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Prefácio
Estes poemas natalinos tornaram-se livro de cabeceira de muitas pessoas, revelando uma linguagem de busca interior e de paz que ampliou e enriqueceu o tema inicial.
A autora procura um espaço-tempo de reflexão, um bem-estar íntimo de reconquista da identidade pessoal e humana, reparando a sensação de se pertencer ao mundo. As relações positivas com o mundo renascem partindo do espaço geográfico que se ocupa, em especial a própria casa. E essa referência íntima, o universo residencial, base do vínculo pessoal e familiar em nossa sociedade, atinge o ápice na época do Natal.
Para a Cybelli, este é um livro de evangelização através da Poesia. Para nós, leitores, entretanto, seria preciso compreender o sagrado concebido neste texto sobre o Natal: o sagrado é a nossa relação com o mundo. Para a autora, o tema religioso é sentido como sendo uma ocasião privilegiada de se tratar da relação íntima e fundamental entre o ser humano e o mundo em que vive.
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Renascimento Dádiva Natal – Poema Árvore de Natal Desvelo Antecipando Paradoxo
Paradoxo-final Oferenda Retrato Paz na terra Primeiro natal Natal de Cristo Anjos
Pastoreio Natividade Presente de Natal Imagem e semelhança Amor maior Expectativa
A estrela menor Boneco de neve O pinheirinho triste O presépio ...e o seu nome será: Esperança = Alegria Enfeita tua casa Se você está sozinho Envolvimento Os presentes dos magos Milagres de Natal Não receba a graça em vão Pinheirinho de Natal Vamos à Belém Manhã de Natal Emanuel = Deus conosco Minha árvore de Natal Novo Nascimento A família de Jesus Testemunho Segurança 25 de dezembro Alegria Mistério Tempo de Natal
Fácil seria
multiplicar
do Natal
a alegria:
fazer Cristo
renascer
em nós
todo dia.
Com a Criança
nasce a esperança
de remissão,
ressurreição.
É o instante
em que Deus se doa,
que nos perdoa
e nos garante a salvação,
dando sentido
à Criação.
"E o Verbo se fez carne"...
divino, MEDIADOR;
humano, REDENTOR;
linguagem simples,
V E R S O.
Com toda a sua humildade
sabia os segredos
da eletricidade.
A esta época do ano
ele sempre se afastava
do emprego regular,
para poder enfeitar
com lâmpadas coloridas,
como se fossem brinquedos,
as árvores das casas da cidade
que ficava mais bonita
para o Natal esperar,
jubilosa a celebrar
a vinda do Pequenino.
Este ano, não vai estar-
para sempre foi morar
na mais bonita mansão
onde, por certo, estará
nova estrela iluminar
no céu do Jesus Menino.
(Em memória do Pedro Ernesto Mozaner)
Dorme meu pequeno infante
por anjos do céu velado
que Maria, confiante,
sabe ter seu Deus ao lado
e se desvela em cuidado,
grata, humilde, radiante!
Antecipando
o Natal que vem chegando,
eu fico rememorando
os Natais da minha vida,
o coração preparando
para a velha boa nova,
como sempre emocionada,
desta vez surpreendida
ao ver que o tempo passou
sem a gente perceber
e que está chegando a hora
de enfeitar tudo outra vez
pro Menino receber: -
o mesmo presépio pobre,
de joelhos os pastores
em humilde adoração,
a Mãe, que no coração
vai conferindo e guardando
a santa revelação,
sentindo já de antemão
a missão tão bela e nobre
a pesar nos pequeninos
ombros do inocente
que vai morrer pela gente.
Anjos, estrelas, hinos,
glórias, árvores e velas,
canções cada vez mais belas,
vivo repicar de sinos,
um clima só de alegria
trazendo tanta euforia,
com neve tradicional
ou com calor tropical,
a celebrar o Natal: -
tema jamais esgotado,
todo ano renovado,
tantas vezes festejado
com palha banhada de luz,
às vezes em solidão –
solidão só aparente
porque Ele está presente:
o mesmo pequeno Infante
que não cresce,
não envelhece
e faz sorrir o velhinho
que também foi menininho
e também leva sua cruz.
É noite.
Noite escura.
