cerca o afundamento deste encouraçado
da Marinha Brasileira, lançado ao mar em 1885. Hoje, é difícil
conseguir imaginar como foi a embarcação a partir dos escombros,
que descansam próximos à Ponta de Leste, na Baía de
Jacuacanga (latitude 23°02’05" S, longitude 44° 15’ 12" W). Só
há destroços. Mesmo assim, vale a pena conhecer o navio de
guerra, mas a visita é complicada e perigosa. No fundo, a visibilidade
não ultrapassa os 2 metros. Para piorar, há muitas pontas
e chapas cortantes, além de locais com linha de pesca e redes enroscadas.
È comum a água estar limpa na superfície e bastante
suja abaixo dos 10 metros. A maior parte dos destroços encontra-se
em profundidades que variam entre 10 e 18 metros. Durante o tempo de permanência
no fundo, encontra-se poucos peixes, como badejetes, garoupetas, sargos
e alguns pequenos cardumes.
Não
é o que se pode chamar de um mergulho agradável, mas certamente
é muito instrutivo - principalmente quando a visibilidade no fundo
ultrapassa os 3 metros. A história envolvendo o naufrágio
do Aquidabã, ocorrido na noite do dia 21 de Janeiro de 1906, ainda
reserva alguns mistérios. As causas que levaram os navio ao fundo
do mar ainda são desconhecidas, mas existem algumas versões.
Especula-se, por exemplo, sobre uma possível avaria na instalação
elétrica, o que teria provocado um incêndio a bordo. Outros
acreditam na explosão espontânea da cordite (explosivo), provocada
pela elevação de temperatura, fazendo com que tudo fosse
pelos ares. O que mais impressiona são os relatos sobre as explosões
sucessivas causadas pelo fogo que atingiu o paiol de munição
dos canhões. Os jornais da época destacaram com letras garrafais
os estrondos que levaram o barco e sua tripulação à
pique. Poucos sobreviveram.
INFORMAÇÕES ESTÃO DOCUMENTADAS
Encontrar
documentos precisos sobre os naufrágios no Brasil não é
tarefa fácil. Por isso, os mergulhador tem motivos de sobra
para comemorar a criação do Sinau - SISTEMA DE INFORMAÇÕES
DE NAUFRÁGIOS, o primeiro banco de dados do país sobre o
assunto. Para ter acesso, basta adquirir o SINAU I, a primeira versão
do programa, carregado com dados sobre cerca de 500 navios afundados.
É
possível também acrescentar informações ao
banco. Quando houver uma certa quantidade de dados novos, deve-se enviar
uma cópia ao núcleo organizador. Será feita,
então, uma checagem do material recebido para garantir maior confiabilidade.
A cada seis meses, passará a ser gerada uma nova versão (Sinau
II, III, etc).
O
Sinau enviará a versão atualizada das informações
a todos os participantes sem custos adicionais. Assim, quanto maior for
o número de pessoas envolvidas, maior será o volume de dados
coletados. Em pouco tempo, será possível conhecer de forma
mais precisa e completa a história dos naufrágios no Brasil.
Os interessados em adquirir a primeira versão do banco e começar a participar do sistema devem entrar em contato com Maurício Carvalho, Tel (021) 286.9006.