À Bela sábia virtude

Giordano Maçaranduba

P
erfeita, perfeitíssima a tua personalidade, como de resto tudo;
Bela presença em uma manhã primaveril,
quiçá outonal, veranil ou invernal.
A
lma extremamente bela;
Presença que preenche o universo;
Energia que inunda a minha percepção.
Sonhos que habitam a minha imaginação.
O
utras palavras poderiam ser proferidas em homenagem a ti
mas nenhuma te faria jus;
Talvez melhor seria lhe dizer que és pura luz.
L
inda, linda, bela não qualificariam a tua presença.
Porque com certeza és muito mais que isso,
e a tua presença superior a qualquer adjetivação.
Nem os superlativos podem lhe conceber.
A
dmiro-a como a luz admira o cristal,
e como tal sou ofuscado pelo teu maravilhoso brilho.
E como a luz que tange o cristal
minha busca maior é teu segredo:
Como podes brilhar tanto em ângulos tão geométricos
da incrível luz que irradia a tua personalidade.
Em suma como o cristal irradia tão bela luz
que provém de si mesmo.
F
raqueza com certeza não seria concebê-la como tal é
Virtude singular entre tantas plurais virtudes
Começo a perceber porque os gregos indistinguiam beleza e virtú
Talvez a tua beleza seja componente de tua virtude
e a tua virtude parte de tua beleza.
R
acional seria declarar tua imponente presença,
mas isso não o farei.
Nada mais direi além de que esta é forte e marcante.
Presença que subordina o espaço a tua suave,
mas potente força.
A
inda que toda a sabedoria do mundo fosse me instantaneamente emprestada,
não seria possível mesmo assim explicar o impressionante fascínio que exerces
aos humildes transeuntes dessa simplória vida.
Sim, porque toda vida se torna simplória diante de ti,
embora ganhe contornos belos em tua presença.
N
ada mais importa (ou pouca coisa realmente tem função),
quando o andante se depara com uma sabedoria maior.
A vida se torna complexa e inexplicável.
Morrem os paradigmas.
C
orro o risco de me perder nesses versos (ou me denunciar),
mas se é preciso se perder para se achar,
(ou por Fernando Pessoa: Navegar é preciso, viver não é preciso)
objeção alguma eu farei a isso, porém não me denunciarei.
Ó sonho grego, confluência da beleza e sabedoria de tal modo interligadas que nenhum grego acreditaria, não me denuncio.
O
uve, ó mais bela e mais sábia dentre as damas que suas idéias expõem
De modo algum nenhum poeta (ou filosofo grego) poderia conceber tamanha causalidade
Se por uma vez os gregos foram tão corretos ao juntar beleza e virtude num só conceito
Não creio que algum tivesse a tamanha certeza que tenho de sua validade no seu caso.


Giordano Maçaranduba é estudante do 4o. ano de jornalismo da UFG.

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