Mãe Natura
está atenta,
prepara-se
para a festa –
faz do vento
brisa lenta
que ondula
lã de ovelhas
que apascenta.
Astros já vão
se alinhando
para formar
a Estrela –
Estrela guia
de sábios
Estrela guia
de magos
Estrela deslumbra
pastores
sonhadores,
privilegiados
convidados
a participar
do grande Evento.
Anjos cantando
anunciando
a boa nova do A M O R .
É o momento
M A I O R.
Elevam-se glórias
a A D E U S
que alcançam
os mais altos céus
e E L E as recebe,
sorrindo,
na humildade
do presépio
que escolheu.
(Opção para o final)
Elevam-se glórias e hosana
a Deus no mais alto dos céus
e E L E as recebe sorrindo
na humildade da choupana.
O menino nasce
A estrela fulge
Maria ora
José adora
A manjedoura acolhe
O feno aquece
A palha amacia
O anjo anuncia
O pastor ajoelha
A ovelha bale
Os céus se abrem
Os anjos cantam
Os magos chegam
Belém desperta
O povo alerta
E a PAZ se instala.
Existe um laço
De amor e paz
Entre céu e terra
De união um traço.
_____
E eu...
Que faço?
O semblante
do meu Senhor
é semelhante
à esperança
da luz da manhã
no Advento
da Criança.
O semblante
do meu Salvador
é semelhante
à energia
do calor do meio-dia
na vontade
do Homem que se imolou.
O semblante
do meu Redentor
é semelhante
à serenidade
do sol poente
na certeza
da eternidade.
Onde estão os homens de boa vontade
para usufruir da tranqüilidade
por anjos anunciada em PAZ
na santa noite há tanto
tempo atrás?
No amanho da terra
ou preparando a guerra?
Caminhando outras milhas
ou tramando guerrilhas?
Acendendo luzes
ou plantando cruzes?
Aparando arestas
ou destruindo florestas?
Os meninos ensinando
ou os ignorando?
Cumprindo o dever
ou buscando só enriquecer?
Onde estão os homens de boa vontade?
Naquele dia
um Menino nascia.
Que alegria!
Maria
sabia
que um dia
Ele sofreria,
que um dia
Ele morreria
ao terceiro dia
ressuscitaria
e a todos redimiria.
Que alegria!
Presente de cristo:
Cristo presente.
(Para Juliana Coelho Wanderley)
Anjos descem
dos céus
acompanhando
o nascimento
de Deus
que se humaniza –
e cantam
e deslumbram
e acalmam
e anunciam
aos homens enternecidos
a graça da boa nova:
O Menino que é nascido
é o Messias prometido.
Pastor da noite
que em vigília
pela campina
entre as ovelhas
olha as estrelas
e vê a ESTRELA
que o céu
clareia
com resplendor
e se inquieta
sobressaltado
em seu temor.
Pastor humilde,
pastor que vela,
pastor que zela
pelo rebanho
a noite inteira,
a quem o Anjo
busca e revela
a alvissareira
nova do nascimento,
do Salvador
ali bem perto,
nos arredores
da cidadela.
Pastor afeito
aos sons da noite,
alerta aos mais
sutis ruídos
afastados
e ouve a música
maravilhosa,
a mais bela e gloriosa
entre o céu e a terra
ouvida:
vozes angelicais
cantando
a glória nas alturas
e a paz entre os homens
estabelecida.
Pastor feliz,
privilegiado
vê transformado
o seu temor
em prova
de grande amor;
vai apressado
e reverente,
emocionado,
ajoelhado
adora a Deus:
vê o Menino,
Menino – Deus
DEUS PEQUENINO!
Pode alguém
esquecer
a velha estória
de Belém?
A estória é simples,
linda, divina:
é a VIDA que se renova
e nos dá eterna VIDA.
Pelo Natal,
sempre presente
o presente:
presente caro,
presente raro,
presente Papai-Noel
tornando realidade
o desejo pueril,
presente feito `a mão
com carinho e habilidade,
atestando gratidão
com um jeito bem sutil,
atestando amizade,
escolhido com cuidado,
comprado com sacrifício,
embrulhado com esmero
em colorido papel,
a enternecer corações
afeitos à arte de amar,
provocando emoções
com surpresas, segredinho
fazendo alegre
o que aceita
e mais feliz
o que oferta,
ainda que nada tenha
além de amor para dar.
