Lista de provérbios e outras expressões populares brasileirasP1822. Paciância tem limites. (RJ) 1823. Padre e saia de mulher chegam onde querem. (GO) 1824. Pagam os justos, pelos pecadores. (RJ) 1825. Pai impertinente, filho desobediente. (SP) 1826. Pai rico, filho nobre, neto pobre. (MG) 1827. Paixão cega a razão. (RJ) 1828. Paixão, febre e tosse ninguém esconde. (RJ) 1829. Palavra de rei não volta atrás. (RJ) 1830. Palavra é como abelha, tem mel e ferrão. (SC) 1831. Palavra não enche barriga. (RJ) 1832. Palavras o vento as leva; papel é documento. (RJ) 1833. Palavras ocas, orelhas mocas. (RJ) 1834. Palha de milho voa conforme o vento. (MS) 1835. Pancada de amor não dói. (SP) 1836. Panela de muitos é mal mexida e bem comida. (MG) 1837. Panela no fogo, barriga vazia. (SP) 1838. Panela pr'a pipoca: eu é que levo fogo e você é que pula? (SP) 1839. Panela que muitos mexem desanda. (MS) 1840. Panela que muitos mexem ou sai insossa ou sai salgada. (RJ) 1841. Panela velha é que faz comida boa. (PE) 1842. Pão de pobre sempre cai com a manteiga pra baixo. (SP) 1843. Pão duro, só é duro pra quem dá. (SP) 1844. Pão roubado não enche barriga. (RJ) 1845. Pão, pão, queijo, queijo. (RJ) 1846. Pão-duro se despede de mãos fechadas. (SP) 1847. Pão-pão, queijo-queijo. (RJ) 1848. Papagaio come milho e periquito leva chumbo. (SP) 1849. Papagaio come milho, periquito leva fama. (RJ) 1850. Papagaio faz a festa, periquito leva fama. (MS) 1851. Papagaio velho não aprende a falar. (MG) 1852. Paquere todas as mulheres, mas conserve a sua direita. (SP) 1853. Para bom entendedor, meia palavra basta. (SP) 1854. Para bom entendedor, meia palavra besta. (RJ) 1855. Para cada santo a sua lâmpada. (MG) 1856. Para evitar AIDS, só comida caseira. (RJ) 1857. Para que um olho não invejasse o outro, Deus colocou o nariz no meio. (SP) 1858. Para se curar um amor platônico nada melhor que uma boa trepada. (SP) 1859. Para todo ditado, existe um contraditado. (SP) 1860. Parecido e um caminhão cheio de japonês com um motorista chinês. (SP) 1861. Parelheiro não corre porque abombacha no banhado. (RS) 1862. Parente é o pior aderente. (MS) 1863. Passar debaixo de escada traz azar. (RJ) 1864. Passarinho que come pedra sabe o cu que tem. (SP) 1865. Passou dessa pra melhor.(67) (SP) 1866. Passou, passou, passou um avião e nele estava escrito nosso time e campeão.(68) (SP) 1867. Pata de coelho dá sorte. (RJ) 1868. Patrão fora, feriado na loja. (RJ) 1869. Patrão saiu, feriado na loja. (SP) 1870. Pau que nasce torto ninguém, jamais, em tempo algum, endireita. (SP) 1871. Pau da goiabeira enverga mas não quebra. (SP) 1872. Pau que nasce torto mija fora da bacia. (SP) 1873. Pau que nasce torto morre torto. (BA) 1874. Pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita. (RJ) 1875. Pau que nasce torto vira lenha. (SP) 1876. Pé de pato mangalô treis vêis.(69) (SP) 1877. Pé que não anda, não dá topada. (CE) 1878. Peão velho não manda, quem manda é capataz. (MS) 1879. Pecado confessado está meio perdoado. (AL) 1880. Pedra que muito rola não cria limo. (SP) 1881. Pedra que rola não cria limo. (RJ) 1882. Pegar o boi pelo chifre.(70) (SP) 1883. Pegar o bonde andando.