Poemas do escritor lisboeta Carlos Alberto Pinto


Carlos Alberto Pinto
 

I ) Saudade

Olha meu amor... 
Nem sei como começar!... 
Pois é imensa a saudade
Que tua ausência me está a causar
Não a  ausência de teu corpo
Que é idêntico a tantos que já conheci
Mas dessa emanação que sai de ti
Bela e terna que me dá confiança
Sim : dessa tua doce fragrância
Como eu tenho saudade
De te rever e sentir
E mais uma vez vou falar
O quanto te desejo possuir
E ao mesmo tempo me entregar....

Novembro de 1982
 

II) Hino à Criança

Ó criança inocente e bela
Quisera ser de novo como tu és
Para ver tudo de forma singela
E crer no Mundo como tu crês

                 II

Que isto de ser adulto satura
Num  Mundo com tanta maldade
Dá-me o teu manto de candura
Para sentir mais felicidade

                 III

É que minha Alma quer viver
Mas não pode respirar!..... 
O meu corpo quer morrer
E os dois vivem a lutar

                 IV

Por isso oh criança celeste
De quem todo o Mundo murmura
Não queiras crescer tão depressa
Saboreia esse tempo com doçura

                 V

Pois a batalha para ti vai chegar
E lutarás para sobreviver
Voltarás a Ter saudades
De em criança inocente renascer

                 VI

Porque a verdadeira felicidade
Não está nos prazeres do Mundo
É-nos dada desde a maternidade
É Algo de súbtil pessoal e profundo.
 

III) Flor

Uma flor!.......
A expressão do mais belo amor;
Uma Rosa!....
É das flores que conheço a mais formosa;
E pela manhã com suas gotas de orvalho,
Como é sublime o seu odor!....
Todos gostamos de a cheirar, admirar....
É uma bela expressão da Natureza
De Deus Omnipresente
Do qual fazemos parte, 
Mas não queremos aceitar!...

Portanto, se queremos agradar
Temos que deixar desabrochar essa Flor
Que está dentro de nós....... 
Sempre à espera que a deixemos manifestar....
E então vamos ser felizes,
Pois, iremos ser como uma flor
Que imparcialmente vai agradar.

14 de Junho de 1982.

Carlos Alberto Pinto é funcionário público aposentado de Lisboa (Portugal)

Mande um e-mail para a direção do jornal.


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