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Prefácio

Estes poemas natalinos tornaram-se livro de cabeceira de muitas pessoas, revelando uma linguagem de busca interior e de paz que ampliou e enriqueceu o tema inicial.

A autora procura um espaço-tempo de reflexão, um bem-estar íntimo de reconquista da identidade pessoal e humana, reparando a sensação de se pertencer ao mundo. As relações positivas com o mundo renascem partindo do espaço geográfico que se ocupa, em especial a própria casa. E essa referência íntima, o universo residencial, base do vínculo pessoal e familiar em nossa sociedade, atinge o ápice na época do Natal.

Para a Cybelli, este é um livro de evangelização através da Poesia. Para nós, leitores, entretanto, seria preciso compreender o sagrado concebido neste texto sobre o Natal: o sagrado é a nossa relação com o mundo. Para a autora, o tema religioso é sentido como sendo uma ocasião privilegiada de se tratar da relação íntima e fundamental entre o ser humano e o mundo em que vive.


Índice

CLIQUE NOS TÍTULOS QUE DESEJA LER, DEPOIS RETORNE PELO BOTÃO NO FIM DO POEMA

Renascimento        Dádiva        Natal – Poema        Árvore de Natal        Desvelo        Antecipando    Paradoxo

Paradoxo-final        Oferenda        Retrato        Paz na terra        Primeiro natal        Natal de Cristo        Anjos

Pastoreio        Natividade        Presente de Natal        Imagem e semelhança        Amor maior        Expectativa

A estrela menor        Boneco de neve            O pinheirinho triste            O presépio           ...e o seu nome será:        Esperança = Alegria        Enfeita tua casa        Se você está sozinho        Envolvimento         Os presentes dos magos        Milagres de Natal        Não receba a graça em vão        Pinheirinho de Natal        Vamos à Belém        Manhã de Natal        Emanuel = Deus conosco        Minha árvore de Natal        Novo Nascimento        A família de Jesus        Testemunho        Segurança        25 de dezembro        Alegria        Mistério        Tempo de Natal

 

 

PÁGINA INICIAL   

 

Renascimento

 

Fácil seria

multiplicar

do Natal

a alegria:

fazer Cristo

renascer

em nós

todo dia.

 

Dádiva

 

Com a Criança

nasce a esperança

de remissão,

ressurreição.

É o instante

em que Deus se doa,

que nos perdoa

e nos garante a salvação,

dando sentido

à Criação.

 

Natal – Poema

 

"E o Verbo se fez carne"...

 

divino, MEDIADOR;

humano, REDENTOR;

linguagem simples,

 

V E R S O.

 

 

 

Árvore de Natal

 

Com toda a sua humildade

sabia os segredos

da eletricidade.

A esta época do ano

ele sempre se afastava

do emprego regular,

para poder enfeitar

com lâmpadas coloridas,

como se fossem brinquedos,

as árvores das casas da cidade

que ficava mais bonita

para o Natal esperar,

jubilosa a celebrar

a vinda do Pequenino.

 

Este ano, não vai estar-

para sempre foi morar

na mais bonita mansão

onde, por certo, estará

nova estrela iluminar

no céu do Jesus Menino.

 

(Em memória do Pedro Ernesto Mozaner)

Desvelo

 

Dorme meu pequeno infante

por anjos do céu velado

que Maria, confiante,

sabe ter seu Deus ao lado

e se desvela em cuidado,

grata, humilde, radiante!

Antecipando

 

Antecipando

o Natal que vem chegando,

eu fico rememorando

os Natais da minha vida,

o coração preparando

para a velha boa nova,

como sempre emocionada,

desta vez surpreendida

ao ver que o tempo passou

sem a gente perceber

e que está chegando a hora

de enfeitar tudo outra vez

pro Menino receber: -

o mesmo presépio pobre,

de joelhos os pastores

em humilde adoração,

a Mãe, que no coração

vai conferindo e guardando

a santa revelação,

sentindo já de antemão

a missão tão bela e nobre

a pesar nos pequeninos

ombros do inocente

que vai morrer pela gente.