Mas, presente de valor
que nenhum presente tem
foi o próprio Deus que deu:
Seu Filho na manjedoura
E não faltou a ninguém.
Jesus nasceu
do amor
imenso,
imensurável
do Criador
que restaurou
dessa maneira
a criatura
danificada
pela maldade
da humanidade.
Amor maior
do Pai que oferece
seu próprio Filho
e à terra desce.
Amor maior
de Mãe que obedece
e enaltece
seu Criador.
Amor maior
do Menino que nasce,
em graça cresce
e morre pelo pecador.
Algo diferente
paira no ar
da noite silente,
noite escolhida,
noite sagrada
de amor divinal.
A Mãe escolhida
envolve o Menino
no manto de pano,
manto escolhido,
manto sagrado
de amor divinal.
Menino que nasce
em presépio singelo,
presépio escolhido,
presépio sagrado
de amor divinal.
Estrela luzente
indica o caminho
aos sábios do Oriente;
estrela escolhida,
estrela sagrada
de amor divinal.
E o homem carente
é o homem feliz,
herdeiro da graça
a ser consagrado
pelo amor divinal.
A estrela menor
(Para Maria Helena Lavoie)
e tão distante estava,
mas gostava
de ver o que se passava
nos cosmo infinito.
Aprendiz aplicada,
às vezes tinha sono
e cochilava um pouquito
entre os rabiscos
com que exercitava
seus raiozinhos
a ligar pontos luminosos
para figurar constelações.
Gostava mais dos planetas,
que "espelhos" denominava
por refletirem
sem vaidade
as luzes estelares.
Naquela noite,
por sons maravilhosos
alertada,
enlevada
percebeu que os céus
se abriam
e os anjos desciam
cantando glória,
anunciando BOA NOVA
ao Planeta TERRA,
seu predileto.
Então compreendeu
e infiltrou
um raio pequenino
por entre as luzes maiores
que fulguravam no ar
e o fez chegar
de mansinho
ao bercinho
onde dormia
o Menininho.
Os elementos
Os elementos naturais
renderam homenagem
ao Menino-Deus.
A terra, piso do ambiente
tornado sagrado,
fez subir sutil
perfume orvalhado;
o fogo aqueceu
a água que banhou
o Pequenino
e o ar se dividiu
em brisa suave
para acariciar
seus cabelos
e vento veloz
para espalhar
a voz
dos anjos
a cantar,
onde mais longe
pudesse chegar...
e foi tão longe,
tão longe
que chegou até nós.
(Para Lúcia de Campos Desiderá)
Branca neve
de brancura sem igual
para enfeitar o Natal
caindo em flocos
formando blocos
figurando estrelas
salpicando janelas
decorando telhados
em bonecos talhados
para relembrar
que numa noite fria
a humanidade aquecia
seu coração na alegria
do Infante que nascia.
(Para Luísa de Campos Desiderá)
Dentro de escura floresta
um pinheirinho abafado
pelas árvores copadas
em meio ao grande pinhal
andava triste e sonhava
sair da condição humilhante
em que se encontrava.
Queria frutos para Festa,
belas pinhas e admirava
seus irmãos que floresciam
sem influência funesta,
como um encanto de fadas
brilhando seus verdes ramos
da lua à luz ofuscante.
Uma noite, no entanto,
naquela noite divina,
as árvores orvalhadas
viram que algo acontecia:
no alto a Estrela brilhava,
certamente anunciava
que uma criança nascia
e o pinheirinho, enlevado,
era o orgulho da mata:
todo ele resplandecia
em pinhas de opalina
e até hoje é copiado
de maneira original,
representando o Natal.
(Para Carolina Coelho Wanderley)
São Francisco iluminado
quis reproduzir o quadro
registrado na Escritura,
belo como foi narrado:
do Cristo a natividade
em sua simplicidade.
Escolheu uma clareira
em um bosque solitário,
preparou bem a madeira
para fazer o cenário.
Chamou toda criatura
que considerava irmã,
tornando os homens atores
a representar José,
os amigos e os pastores;
em sua alegoria,
linda moça foi Maria;
outras jovens, pastorinhas,
os anjos foram crianças,
que ele a todos acolhia.
