Reflexões pânicas durante a minha viagem aérea entre São Paulo e Lisboa em 13 de Janeiro de 2000.

José Luiz Dutra de Toledo

Uma estrela tão distante se faz presente em minha intimidade, na paisagem noturna e celestial da janela do meu quarto de dormir. Até de longe se está presente, brilha a mensageira estrela.

Se lá embaixo, no oceano, enormes ondas se elevam e se debatem, porque não haveríamos de viver turbulências cá em cima?

Como são horríveis e chatos os filmes que nos mostram a bordo!... Como são repetitivas e enjoativas as músicas clássicas que oferecem aos nossos ouvidos cansados!...  Argh!...

O “entre-e-sai ” dos banheiros do  “air-bus” é entediante. Estou de frente para um destes movimentados lavabos. Até agora só precisei ir a um deles uma só vez em quase 5 horas de vôo. 
As turbulências equatorianas não são apenas econômicas mas também meteorológicas. Os tubarões estão lá embaixo. Refresco-me com uma toalha perfumada. A primeira vez pode ser mais difícil. A segunda pode ser menos.

Chegarei com olheiras a Lisboa. A chic Oeiras está a 10 km. De Lisboa.

Até o prelúdio em dó menor de Bach ficou chato ao som das descargas nos lavabos do “air-bus” da TAP. Sean Connery estava em todos os filmes exibidos a bordo. Como são fanáticos!...

Abaixei o volume mas não tirei o fone do ouvido. Dependo de música, principalmente agora. Se eu não estivesse com relógio de pulso eu já teria incomodado a vários companheiros de viagem. Me contenho e até faço exercícios respiratórios. Exijo água e lanches nos horários dos meus remédios. Ao menos isto!...

Ultrapassamos as ilhas de Cabo Verde, beiramos as costas africanas, recupero a esperança de chegar vivo ao além-mar. Como salmão defumado, pão com manteiga, arroz integral sem sal, tomo água com limão e os meus remédios e fico melhor, com boa aparência e com bom astral.

Mas os tubarões continuam abaixo dos nossos pés. Sem dúvida. É só olhar o mapa com a evolução da viagem exibido aos passageiros do vôo 1564. Será que viça muito funcho nas Ilhas Funchais?

O avião voa a 1013 km por hora mas vejo-o parado sobre a névoa das nuvens, zuando há quase 7 horas sem parar. Já estamos perto de Tenerife, Canárias, Las Palmas, Casablanca e Gomera, Hierro e Marrakech. Lisboa está na mesma posição de New York, só que em margens opostas do Atlântico. Altitude do avião agora: 11300 metros. A seguir passaremos perto de Ceuta. As nuvens brancas do hemisfério Norte parecem um mar de espuma de gelo, uma coalhada de neve sob e sobre um céu azul pálido. Estamos chegando no Velho Mundo. Passamos ao largo do deserto do Sahara. Quanto mais adentramos ao hemisfério Norte mais o azul celeste se acinzenta. Ilhas Lanzerote... Ilhas da Madeira... O sol se põe. Deixarei penas do papagaio da mamãe aos pés do altar de santo Antonio de Lisboa. Isto para acentuar o contraste entre o colorido desta ave tropical com o cinza invernal europeu. Os últimos raios solares incidem nas turbinas e extremidades das asas do avião.

Pânico na chegada.

Chegamos a Lisboa dentro do previsto: 19 horas e 17 minutos. Longa e morosa fila para carimbar os passaportes me impacientou. Corri a buscar a minha bagagem e custei a encontrar a esteira que trazia a bagagem do nosso vôo. Depois fui à saída do desembarque internacional para encontrar os amigos Sandro e Antonio, que lá não estavam me esperando como prometeram. Entrei em pânico de novo. Não havia comprado a moeda portuguesa e custei a achar uma casa de câmbio para comprá-la e , assim , poder adquirir um cartão para telefonar aos meus atrasados anfitriões. 30 dólares compraram 5150 escudos. Chegaram Antonio e Sandro depois que eu tentava em vão telefonar-lhes. Cheguei ao apartamento que me destinaram e comecei a organizar as minhas coisas. Folheei a interessante revista gay portuguesa Korpus – número 6 – 1998, com uma interessante entrevista com o antropólogo Luiz Mott da Universidade Federal da Bahia.