Anjos, estrelas, hinos,

glórias, árvores e velas,

canções cada vez mais belas,

vivo repicar de sinos,

um clima só de alegria

trazendo tanta euforia,

com neve tradicional

ou com calor tropical,

a celebrar o Natal: -

tema jamais esgotado,

todo ano renovado,

tantas vezes festejado

com palha banhada de luz,

às vezes em solidão –

solidão só aparente

porque Ele está presente:

o mesmo pequeno Infante

que não cresce,

não envelhece

e faz sorrir o velhinho

que também foi menininho

e também leva sua cruz.

 

É noite.

Noite escura.

Mãe Natura

está atenta,

prepara-se

para a festa –

faz do vento

brisa lenta

que ondula

lã de ovelhas

que apascenta.

 

Astros já vão

se alinhando

para formar

a Estrela –

Estrela guia

de sábios

Estrela guia

de magos

Estrela deslumbra

pastores

sonhadores,

privilegiados

convidados

a participar

do grande Evento.

Anjos cantando

anunciando

a boa nova do A M O R .

 

É o momento

M A I O R.

 

Elevam-se glórias

a A D E U S

que alcançam

os mais altos céus

e E L E as recebe,

sorrindo,

na humildade

do presépio

que escolheu.

 

Paradoxo

(Opção para o final)

 

Elevam-se glórias e hosana

a Deus no mais alto dos céus

e E L E as recebe sorrindo

na humildade da choupana.

 

Oferenda

 

O menino nasce

A estrela fulge

Maria ora

José adora

A manjedoura acolhe

O feno aquece

A palha amacia

O anjo anuncia

O pastor ajoelha

A ovelha bale

Os céus se abrem

Os anjos cantam

Os magos chegam

Belém desperta

O povo alerta

E a PAZ se instala.

 

Existe um laço

De amor e paz

Entre céu e terra

De união um traço.

_____

 

E eu...

Que faço?

 

Retrato

 

O semblante

do meu Senhor

é semelhante

à esperança

da luz da manhã

no Advento

da Criança.

 

O semblante

do meu Salvador

é semelhante

à energia

do calor do meio-dia

na vontade

do Homem que se imolou.

 

O semblante

do meu Redentor

é semelhante

à serenidade

do sol poente

na certeza

da eternidade.

 

Paz na terra

 

Onde estão os homens de boa vontade

para usufruir da tranqüilidade

por anjos anunciada em PAZ

na santa noite há tanto

tempo atrás?

No amanho da terra

ou preparando a guerra?

Caminhando outras milhas

ou tramando guerrilhas?

Acendendo luzes

ou plantando cruzes?

Aparando arestas

ou destruindo florestas?

Os meninos ensinando

ou os ignorando?

Cumprindo o dever

ou buscando só enriquecer?

 

Onde estão os homens de boa vontade?

Primeiro Natal

 

Naquele dia

um Menino nascia.

Que alegria!

 

Maria

sabia

que um dia

Ele sofreria,

que um dia

Ele morreria

ao terceiro dia

ressuscitaria

e a todos redimiria.

 

Que alegria!

Natal de Cristo

 

Presente de cristo:

Cristo presente.

 

 

Anjos

(Para Juliana Coelho Wanderley)

 

Anjos descem

dos céus

acompanhando

o nascimento

de Deus

que se humaniza –

e cantam

e deslumbram

e acalmam

e anunciam

aos homens enternecidos

a graça da boa nova:

 

O Menino que é nascido

é o Messias prometido.

 

 

Pastoreio

 

Pastor da noite

que em vigília

pela campina

entre as ovelhas

olha as estrelas

e vê a ESTRELA

que o céu

clareia

com resplendor

e se inquieta

sobressaltado

em seu temor.

