CRISE FINANCEIRA NA ÁSIA
riscos de contágio
POR PHILIPPE RIVIÈRE
Traduzido do francês por Mário
Barbosa Villas Boas
Leia o texto original (em francês)
clicando aqui
Eles, «os bombeiros» encarregados de estancar a crise que sacode de tempos em tempos as economias do sudeste asiático, provaram pelo menos então sua cegueira. Ainda, é sem estados de alma que eles «os peritos» do FMI impõem, em contrapartida a empréstimos de um tamanho récorde - cujos riscos são assumidos pelos Estados-membros -, a abertura de mercados internos aos produtos estrangeiros e docapital produtivo para às finanças internacionais.
Populações têm que pagar o alto preço desta política. Em primeiro lugar, eles vêem seus empregos ameaçados, suas poupanças reduzidas, e seus modos de vida posto em cheque. A coesão social dos antigos «dragões», que resultou em parte da confiança no desenvolvimento econômico, já está fortemente muito abalada. A democracia - a qual se assegura que anda junto com a «transparência» reclamada pelos mercados - sentir-se-á reforçada? Pudemos ver, por ocasião da eleição presidencial na Coréia do Sul, os candidatos principais assumirem por escrito o compromisso... obedecer o FMI! Eleeito em 18 de dezembro último, O ex-dissidente Kim Dae Jung, que pôs fim a trinta-sete anos de um estado policial, confirmou estas promessas.
O desmantelando dele «modelo asiático», que ontem se virou manchete para imprensa internacional, irá a seu termo? Atrás do exemplo dos «dragões» já se recoloca em questão as estruturas financeiras do Japão - que detém o principal do Dívida americana - e da... China que ocupa um lugar central no comércio mundial, como também uma diminuição de exportações para mercados mais e mais reduzidos. Porque a crise ameaça intensificar deflação, notadamente na Europa onde a entrada em vigor dos «critérios de convergência» já reduziram consideravelmente a demanda.
Philippe Rivière
Janeiro/1998
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