Primeira segunda-feira em Lisboa – 17 de Janeiro de 2000 

Se você se exaltar ao olhar até às alturas a bela paisagem urbana de Lisboa, em alguns dos seus bairros, como,  por exemplo, Arroios, Estefânia e Saldanha, corre-se o risco de pisar em bostas de cachorros. Saudades do meu cachorro, recém- falecido, Aragão!...  Afinal, são os cachorros e os gatos os únicos seres vivos que emitem (com seus corpos) sons audíveis nesta invernal e sombria Lisboa, seca e úmida. Dores nos ossos.

Parece-me que a Europa virou um aquário de formol para múmias humanas pretensamente vivas e ambiguamente desorientadas entre as possibilidades e as impossibilidades, a rigidez e a flexibilidade, o peso e a leveza, o fim das certezas e a ampliação das incertezas e perplexidades multiculturais, cosmopolitanas e pós-modernas. 
Talvez para não pisarem em bostas de cachorros, muitos europeus andam cabisbaixos e com as mãos ocultas em capotes e em casacos. Um forte cheiro de murrinha de gatos e cachorros impregna ruas, ruelas e sobrados frios e úmidos de Lisboa. Apesar disso, aqui também é a terra que define o aéreo sabor dos seus frutos numa dança gustativa entre o seio maternal e os perfumes e os cheiros dos ventos paternais. Ai que saudades do Brasil!... Daqui a 2 dias amanhecerei na Espanha, em Madrid e de lá prontamente seguirei para Toledo.

Inverno – Janeiro de 2000, reflexões ao cair da tarde 

Aqui tudo que é secular ou milenar tem aspecto sepulcral, mas os edifícios sofisticados e novos também me asfixiam. Uma das coisas mais chatas é você ser interrompido em pleno orgasmo estético-musical por um trim- trim telefônico desencadeado por estudantes à cata de entrevistados e em pesquisas. O homem europeu é o ser humano que mais me impressionou até hoje. Numa das igrejas barrocas do Chiado – Lisboa, não sei se na Encarnação, na Virgem de Loreto ou na dos Mártires – toquei em duas caveiras desdentadas e com patas de águias, esculpidas em mármore com cores hiper-realistas. Tais caveiras estão sobre uma sepultura de algumas dessas dignidades ou príncipes eclesiásticos ou mesmo de autoridades temporais que ali ganham repouso junto aos santos, mas estrategicamente postadas ao lado de uma pia batismal. Próximo à porta de entrada daquele pomposo e patético cenário do teatro barroco católico português. Nascimento e morte lado a lado.

Também em uma destas 3 igrejas citadas encontrei a mais lancinante e impressionante imagem de roca de Nossa Senhora das Dores de toda a minha vida. Creio que esta imagem está na igreja de Nossa Senhora da Encarnação. Quantos mendigos nas ruas, no metrô e nas portas das igrejas de Lisboa, meu Deus!... Muitos deles anciãos com terno e gravata e um chapéu de moedas. E olhar pedinte.

O silêncio ou a rispidez humana ou o alvoroço de algumas boas vidas no inverno lisboeta se me afiguram como macabras cenas do cemitério europeu. O inverno é a estação da morte, do frio da morte.
A fachada do Asylo de Arroios – Casa da Sociedade da Infância Desvalida de Lisboa, construído em 1894 com os legados do cônego Luzindro e de J. J.  Alves Monteiro, tendo ao fundo os espectros de árvores desfolhadas com galhos nus e esqueléticos, afigura-se-me como a entrada de um bege e marmóreo mausoléu.

Sopa de ossos ocidentais   

“Se bebes para esquecer, pague antes de beber”, eis um belo exemplo da grosseira ironia portuguesa. Os franceses seriam mais diretos: para não esquecer de pagar o que bebes para olvidar, antecipe-se ao esquecimento e pague a bebida ou o que beberás. Nós, brasileiros, diríamos: “fiado, só ontem.” 