Pastor humilde,

pastor que vela,

pastor que zela

pelo rebanho

a noite inteira,

a quem o Anjo

busca e revela

a alvissareira

nova do nascimento,

do Salvador

ali bem perto,

nos arredores

da cidadela.

 

Pastor afeito

aos sons da noite,

alerta aos mais

sutis ruídos

afastados

e ouve a música

maravilhosa,

a mais bela e gloriosa

entre o céu e a terra

ouvida:

vozes angelicais

cantando

a glória nas alturas

e a paz entre os homens

estabelecida.

 

Pastor feliz,

privilegiado

vê transformado

o seu temor

em prova

de grande amor;

vai apressado

e reverente,

emocionado,

ajoelhado

adora a Deus:

 

vê o Menino,

Menino – Deus

 

DEUS PEQUENINO!

 

Natividade

 

Pode alguém

esquecer

a velha estória

de Belém?

 

A estória é simples,

linda, divina:

é a VIDA que se renova

e nos dá eterna VIDA.

 

 

Presente de Natal

 

Pelo Natal,

sempre presente

o presente:

presente caro,

presente raro,

presente Papai-Noel

tornando realidade

o desejo pueril,

presente feito `a mão

com carinho e habilidade,

atestando gratidão

com um jeito bem sutil,

atestando amizade,

escolhido com cuidado,

comprado com sacrifício,

embrulhado com esmero

em colorido papel,

a enternecer corações

afeitos à arte de amar,

provocando emoções

com surpresas, segredinho

fazendo alegre

o que aceita

e mais feliz

o que oferta,

ainda que nada tenha

além de amor para dar.

 

Mas, presente de valor

que nenhum presente tem

foi o próprio Deus que deu:

 

Seu Filho na manjedoura

E não faltou a ninguém.

 

Imagem e semelhança

 

Jesus nasceu

do amor

imenso,

imensurável

do Criador

que restaurou

dessa maneira

a criatura

danificada

pela maldade

da humanidade.

 

Amor maior

 

Amor maior

do Pai que oferece

seu próprio Filho

e à terra desce.

 

Amor maior

de Mãe que obedece

e enaltece

seu Criador.

 

Amor maior

do Menino que nasce,

em graça cresce

e morre pelo pecador.

 

 

Expectativa

 

Algo diferente

paira no ar

da noite silente,

noite escolhida,

noite sagrada

de amor divinal.

 

A Mãe escolhida

envolve o Menino

no manto de pano,

manto escolhido,

manto sagrado

de amor divinal.

 

Menino que nasce

em presépio singelo,

presépio escolhido,

presépio sagrado

de amor divinal.

 

Estrela luzente

indica o caminho

aos sábios do Oriente;

estrela escolhida,

estrela sagrada

de amor divinal.

 

E o homem carente

é o homem feliz,

herdeiro da graça

a ser consagrado

pelo amor divinal.

 

 

A estrela menor

(Para Maria Helena Lavoie)

 

Era pequenina

e tão distante estava,

mas gostava

de ver o que se passava

nos cosmo infinito.

Aprendiz aplicada,

às vezes tinha sono

e cochilava um pouquito

entre os rabiscos

com que exercitava

seus raiozinhos

a ligar pontos luminosos

para figurar constelações.

Gostava mais dos planetas,

que "espelhos" denominava

por refletirem

sem vaidade

as luzes estelares.

 

Naquela noite,

por sons maravilhosos

alertada,

enlevada

percebeu que os céus

se abriam

e os anjos desciam

cantando glória,

anunciando BOA NOVA

ao Planeta TERRA,

seu predileto.

Então compreendeu

e infiltrou

um raio pequenino

por entre as luzes maiores

que fulguravam no ar

e o fez chegar

de mansinho

ao bercinho

onde dormia

o Menininho.

 

Os elementos

 

Os elementos naturais

renderam homenagem

ao Menino-Deus.

