AS FASES DA PRODUÇÃO
A primeira fase corresponde ao trabalho da agência, constituído
de Criação,
Argumento, Pesquisa, Roteiro e Storyboard. Em seguida, vem a
fase da Análise Técnica
do Roteiro. Desta análise técnica resultam listas
de produção, que permitirão viabilizar e
controlar a economia do projeto. Paralelamente, o Diretor, junto
com o produtor faz uma
leitura do roteiro, e isso realimenta o processo de decisão
da produção. Deve ficar claro
que o roteiro é uma instância técnica, uma
ferramenta de trabalho, dotado de grande
importância no processo de realização.
A segunda fase é a Pré-Produção,
onde se utilizarão as Listas de Produção
, e mais
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dados que forem necessários para elaborar um Mapa de Produção,
que descreverá em
um único espaço de escrutínio TUDO o que
é necessário para viabilizar a produção;
e
também se elaborará um Cronograma, que permitirá
alcançar as metas nos prazos previstos.
Associado ao cronograma está o Cronograma de Desembolso,
que controla os pagamentos
por etapas.
Um aspecto importante da produção é como
orçar, ou
estabelecer o custo de um trabalho, e quais os cortes orçamentários
máximos admissíveis para manter o resultado dentro
de um nicho
qualitativo preestabelecido. Predominam neste caso, fatores
subjetivos nesta determinação, tornado a expressão
qualidade do
produto um significado algo muito pessoal. Daí o
nome do produtor
e diretor serem determinantes de um resultado previsível.
A terceira fase é a captação de Imagem e
Gravação de Som. É quando entram o
trabalho do diretor de fotografia, o câmera, operador de
som, atores... é a Filmagem.
Estas atividades devem ser desenvolvidasde forma mais contínua
e breve possível; têm um
tempo de desenvolvimento próprio, que varia de projeto
para projeto. E o rítmo de trabalho
é muito intenso e diversificado, normalmente gerando uma
situação de estresse para todos
os envolvidos, e em particular, a produção. Esta
é uma atividade que não deve buscar
culpados (por erros, omissões, enganos e mal-entendidos),
mas sim uma orquestração de
uma equipe heterogênea com fins a um resultado coerente,
de qualidade e um fluxo de
trabalho intenso e sem choques.
Resultante da Pesquisa e já a partir da pré-produção,
busca-se material iconográfico,
arquivos de imagens, fotografias, objetos que ficarão
à disposição da edição do
trabalho.
Fotos e recortes são gravados em mesas especiais, os table-top,
e objetos e maquetes
são efetivamente filmados. São encomendadas as
locuções, as trilhas sonoras e direitos
autorais são resolvidos; os trabalhos de computação
gráfica e outros serviços de terceiros
são contratados.
A quarta fase é a Edição. De posse de todo
o material para editar, e um plano de
montagem no papel , chega-se então, à edição.
E entra em cena o editor. Esta é uma
instância intelectual por excelência neste processo
de trabalho; pode-se chamar a edição
de segunda direção. O alto custo de uma estrutura
de pós-produção torna obrigatória
a
máxima eficiência de seu uso; alguns trabalhos podem
por sua natureza exigir mais tempo.
Pressões para apressar sua edição podem
compromete-los.
Sempre há necessidades de pequenas complementações:
Um desenho precisa ser
reproduzido, uma imagem de arquivo é procurada para aparar
uma aresta na edição, e às
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vezes é necessário até produzir imagens
adicionais.
Nesse meio tempo, a produção se encarrega de fechar
os trabalhos correspondentes
às filmagens, devolve objetos emprestados, finalizar alugueres
variados. Além disso, está
providenciando listas de créditos, locuções
especiais (em outros idiomas, p. ex.) e toda
sorte de necessidades. A edição cria o produto
final, a fita master, que gerará submasteres
para copiagem, sendo arquivada a master no acervo . O fluxograma
anexo procura esclarecer
melhor estas idéias. |