Nossa história brota perpetuamente do rumor silencioso dos séculos, das intermináveis tramas voluptuosas e barrocas das ondas do mar de histórias no qual somos ilhas, oásis e icebergs. Rochedos.

O que vejo nas igrejas e museus portugueses são mensagens do passado. Navegar pelos céus até Lisboa me está sendo tão perigoso quanto as travessias oceânicas entre os séculos XV e XVIII. Antes agradecia-se ao sagrado pela chegada sem naufrágio confeccionando-se ex-votos, hoje o mesmo faço nestas linhas, letras e imagens. As mensagens do passado não deviam estar sendo tão ignoradas. Ou esquecidas. Isto é trágico. Não estou acostumado a me sentir tão só como me sinto aqui nesta soturna Lisboa. Julgava-a menos européia e me enganei.

Me disseram para ver tudo. Eu também quis ver tudo. Mas é impossível ver tudo. Umas vacas amarradas em estacas debaixo de uns viadutos que se cruzam sobre a avenida Valladollid, na saída de Madrid, às 22 horas do dia 21 de Janeiro de 2000, tentavam pastar capins crestados pelo frio numa noite de lua cheia.

Uns cachorros bravos me cercaram em Zamora, na garagem da Ledesma, onde tentávamos um novo coche para nos levar ao Porto, visto que o auto-bus que nos trouxera de Madrid estava com  o seu dispositivo de abrir e fechar suas portas estragado.  Praias de neve cobriam os campos e bosques do oeste espanhol e extremo nordeste português. Um cemitério com alamedas de ciprestes estava alcatifado por um gélido manto invernal numa daquelas numerosas aldeiazinhas na beira da estrada que nos levou de Madrid a Valladollid, a los Toros, a Tordesilhas, a Salamanca, a Zamora, a Bragança, a Macedo de Cavalheiros, a Mirandella e, depois de uma longa descida de serra, ao Porto, berço de Portugal e capital do norte lusitano.

Na rua Augusta, na tarde do Domingo 16 de Janeiro de 2000, na Baixa-Chiado, um menino com cara de mexicano cantava pedindo esmola enfrentando ventos gelados. Tinha ao seu lado um franzino e mal alimentado cãozinho cor de doce de leite queimado que sustentava em sua trêmula boca um velho e amarrotado chapéu salpicado de moedas. Estrelas da miséria lisboeta. 

Um cardume de gaivotas dança como um bando de sardinhas orquestradas pelas ondas do estuário do Tejo. Em Toledo, onde também passa o Tajo, que em Portugal é o Tejo, o “Conde” de Orgaz morre de orgasmo entre tesudos nobres castelhanos saborosamente revelados por El Greco. Entre o Porto e Lisboa vi campestres tapetes de musgos aloirados por um sol dominical de 23 de Janeiro de 2000.  Numa madrugada fria de fim de semana, nem uma bem abastecida lareira aquece papagaios brasileiros que se arrepiam numa enorme gaiola colocada ao lado de uma enorme televisão na sala de jogos e snooker da saúna gay Viriato de Lisboa.

A Espanha é uma numerosa família desunida. Em Madrid, capital centralista da monarquia espanhola, nada encontrei, nas várias livrarias em que estive, sobre a história do reino de Aragon, ao sul do qual nasce o rio Tajo. A Catalunha é um outro país dentro da Espanha e sua capital Barcelona sempre foi antagônica frente a Madrid. Algumas cidades da Galícia espanhola querem ser agregadas ao norte português. A província Basca luta há séculos pela sua autonomia política.
Desta ruidosa e desunida família hispânica, há quase mil anos, Portugal apartou-se com sucesso e autonomia, suscitando até hoje mal estar nas relações entre Espanha e Portugal, vista pela primeira como um mal exemplo bem sucedido para os seus filhos separatistas catalães, bascos e galegos. A cidade do Porto me foi mais acolhedora que Lisboa. Em Madrid fui indelicadamente atendido pelo garçom do bar gay Figueroa e pela lésbica que gerencia a libreria Berkana da calle Gravina, 11, na Chuenca – centro gay da capital espanhola. 