A terra, piso do ambiente

tornado sagrado,

fez subir sutil

perfume orvalhado;

o fogo aqueceu

a água que banhou

o Pequenino

e o ar se dividiu

em brisa suave

para acariciar

seus cabelos

e vento veloz

para espalhar

a voz

dos anjos

a cantar,

onde mais longe

pudesse chegar...

 

e foi tão longe,

tão longe

que chegou até nós.

 

 

Boneco de neve

(Para Lúcia de Campos Desiderá)

 

Branca neve

de brancura sem igual

para enfeitar o Natal

caindo em flocos

formando blocos

figurando estrelas

salpicando janelas

decorando telhados

em bonecos talhados

para relembrar

que numa noite fria

a humanidade aquecia

seu coração na alegria

do Infante que nascia.

 

O pinheirinho triste

(Para Luísa de Campos Desiderá)

 

Dentro de escura floresta

um pinheirinho abafado

pelas árvores copadas

em meio ao grande pinhal

andava triste e sonhava

sair da condição humilhante

em que se encontrava.

Queria frutos para Festa,

belas pinhas e admirava

seus irmãos que floresciam

sem influência funesta,

como um encanto de fadas

brilhando seus verdes ramos

da lua à luz ofuscante.

 

Uma noite, no entanto,

naquela noite divina,

as árvores orvalhadas

viram que algo acontecia:

 

no alto a Estrela brilhava,

certamente anunciava

que uma criança nascia

e o pinheirinho, enlevado,

era o orgulho da mata:

todo ele resplandecia

em pinhas de opalina

e até hoje é copiado

de maneira original,

representando o Natal.

 

O presépio

(Para Carolina Coelho Wanderley)

 

São Francisco iluminado

quis reproduzir o quadro

registrado na Escritura,

belo como foi narrado:

do Cristo a natividade

em sua simplicidade.

Escolheu uma clareira

em um bosque solitário,

preparou bem a madeira

para fazer o cenário.

Chamou toda criatura

que considerava irmã,

tornando os homens atores

a representar José,

os amigos e os pastores;

em sua alegoria,

linda moça foi Maria;

outras jovens, pastorinhas,

os anjos foram crianças,

que ele a todos acolhia.

Convocou a irmã Estrela

desde a noite até a manhã,

o irmão boi, o burrinho,

irmão vento e a água irmã,

podendo-se até ouvir

balidos de ovelhinhas,

criando dessa maneira

para a humanidade inteira

a beleza do presépio

com tanto amor preparado.

Diz a lenda, a tradição,

que teve tanto cuidado,

tanta fé e devoção

que mereceu o milagre –

ao contemplar enlevado

seu trabalho terminado,

cantando a canção dos anjos

de joelhos, maravilhado

viu o Menino deitado.

 

...e o seu nome será:

(Isaías 9:6)

 

MARAVILHOSO

fez-se simples, natural

CONSELHEIRO

aprendeu de Sua Mãe,

cresceu em graça e sabedoria

DEUS FORTE

fez-se criança frágil, indefesa

-PAI DA ETERNIDADE

tornou-se humano e mortal

-PRÍNCIPE DA PAZ

tornou-se servo humilde

e deu-nos a certeza da sua P A Z,

na plenitude

que a palavra traz.

 

 

 

 

Esperança = Alegria

 

A esperança

que o Natal

de Jesus

nos traz

traduz

a alegria

de viver,

mesmo

que se carregue

uma cruz.

 

Enfeita tua casa

 

Enfeita tua casa,

por mais pobre e modesta

seja ela.

Eis que o Anjo anuncia,

aproxima-se o dia

da grande Festa.

Tece a coroa do Advento,

prende-a ao lustre,

à porta ou à janela

para que todos vejam

o que revela.

Prepara tua dádiva,

ilumina tua árvore

azeita a candeia

a acende a tua vela.

Perdoa o teu irmão

faze do teu coração

manjedoura macia

para receber Jesus,

Filho ilustre

de Maria.

Esquece o teu desengano,

tua dor, teu amargor,

a humanidade

atingiu

um novo plano

de vida superior.