Convocou a irmã Estrela
desde a noite até a manhã,
o irmão boi, o burrinho,
irmão vento e a água irmã,
podendo-se até ouvir
balidos de ovelhinhas,
criando dessa maneira
para a humanidade inteira
a beleza do presépio
com tanto amor preparado.
Diz a lenda, a tradição,
que teve tanto cuidado,
tanta fé e devoção
que mereceu o milagre –
ao contemplar enlevado
seu trabalho terminado,
cantando a canção dos anjos
de joelhos, maravilhado
viu o Menino deitado.
(Isaías 9:6)
MARAVILHOSO
fez-se simples, natural
CONSELHEIRO
aprendeu de Sua Mãe,
cresceu em graça e sabedoria
DEUS FORTE
fez-se criança frágil, indefesa
-PAI DA ETERNIDADE
tornou-se humano e mortal
-PRÍNCIPE DA PAZ
tornou-se servo humilde
e deu-nos a certeza da sua P A Z,
na plenitude
que a palavra traz.
A esperança
que o Natal
de Jesus
nos traz
traduz
a alegria
de viver,
mesmo
que se carregue
uma cruz.
Enfeita tua casa,
por mais pobre e modesta
seja ela.
Eis que o Anjo anuncia,
aproxima-se o dia
da grande Festa.
Tece a coroa do Advento,
prende-a ao lustre,
à porta ou à janela
para que todos vejam
o que revela.
Prepara tua dádiva,
ilumina tua árvore
azeita a candeia
a acende a tua vela.
Perdoa o teu irmão
faze do teu coração
manjedoura macia
para receber Jesus,
Filho ilustre
de Maria.
Esquece o teu desengano,
tua dor, teu amargor,
a humanidade
atingiu
um novo plano
de vida superior.
Assim Deus o permitiu.
Ouve o cântico dos anjos,
faze bilhar tua luz,
ajoelha, reza, adora,
agradece e sê feliz
que esta noite
é só de amor.
E foi Deus
que assim o quis.
Se você está sozinho
nesta noite santa
procure
uma Festa de Natal,
que sempre encanta.
Pelo caminho
há de encontrar
alegria, amizade,
calor e afeição,
luzes, canções,
simpatia
e caridade.
Ouvirá da Igreja
os sinos
repicando
alegremente
a na comunhão
com o irmão
achará
o seu presente.
Se você está sozinho
nesta noite santa
procure
o seu vizinho.
Verá que ele
se levanta
acolhedor
e hospitaleiro
pra celebrar
em sua companhia
a dispensação
da graça
concedida
a Maria
a ao mundo
inteiro.
Se você está sozinho
nesta noite santa
e não pode sair
em caminhada,
convide alguém
que também
é sozinho:
um amigo, um companheiro,
ou mesmo um estrangeiro
com quem possa partilhar
a refeição do pão e vinho
que será abençoada:
quem sabe um coral
virá até sua morada
e você relembrará
velhas canções entoadas
nas madrugadas
de Natais passados
com pessoas queridas
já perdidas...
ou Papai Noel
fará uma parada?
Se você está sozinho
Nesta noite santa,
sem ninguém ao lado,
enfermo, triste,
desolado,
eleve
seu coração
e, consolado,
observe
que não está tão só:
o Menininho
está tão perto...
é só dar-lhe
o seu carinho.
Não se esquive.
Simplesmente
deixe-se
envolver
pela atmosfera
quente,
agradável,
luminosa,
misteriosa
e milagrosa
que envela
a humanidade
na época
do Natal;
não permita
que mera
desculpa
interfira
entre você
e o Menino Jesus,
que aqui veio
em noite
de luz
pra remir
a sua culpa.
Três homens.
Três magos.
Três sábios.
Escolhidos,
determinados,
crentes.
Nada havia de magia
no motivo que os movia
e sim a sabedoria
por Deus revelada
e os estudos
dos pergaminhos
em que se debruçavam
ansiosos por ver
concretizada
a Profecia.
Assim, os magos do Oriente
empreenderam a caminhada
baseados na Fé
e na Astrologia.
Saíram de terra distante,
percorreram trajetória
de obstáculos
seguindo uma estrela brilhante.
