Maravilhosa explosão I

Giordano Maçaranduba

Essa é mais uma daquelas ridículas histórias sem moral alguma. Bom... a idéia do nascimento do mundo é fruto de várias lendas nas inúmeras sociedades do globo terrestre. Mas, segundo as lendas onomatopaicas, o mundo não nasceu, ele morreu.

Primeiro segundo, dia da criação, havia um amplo universo de idéias, de concepções, de estilos, de ideologias. Segundo momento, o instante da transfiguração, tudo o que era deixou de ser. Terceiro estado, a explosão, bum...! bum...! bum...! Tá bom. Isso já esboça o esdrúxulo.

A onomatopéia se transfigurava, atitude normal para uma figura em eterna mudança. Ao homem restava algumas idéias e elas construíam um novo habitat. As pedras pela força do pensamento transformaram-se em mesa e cadeiras. Alguns arbustos em comida, haja imaginação para se comer uma folha. As caças se transformaram em manjar. O homem sugava a vida e as virtudes de outros animais. O homem agora era vampiro e sugava força vital. O homem foi vampiro mesmo antes de eles existirem.

As noites eram longas e o homem teve que inventar as brincadeiras. Brincou de fazer fogo, de desenhar e de imitar o que os animais faziam e acabou descobrindo brincadeiras maravilhosas. Acabou aprendendo que para viver é preciso brincar. Os homens dependem de suas brincadeiras para sobreviver e as brincadeiras melhoram sua auto-estima.

(Pensar...)

Giordano Maçaranduba é estudante do 4o. ano de jornalismo da UFG.

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