Assim Deus o permitiu.

Ouve o cântico dos anjos,

faze bilhar tua luz,

ajoelha, reza, adora,

agradece e sê feliz

que esta noite

é só de amor.

 

E foi Deus

que assim o quis.

 

Se você está sozinho

 

Se você está sozinho

nesta noite santa

procure

uma Festa de Natal,

que sempre encanta.

Pelo caminho

há de encontrar

alegria, amizade,

calor e afeição,

luzes, canções,

simpatia

e caridade.

 

Ouvirá da Igreja

os sinos

repicando

alegremente

a na comunhão

com o irmão

achará

o seu presente.

 

Se você está sozinho

nesta noite santa

procure

o seu vizinho.

Verá que ele

se levanta

acolhedor

e hospitaleiro

pra celebrar

em sua companhia

a dispensação

da graça

concedida

a Maria

a ao mundo

inteiro.

 

Se você está sozinho

nesta noite santa

e não pode sair

em caminhada,

convide alguém

que também

é sozinho:

um amigo, um companheiro,

ou mesmo um estrangeiro

com quem possa partilhar

a refeição do pão e vinho

que será abençoada:

quem sabe um coral

virá até sua morada

e você relembrará

velhas canções entoadas

nas madrugadas

de Natais passados

com pessoas queridas

já perdidas...

ou Papai Noel

fará uma parada?

 

Se você está sozinho

Nesta noite santa,

sem ninguém ao lado,

enfermo, triste,

desolado,

eleve

seu coração

e, consolado,

observe

que não está tão só:

o Menininho

está tão perto...

é só dar-lhe

o seu carinho.

 

Envolvimento

 

Não se esquive.

Simplesmente

deixe-se

envolver

pela atmosfera

quente,

agradável,

luminosa,

misteriosa

e milagrosa

que envela

a humanidade

na época

do Natal;

não permita

que mera

desculpa

interfira

entre você

e o Menino Jesus,

que aqui veio

em noite

de luz

pra remir

a sua culpa.

 

Os presentes dos magos

 

Três homens.

Três magos.

Três sábios.

Escolhidos,

determinados,

crentes.

Nada havia de magia

no motivo que os movia

e sim a sabedoria

por Deus revelada

e os estudos

dos pergaminhos

em que se debruçavam

ansiosos por ver

concretizada

a Profecia.

 

Assim, os magos do Oriente

empreenderam a caminhada

baseados na Fé

e na Astrologia.

Saíram de terra distante,

percorreram trajetória

de obstáculos

seguindo uma estrela brilhante.

Segundo seus costumes,

traziam presentes

de profundo significado

em sua essência

ao Rei visitado.

 

No local pela estrela

fixado

encontraram o Infante

já nascido

e prostrando-se por terra

o adoraram, entregando

os presentes preciosos

que simbolizavam

a excelência

da criança que ali estava:

 

Sua REALEZA, implícita

no OURO;

no INCENSO, alegoria

ao Seu divino SACERDÓCIO

e no amargor da MIRRA,

o símbolo do seu corpo mortal,

a ser EMBALSAMADO.

 

Milagres de Natal

(Para Ruy Wanderley)

 

Os jovens estudantes estão em provas

sempre ao final do ano escolar

e não encontram tempo pra ensaiar

as festas e os hinos de Natal.

 

A orquestra quase nunca está completa

para ensaio tranqüilo e geral;

o regente nervoso, impaciente

com atrasos de todo o pessoal.

 

As peças não estão sendo ensaiadas

com todo o elenco, sempre falta alguém

e o dia vinte e cinco está chegando...

 

Mas ninguém desanima ou esmorece

e a feliz celebração acontece

linda, em mais um milagre de Natal!

 

 

 

Não receba a graça em vão

Deus estendeu Sua Mão

caridosa a todos nós,

concedendo-nos perdão

ao tornar-se nosso irmão

no mistério ENCARNAÇÃO.