Na manhã do dia 21 de Janeiro do ano 2000, no hotel Hispano, calle Hortaleza, 38 – segundo andar- em que me hospedei em Madri, levantei-me sobressaltado com os informes da televisão espanhola sobre os dois atentados terroristas bascos na capital espanhola. Por falar em televisão, tanto na Espanha quanto em Portugal a  qualidade dos programas é muito precária se comparada às demais televisões européias.  Em Portugal tentam imitar programas da televisão brasileira e caem no ridículo. 

Hoje comprei uma enorme bandeira de Portugal para estendê-la na entrada da minha casa em Ribeirão Preto, estado de São Paulo – Brasil. Uma família pobre de Lisboa, composta por um vigilante, uma faxineira, uma operária e um jovem técnico em informática, moradores na ruela João do Outeiro, na Mouraria, me ofereceu de lembrança um litro de azeite de oliva feito por seus parentes na zona rural de Castelo Branco, próxima à fronteira de Portugal com a Espanha, sem adulterações industriais. Como são amorosos e generosos os genuínos espíritos do condado de Portu-gaia!...  O rio Douro visto cá de cima da ponte, da janela do auto- carro em que vou para Lisboa, me apavora, como se de cima desta altíssima ponte- penhasco fossemos nos precipitar. Ai que saudades da Ilda e da Maria Ângela da cidade de Espinho, nas cercanias do Porto!... Saudades do casal lésbico-gay Cristina/ Marina do Porto!... Saudades do hotel Peninsular da rua Sá da Bandeira, na cidade do Porto, de onde levo um saco com amostra de sua amável e inesquecível terra! Ah! Acabou!...

Ah! Ia me esquecendo: sabem quem encontrei no restaurante do Centro Hare-Krishna de Lisboa?  Foi a Iara Fernandes, neta da Mulatinha de Araxá, filha do Chico do Elídio que empreitou todos os carroceiros para as obras do pântano milagroso  no qual edificaram o balneário mais famoso do sudoeste de Minas.  Descendente de benzedeiras daquela região, Iara trabalha com Manoterapia ( a cura pelas mãos) em Lisboa. Mas muitos a acusam de vigarice e charlatanismo. E lá também dedica-se às Artes Decorativas. 
Africanos, muçulmanos, indianos, paquistaneses e chineses estão cada vez mais presentes nas ruas, no comércio e nas estações do metrô de Lisboa e de Madrid, despertando iras xenófobas nestes dois países ibéricos.

Desunião portuguesa 

Carlos Alberto Pinto me contou que as portuguesas não querem mais se casar pois para terem um chouriço têm que levar para casa um porco inteiro.

Os portugueses do norte chamam os de Lisboa de mouros, ou seja, não afeitos ao trabalho.

O Centro Comercial da Mouraria só tem lojas de paquistaneses, indianos, muçulmanos, chineses e africanos. Confira. O antigo bairro lisboeta da Mouraria é um dos temas da fadista lusitana Amália Rodrigues, amada pelos homossexuais portugueses da mesma forma que  aqui no Brasil as bichas amam a cantora Ângela Maria. 

A igreja da Pena, na calçada de Sant’Anna, foi construída em 1722 e foi uma das poucas não destruídas pelo terremoto que arrasou Lisboa no ano de 1755. É uma das igrejas mais impressionantes de Lisboa e no seu retábulo-mór temos até anjos de pernas cruzadas como se estivessem a dançar cancan em pleno século XVIII!... Fui até esta pouco conhecida  e barroca igreja de Lisboa entre as 17 e as 18 horas do dia 25 de Janeiro de 2000 e lá vi estandartes de madeiras que eram levados em procissões do século XVIII, imagens de arte sacra do século XIV incorporadas ao museu paroquial da Pena, um sacrário já deteriorado e de origem desconhecida e o rico mobiliário da sua sacristia.

O frio intensifica-se em Lisboa. 

A Fundação Cultural Bracara Augusta e a Biblioteca Pública de Braga, no segundo milênio da cidade de Braga, tradicional Sé episcopal do norte português, promovem uma série de exposições sobre a cidade dos Arcebispos e sua história. Uma multinacional canadense de strippers investe em espetáculos eróticos noturnos na capital do tradicionalismo católico português. As procissões da Semana Santa em Braga extrapolam o caráter religioso tradicionalista e já foram incluídas no calendários de eventos turísticos portugueses. Site sobre a história de Braga: http://www.bpb.uminho.ptl.