Segundo seus costumes,
traziam presentes
de profundo significado
em sua essência
ao Rei visitado.
No local pela estrela
fixado
encontraram o Infante
já nascido
e prostrando-se por terra
o adoraram, entregando
os presentes preciosos
que simbolizavam
a excelência
da criança que ali estava:
Sua REALEZA, implícita
no OURO;
no INCENSO, alegoria
ao Seu divino SACERDÓCIO
e no amargor da MIRRA,
o símbolo do seu corpo mortal,
a ser EMBALSAMADO.
(Para Ruy Wanderley)
Os jovens estudantes estão em provas
sempre ao final do ano escolar
e não encontram tempo pra ensaiar
as festas e os hinos de Natal.
A orquestra quase nunca está completa
para ensaio tranqüilo e geral;
o regente nervoso, impaciente
com atrasos de todo o pessoal.
As peças não estão sendo ensaiadas
com todo o elenco, sempre falta alguém
e o dia vinte e cinco está chegando...
Mas ninguém desanima ou esmorece
e a feliz celebração acontece
linda, em mais um milagre de Natal!
Deus estendeu Sua Mão
caridosa a todos nós,
concedendo-nos perdão
ao tornar-se nosso irmão
no mistério ENCARNAÇÃO.
Humilde, aceite a doação
e proclame em alta voz,
com louvor e gratidão
o poder da Salvação:
não receba a graça em vão!
Martinho Lutero
a andar pela mata
numa noite escura
olhou o céu
e viu através dos galhos
altos dos pinheiros
as estrelas brilhantes.
O velho monge austero
não era assim tão severo:
para alegrar os meninos
que iam à sua casa
entoar canções e hinos,
arranjou um pinheirinho,
enfeitou-o com velas,
acendeu-as figurando estrelas,
dando origem ao tradicional
pinheirinho de Natal
que hoje é universal.
Vamos à Belém
ao encontro de Deus
que de nós
se aproxima
na pessoa do Menino
ali nascido.
Vamos vê-lo,
que muito nos estima.
Vamos à Belém
sem temor,
hesitação,
pois Deus vem
em nossa direção
pleno de amor.
Vamos adorá-lo,
como nos convém.
Vamos à Belém.
Agora,
a aurora
que desponta
lá fora
tem mais
intensidade
de luz –
é que nasceu
JESUS
Redentor
da humanidade.
Tendo o Cristo prometido,
o Desejado das Nações,
a profecia cumprido,
fez na terra habitação.
A árvore plantei no meu quintal de infância:
promissor pinheirinho verdolengo e tenro
destinado a permanecer pela existência
ornamentando a cada ano os meus natais.
Sólido e forte, resiste ao rigor do tempo
implacável em seu transcorrer irreversível
e cresce e fortalece seus viçosos ramos
em tons de verde cada vez mais esperança.
Muitos enfeites, é verdade, se quebraram,
algumas velas consumiram-se em ausência.
Pátina de saudade tem brilho suave,
refletindo milagre em luz multiplicada
e todo ano, adicionando enfeites novos
o pinheiro rebrilha, tendo ao alto a Estrela.
Ao celebrar
do Cristo
a Natividade
procure
lembrar-se
que é preciso
nascer de novo,
tornar-se
menino
para usufruir
a felicidade
da bênção celestial
e faça neste Natal
o momento
do seu renascimento.
José,
o Carpinteiro,
acendeu
o candeeiro
para iluminar
a estrebaria
onde Maria
daria
à luz
o Menino Jesus.
Ela contou-me sobre um hospital
triste que alegra-se pelo Natal.
Os quartos, corredores, enfeitados
por voluntárias mãos cheias de amor
que vão levar aos corações enfermos
certeza de que não sofrem em vão:
Jesus nasceu pra sua redenção!
Grupos corais entoam as canções
e um grande anônimo Papai Noel
visita cada quarto e lhe falou:
"Feliz Natal, Dona Nilza! A senhora
não acreditava, mas existo e
trago-lhe esta rosa." No pavilhão
das crianças há brinquedos e alegria.
(Em memória de Nilza Ferrari Fantinelli)
Legítima
a alegria
da criança
na inocência
da espera
dos presentes
de Noel.
Autêntica
a segurança
do adulto
com a vinda
do Emanuel.