 

Humilde, aceite a doação

e proclame em alta voz,

com louvor e gratidão

o poder da Salvação:

não receba a graça em vão!

 

Pinheirinho de Natal

 

Martinho Lutero

a andar pela mata

numa noite escura

olhou o céu

e viu através dos galhos

altos dos pinheiros

as estrelas brilhantes.

O velho monge austero

não era assim tão severo:

para alegrar os meninos

que iam à sua casa

entoar canções e hinos,

arranjou um pinheirinho,

enfeitou-o com velas,

acendeu-as figurando estrelas,

dando origem ao tradicional

pinheirinho de Natal

que hoje é universal.

 

 

 

 

Vamos à Belém

 

Vamos à Belém

ao encontro de Deus

que de nós

se aproxima

na pessoa do Menino

ali nascido.

 

Vamos vê-lo,

que muito nos estima.

 

Vamos à Belém

sem temor,

hesitação,

pois Deus vem

em nossa direção

pleno de amor.

 

Vamos adorá-lo,

como nos convém.

 

Vamos à Belém.

Manhã de Natal

 

Agora,

a aurora

que desponta

lá fora

tem mais

intensidade

de luz –

é que nasceu

JESUS

Redentor

da humanidade.

 

Emanuel = Deus conosco

 

Tendo o Cristo prometido,

o Desejado das Nações,

a profecia cumprido,

fez na terra habitação.

 

 

Minha árvore de Natal

 

A árvore plantei no meu quintal de infância:

promissor pinheirinho verdolengo e tenro

destinado a permanecer pela existência

ornamentando a cada ano os meus natais.

 

Sólido e forte, resiste ao rigor do tempo

implacável em seu transcorrer irreversível

e cresce e fortalece seus viçosos ramos

em tons de verde cada vez mais esperança.

 

Muitos enfeites, é verdade, se quebraram,

algumas velas consumiram-se em ausência.

Pátina de saudade tem brilho suave,

 

refletindo milagre em luz multiplicada

e todo ano, adicionando enfeites novos

o pinheiro rebrilha, tendo ao alto a Estrela.

 

Novo Nascimento

 

Ao celebrar

do Cristo

a Natividade

procure

lembrar-se

que é preciso

nascer de novo,

tornar-se

menino

para usufruir

a felicidade

da bênção celestial

e faça neste Natal

o momento

do seu renascimento.

 

A família de Jesus

 

José,

o Carpinteiro,

acendeu

o candeeiro

para iluminar

a estrebaria

onde Maria

daria

à luz

o Menino Jesus.

 

 

Testemunho

 

Ela contou-me sobre um hospital

triste que alegra-se pelo Natal.

Os quartos, corredores, enfeitados

por voluntárias mãos cheias de amor

 

que vão levar aos corações enfermos

certeza de que não sofrem em vão:

Jesus nasceu pra sua redenção!

Grupos corais entoam as canções

 

e um grande anônimo Papai Noel

visita cada quarto e lhe falou:

"Feliz Natal, Dona Nilza! A senhora

 

não acreditava, mas existo e

trago-lhe esta rosa." No pavilhão

das crianças há brinquedos e alegria.

 

(Em memória de Nilza Ferrari Fantinelli)

 

Segurança

 

Legítima

a alegria

da criança

na inocência

da espera

dos presentes

de Noel.

 

Autêntica

a segurança

do adulto

com a vinda

do Emanuel.

 

25 de dezembro

 

No hemisfério norte,

em meio ao frio glacial,

os antigos romanos

festejavam alegremente

o solstício

de inverno

e essa data

foi escolhida

para celebrar

de Jesus

o natalício

porque Ele é o SOL

que brilhou intensamente

para o povo

que andava

em trevas

e viu a grande luz

ao som do canto

angelical.

 

Alegria

 

O nosso coração

se alegra,

embora

mergulhado

nos abismos

de aflição

que a vida

apresenta

inesperadamente,

e um sorriso

aflora

quando chega

a notícia

do nascimento

tão esperado

de uma criança.