(71) (SP) 1884. Peixe podre sal não cura. (AL) 1885. Peixe quer alho. (SP) 1886. Pela boca morre o peixe. (RJ) 1887. Pela boca se aquenta o fogo. (MG) 1888. Pela casca se conhece o pau. (BA) 1889. Pela fumaça se conhece o pau do tição. (GO) 1890. Pela obra se reconhece o obreiro. (MG) 1891. Pela unha se conhece o leão. (RJ) 1892. Pelo andar da carruagem se vê quem vai nela. (SP) 1893. Pelo cerne se conhece a madeira, que a casca não serve pra nada. (SP) 1894. Pelo dedo se conhece o gigante. (SP) 1895. Pelos frutos se conhece a semente. (RJ) 1896. Peneira nova, três dias de torno. (MA) 1897. Penico de barro não cria ferrugem. (RJ) 1898. Pense bem antes de agir. (RJ) 1899. Perdido por um, perdido por mil. (SP) 1900. Perdoai e sereis perdoado. (MS) 1901. Perdoar a gente a gente perdoa, esquecer é outra conversa. (RJ) 1902. Perereca da vizinha bota um, bota dois, bota três! (RJ) 1903. Perguntar não ofende. (RJ) 1904. Periquito come o milho, papagaio leva a fama. (SP) 1905. Pernas, pra que te quero? (SP) 1906. Peru de fora não se manifesta. (RJ) 1907. Peru é que morre de véspera. (RJ) 1908. Peru, quando faz roda, quer minhoca. (MG) 1909. Pimenta no cu dos outros é refresco. (SP) 1910. Pimenta nos olhos dos outros é refresco. (RJ) 1911. Pimenta nos olhos dos outros não arde. (SP) 1912. Pimenta só arde nos olhos dos outros. (SP) 1913. Pinga boa carece de propaganda. (GO) 1914. Pingo, pingo faz goteira. (MG) 1915. Pinto de velho é como gato de armazém, vive dormindo em cima do saco. (SP) 1916. Pinto pelado, urubu camarada. (MG) 1917. Pinto, pato e parente é que sujam a casada gente. (DF) 1918. Pior a emenda que o soneto. (RJ) 1919. Pior é nada, já dizia uma velha amasiada com um burro. (RS) 1920. Pirão feito não se deixa. (SE) 1921. Pisar em ovos.(72) (SP) 1922. Pisar na bola.(73) (RJ) 1923. Pobre é como cachimbo, só leva fumo. (SP) 1924. Pobre é como parafuso, só vive apertado. (SP) 1925. Pobre é como quiabo, só vive liso. (SP) 1926. Pobre é igual disco de embreagem, quanto mais trabalha, mais liso fica. (SP) 1927. Pobre é que nem lombriga, quando sai da merda morre. (SP) 1928. Pobre só come carne, quando morde a língua. (RJ) 1929. Pobre só enche a barriga, quando morre afogado. (SP) 1930. Pobre só fica de barriga cheia, quando morre afogado. (SP) 1931. Pobre só vai pra frente quando tropeça. (SP) 1932. Pobre, quando morre, deixa o anjo da guarda desempregado. (RJ) 1933. Pobreza não é vergonha. (MG) 1934. Pode vir quente que eu estou fervendo. (SP) 1935. Pode-se perfeitamente enganar a mulher sem lhe faltar o respeito. (SP) 1936. Podia ter sido pior. (RJ) 1937. Poente amarelento, sinal de vento. (SP) 1938. Por bem fazer, mal haver. (RS) 1939. Por causa de uma esporada, perde-se uma vaquejada. (RS) 1940. Por causa do santo, se beija até pedra. (MG) 1941. Por cima muito fofo, por baixo mulambo só. (ES) 1942. Por falta de roupa nova, passe o ferro velho na velha. (SP) 1943. Por falta de um grito vai-se embora uma boiada. (CE) 1944. Por falta de um grito, morre um burro no atoleiro. (CE) 1945. Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento. (RJ) 1946. Por fora, filó, filó; por dentro mulambo só. (PE) 1947. Por lenha na fogueira.(74) (SP) 1948. Por que beijar no rosto, se a boca é tão perto? (SP) 1949. Por que ficar de braços cruzados se o maior homem morreu de braços abertos? (SP) 1950. Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher. (SP) 1951. Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz. (SP) 1952. Porco quer alho. (SP) 1953. Porco velho não se coça ao pé de espinho. (MG) 1954. Porongo sempre dá cuia. (RS) 1955. Pote velho é que esfria a água. (AM) 1956. Poupa o teu vintém e um dia serás alguém. (SP) 1957. Povo desenvolvido é povo limpo. (SP) 1958. Pra bom entendedor, meia palavra basta. (RJ) 1959. Pra baixo todo o santo ajuda, pra cima é que são elas. (RJ) 1960. Pra baixo todo santo ajuda, pra cima a coisa toda muda. (SP) 1961. Pra baixo todo santo ajuda. (SP) 1962. Pra bom entendedor, piscada de olho é mandado. (PI) 1963. Pra bom gato, bom rato. (MG) 1964. Pra cachorro fraco, correm as moscas. (MG) 1965. Pra cada santo a sua vela. (MG) 1966. Pra casamento e batizado não se vai sem ser convidado. (RJ) 1967. Pra coelho ido, conselho vindo. (PE) 1968. Pra criança: Janela, janelinha, porta, campainha, prémmm. (RJ) 1969. Pra defunto que não se conhece nem se reza e se oferece. (SP) 1970. Pra Deus, nada é impossível. (RJ) 1971. Pra dirigir caminhão e usar sutiã precisa peito. (SP) 1972. Pra encontrar o capeta, não precisa madrugar. (MG) 1973. Pra festa que tem caviar, não se leva sanduíche. (SP) 1974. Pra grandes males, grandes remédios. (SP) 1975. Pra mentir precisa-se de boa memória. (RJ) 1976. Pra onde vai o boi, a vaca vai atrás.(GO) 1977. Pra pai avarento, filho pródigo. (RS) 1978. Pra pão duro, dente agudo. (RJ) 1979. Pra pergunta apressada, resposta demorada. (MS) 1980. Pra que a pressa? Vai tirar o pai da forca? (SP) 1981. Pra quem Deus não dá filhos, o diabo dá sobrinhos. (RJ) 1982. Pra quem tem sorte, galo bota ovo. (MG) 1983. Pra saber mandar, tem-se que saber fazer. (RJ) 1984. Pra se encontrar o diabo não se precisa sair de casa. (MG) 1985. Pra tirano não falta pretexto. (PB) 1986. Pra tratante, porrete ou bala. (GO) 1987. Praga de urubu magro não pega em cavalo gordo. (MS) 1988. Praga de urubu não pega em cavalo gordo. (AL) 1989. Prefiro a asfixia da realidade, que o vento brando da felicidade. (RJ) 1990. Prefiro a morte que o seu cheiro forte. (DF) 1991. Preguica é o habito de descansar antes de estar cansado. (RJ) 1992. Preocupação não paga dívida. (RJ) 1993. Presente de grego. (SP) 1994. Preso por ter cão, preso por não ter cão. (SC) 1995. Pretensão e água benta não fazem mal pra ninguém. (RJ) 1996. Primeiro os meus, Mateus. (SP) 1997. Primeiro a obrigação, depois a diversão. (RJ) 1998. Primeiro os encargos, depois o chimarrão. (RS) 1999. Primeiro pese, depois ouse. (SE) 2000. Princípio de angu é mingau. (AL) 2001. Princípio de cantiga é assobio. (RJ) 2002. Pro espertalhão, dá-se o dedo e ele quer a mão. (PE) 2003. Pro mal não crescer, corta a raiz. (GO) 2004. Pro rico mil amigos aparecem, do pobre os irmãos fogem. (GO) 2005. Pro rico não deva, pro pobre não prometa. (GO) 2006. Problemas posteriores serão resolvidos posteriormente. (SP) 2007. Promessa é dívida. (RJ) 2008. Puxar brasa para a sua sardinha. (RJ) Notas: 67. morreu 68. Observação do informante: Refrão dos tempos de jogos no colégio! 69. Em Dialeto Caipira. em Dialeto Padrão: Pé de pato magalô três vezes. 70. bater em alguém 71. entrar na conversa sem saber o que havia sido dito antes 72. ter muito cuidado, agir cautelosamente 73. errar 74. incitar à desavença © 1997 1998 1999 Jornal Integração Todos os direitos reservados |