No hemisfério norte,
em meio ao frio glacial,
os antigos romanos
festejavam alegremente
o solstício
de inverno
e essa data
foi escolhida
para celebrar
de Jesus
o natalício
porque Ele é o SOL
que brilhou intensamente
para o povo
que andava
em trevas
e viu a grande luz
ao som do canto
angelical.
O nosso coração
se alegra,
embora
mergulhado
nos abismos
de aflição
que a vida
apresenta
inesperadamente,
e um sorriso
aflora
quando chega
a notícia
do nascimento
tão esperado
de uma criança.
Em meio à inquietação,
a vida que se inicia
traz esperança,
doçura, alegria
e consolação.
Porque, então,
há quem diga
que a época do Natal
é triste,
se um Menino nos nasceu
e um Filho se nos deu?
A noite se ilumina
e miríades de anjos
no firmamento
se apresentam
para o evento
do Mistério de Misericórdia
no encontro
do homem em Deus
e de Deus no homem.
Há tanta simpatia
na figura de Maria
e boa vontade do Pai
que em Seu incomensurável
e supremo amor,
sai de Sua luz inacessível
e vem para as humanas trevas,
tornando o homem divinizado
e a Si próprio encarnado.
I
Natal, estação do amor,
seja em que clima for.
É tempo de dar,
de estender a mão,
de perdoar,
de ajudar,
abrir o coração,
acolher.
Tempo de doar
coisas e a si mesmo,
que é onde está
o real valor.
II
Tempo de anunciar
a chegada
alvissareira
do Menino
que nasceu
numa cidade
chamada
Belém
e proclamar
sobremaneira
a divindade
do Pequenino.
III
Tempo de alegrar-se
de sorrir
retribuir
de cantar
de saudar
de louvar
unir
comemorar
festejar
purificar
santificar-se
e SER FELIZ.
IV
Tempo de preparar
enfeites
ambiente
presentes
o aconchego do lar
a mesa pra ceia
os hinos da Igreja
o brilho da árvore
o presépio
a saudação
o cartão
o coração.
V
Tempo de pensar
no próximo
no carente
no parente
no solitário
no enfermo
no ferido
no desiludido
no aflito
no perdido
no sofrido
no ausente.
VI
Tempo de contar história
de que era uma vez
um censo,
a multidão,
a hospedaria
repleta,
a manjedoura,
a estrela que luzia,
um casal que recebia
um Filhinho,
um Menino
que era Deus.
VII
Tempo de amabilidades,
de sorrisos,
gentilezas,
de paciência
até no trânsito
das grandes cidades,
de tolerância,
compreensão,
respeito,
reconciliação,
solicitudes
e outras virtudes.
VIII
Tempo de estar alerta
a toda sensação
e perceber
toda manifestação
de amor
ao redor,
que um milagre
pode acontecer
onde, como e quando
não se espera...
e não se pode perder
nenhum detalhe.
IX
Tempo de relembrar
Natais passados
comemorados
no espírito
de poder,
de fé,
de amor
e PAZ
e emprestar
maior calor
à celebração
deste Natal.
X
Tempo de promover
encontros
reuniões
audições
festas
serestas
doações
serenatas
comemorações
celebrações
congraçamento
bom relacionamento.
XI
Tempo de visitar
o triste
abatido
desesperado
humilhado
infeliz
condenado
rejeitado
encarcerado
estrangeiro
o solitário
o forasteiro.
XII
Tempo de oferecer
solidariedade
oportunidade
participação
sugestão
simpatia
compreensão
tolerância
interesse
atenção
acolhida
amizade.
XIII
Tempo de compartilhar
a experiência
a vivência
a afeição
a emoção
a alegria
a sabedoria
a refeição
a gratidão
as bênçãos
as graças
o perdão.
XIV
Tempo de glorificar
de orar
de louvar,
ajoelhar,
manifestar
amor ao Criador
e se entregar
ao Seu labor,
trabalhar
Sua Seara
semeando
P A Z.
Cybelli Wanderley
Da autora, os livros já publicados:
Cadências – 1981
Salmo XXIII – 1982
Maya ( ilusão ) – 1986
Natal Poema – 1989
Femina – 1992
Habitat – 2000
Habitat pode ser comprado nas livrarias de Sanca
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