 

Em meio à inquietação,

a vida que se inicia

traz esperança,

doçura, alegria

e consolação.

 

Porque, então,

há quem diga

que a época do Natal

é triste,

se um Menino nos nasceu

e um Filho se nos deu?

Mistério

 

A noite se ilumina

e miríades de anjos

no firmamento

se apresentam

para o evento

do Mistério de Misericórdia

no encontro

do homem em Deus

e de Deus no homem.

Há tanta simpatia

na figura de Maria

e boa vontade do Pai

que em Seu incomensurável

e supremo amor,

sai de Sua luz inacessível

e vem para as humanas trevas,

tornando o homem divinizado

e a Si próprio encarnado.

TEMPO DE NATAL

I

 

Natal, estação do amor,

seja em que clima for.

É tempo de dar,

de estender a mão,

de perdoar,

de ajudar,

abrir o coração,

acolher.

Tempo de doar

coisas e a si mesmo,

que é onde está

o real valor.

 

II

 

Tempo de anunciar

a chegada

alvissareira

do Menino

que nasceu

numa cidade

chamada

Belém

e proclamar

sobremaneira

a divindade

do Pequenino.

 

III

 

Tempo de alegrar-se

de sorrir

retribuir

de cantar

de saudar

de louvar

unir

comemorar

festejar

purificar

santificar-se

e SER FELIZ.

IV

 

Tempo de preparar

enfeites

ambiente

presentes

o aconchego do lar

a mesa pra ceia

os hinos da Igreja

o brilho da árvore

o presépio

a saudação

o cartão

o coração.

 

V

Tempo de pensar

no próximo

no carente

no parente

no solitário

no enfermo

no ferido

no desiludido

no aflito

no perdido

no sofrido

no ausente.

 

 

 

VI

Tempo de contar história

de que era uma vez

um censo,

a multidão,

a hospedaria

repleta,

a manjedoura,

a estrela que luzia,

um casal que recebia

um Filhinho,

um Menino

que era Deus.

 

VII

Tempo de amabilidades,

de sorrisos,

gentilezas,

de paciência

até no trânsito

das grandes cidades,

de tolerância,

compreensão,

respeito,

reconciliação,

solicitudes

e outras virtudes.

 

VIII

 

Tempo de estar alerta

a toda sensação

e perceber

toda manifestação

de amor

ao redor,

que um milagre

pode acontecer

onde, como e quando

não se espera...

e não se pode perder

nenhum detalhe.

 

IX

 

Tempo de relembrar

Natais passados

comemorados

no espírito

de poder,

de fé,

de amor

e PAZ

 

e emprestar

maior calor

à celebração

deste Natal.

 

X

 

Tempo de promover

encontros

reuniões

audições

festas

serestas

doações

serenatas

comemorações

celebrações

congraçamento

bom relacionamento.

 

 

 

 

XI

 

Tempo de visitar

o triste

abatido

desesperado

humilhado

infeliz

condenado

rejeitado

encarcerado

estrangeiro

o solitário

o forasteiro.

 

XII

 

Tempo de oferecer

solidariedade

oportunidade

participação

sugestão

simpatia

compreensão

tolerância

interesse

atenção

acolhida

amizade.

 

XIII

 

Tempo de compartilhar

a experiência

a vivência

a afeição

a emoção

a alegria

a sabedoria

a refeição

a gratidão

as bênçãos

as graças

o perdão.

 

 

XIV

Tempo de glorificar

de orar

de louvar,

ajoelhar,

manifestar

amor ao Criador

e se entregar

ao Seu labor,

trabalhar

Sua Seara

semeando

P A Z.

 

Cybelli Wanderley

 

Da autora, os livros já publicados:

 

Cadências – 1981

Salmo XXIII – 1982

Maya ( ilusão ) – 1986

Natal Poema – 1989

Femina – 1992

Habitat – 2000

 

Habitat pode ser comprado nas livrarias de Sanca

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