No lagar de azeite, as azeitonas salgadas são esmagadas e o suco destas frutas verdes lançado em caldeiras com água fervente onde, depois aflora e é recolhido o azeite de oliva. A massa das azeitonas esmagadas para fazer azeite servem de alimento para o gado. Os que apreciam azeitonas curtem-nas em água com sal, cascas de laranja picadas e orégano.

Os pés dos machos que pisoteiam uvas no lagar de fazer vinho devem ser lavados a cada pisoteio. Pés com chulé não servem para fazer vinho nos lagares mais tradicionais, só prestam para excitar o tarado podólatra paulistano Glauco Mattoso.

Me disseram que o governo português pensa em sepultar no mosteiro dos Jerônimos os despojos de Amália Rodrigues, depositados há pouco mais de 3 meses num gavetão do cemitério dos Prazeres, em Lisboa.  Aliás, os restos de Fernando Pessoa também foram para os Jerônimos. Este histórico convento lusitano está se convertendo no maior panteão dos ídolos portugueses.

Sabe-se lá, também digo mais. 

Os de Lisboa dizem que o Porto é uma cidade muito suja, principalmente na Ribeira, à beira do rio Douro, onde estão as maiores casas que comercializam o tradicional vinho do Porto. Ou seja, na parte baixa do Porto, capital do norte português. Vi até pichações com estas alusões aos do Porto na fachada da igreja da Graça de Lisboa. Na verdade, estas pichações é que são uma porcaria.

Realmente a igreja da Graça de Lisboa é belíssima e impressionantemente barroca. Já a monumental igreja de São Vicente de Fora nem tanto. Visitei ambas na tarde do dia 27 de Janeiro de 2000. No dia 28 visitei a incendiada igreja de são Domingos de Lisboa, da qual pouco restou.

O meu imaginário sobre a Europa era brasileiro e isso lá me deixou com a sensação de estar sem pés. Meu barrococentrismo me deixou estupefato diante do românico, do gótico, do medieval e das ruínas da civilização romana na península Ibérica.
O senhor de Orgaz não atingiu o orgasmo mas eu entrei em êxtase na Catedral da Sé de Toledo ao ver a tela La Flagelación de Cristo de Strozzi, pintor do século XVII. Inscrição em Latim na deslumbrante Sala Capitular da Sé de Toledo – Espanha: “ IVSTITIAE CVLTVS SILENTIVM”. 

A onda esquerdista na Europa está corroborando, quase justificando  o avanço das forças políticas de extrema- direita na Europa. Exemplo: o caso da Áustria. 

Sabem como os portugueses chamam guarda-chuva? É chapéu de chuva.

Em vez dos homossexuais portugueses freqüentarem suas impressionantes igrejas medievais e barrocas, eles se sentem cada vez mais atraídos pela vida gay em Havana, cenário do sanguinário ditador Fidel Castro.

Alguns intelectuais portugueses acham que os livros brasileiros são mais baratos mas a qualidade das traduções feitas por brasileiros deixa muito a desejar. 

Lisboa é uma foz para o espírito melancólico ibérico.  O fado é a melhor expressão disto.

Comprei uma enorme bandeira de Portugal por 3000 escudos numa loja para turistas, situada na rua Augusta de Lisboa. Comprei bacalhau, alimentos dietéticos, vinhos, postais, muitos livros sobre história da Arte, história de Lisboa, história da Espanha, literatura portuguesa, sobre o barroco português, sobre Toledo – Espanha e sua história, arte catalã contemporânea, El Greco, livro do teatrólogo espanhol Fernando Arrabal, livro do escritor surrealista português Mário Cesariny, livro sobre os Templários em Portugal (para o médico amigo Gilberto Valle – de São Paulo) e ganhei o livro Bichos de Miguel Torga (presente da amiga Cristina, da cidade do Porto) além de revistas de ensaios gays. 
500 anos depois da viagem de Pedro Alvares Cabral, descubro Portugal e a Espanha. Gostaram? 

José Luiz Dutra de Toledo é historiador formado pela UNESP.

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