Che Guevara, 1928-1967

Ernesto Guevara Lynch de la Serna foi um médico argentino adepto do marxismo.

Aos dois anos de idade desenvolveu a asma, com a qual sofreu pelo resto de sua vida. Nesse mesmo ano sua família se mudou para Córdoba, mas sua saúde não melhorou.
Teve toda sua educação primária em casa, ensinado principalmente por Célia de la Serna, sua mãe. Desde cedo começou a se interessar pelo marxismo, tornando-se um assíduo leitor de Marx e Engels, antes mesmo de ingressar no estudo secundário, que cursou no Colégio Nacional Dean Funes, em 1941.
Interessou-se ao ver a grande quantidade de refugiados da Guerra Civil Espanhola e as constantes crises políticas em seu país, que culminou na ditadura de Juan Perón, a qual Guevara era contra. Esses eventos influenciaram Che a odiar os militares políticos, o exército nacional, o capitalismo oligárquico e acima de tudo o imperialismo dos Estados Unidos da América.
Apesar de tudo, não mostrava muito interesse político, enquanto cursava Medicina na Universidade de Buenos Aires, por volta de 1947Por volta de 1949, fez sua primeira grande viagem, de bicicleta até o norte da Argentina, e pela primeira vez teve contato com o povo argentino e pelo resto da antiga população indígena, que sofriam pela miséria. Sua segunda jornada, em 1951, foi muito mais extensa que a primeira. Che acompanhado por um amigo visitou o sul da Argentina, o Chile, Colombia, Venezuela e Miami, trabalhando no caminho para conseguir dinheiro. Quando voltou para as provas finais de seu curso, já havia decidido que não se tornaria um médico da classe média submisso ao siatema. Ele passou dos exames e se especializou em dermatologia, indo depois para La Paz, na Bolívia. De lá ele foi para a Guatemala, sobrevivendo com a venda de artigos arqueológicos sobre as civilizações Maia e Inca. Ao chegar na Guatemala, o presidente socialista Arbenz estava no poder, e apesar de ser um Marxista e de ter bastante conhecimento sobre Lênin, ele se recusou a participar do Partido Comunista. Che, nessa ápoca, vivia com Hilda Gadea, uma Marxista de origem índigena, que o apresentou a um dos tenentes de Fidel Castro. Na Guatemala, ele viu a CIA participando numa tentativa de Contra-Revolução e percebeu que uma revolução só poderia ser confirmada através da luta armada. Com a queda de Arbenz, Guevara foi para a Cidade do México, onde trabalhou no Hospital Geral. Hilda Gadea e Nico Lopez (tenente de Fidel) o acompanharam. Lá conheceu Raul e Fidel Castro, imigrantes políticos, e viu em Fidel o líder que estava procurando.
Ele se uniu a outros seguidores de Fidel, na fazenda onde os revolucionários cubanos eram treinados para guerrilha, pelo capitão do exército republicano espanhol, Alberto Bayo, que não usava só sua experiência para o ensino, mas também os ensinamentos de Mao Tsé Tung. Logo Che virou líder da classe.
Quando eles invadiram Cuba, Che foi com eles, primeiramente como médico e depois como Comandante do Exército Revolucionário de Barbutos. Ele era o mais agressivo, esperto e que teve o maior suceso entre os guerrilheiros.
A Revolução foi um sucesso, e Fidel Castro assumiu o posto de presidente, enquanto Che o "empurrava" o país para o Comunismo, mas um comunismo independente do ortodoxo comunismo soviético. Che organizou e dirigiu o Instituto Nacional de la Reforma Agrária, dirigiu o Departamento da Indútria, e foi nomeado presidente do Banco Nacional de Cuba. Tirou todos os não-comunistas do governo e foi criticado por dois economistas franceses marxistas que aconselharam uma transição mais lenta. Che impôs o comunismo total tão rápido que ele temporariamente o prejudicou.
Em 1959 casou-se com Aledia March e juntos visitaram o Egito, a Índia, o Japão, a Indonésia, o Paquistão e a Iugoslávia. De volta à Cuba, como Ministro da Indústria, ele assinou um tratado comercial entre Cuba e URSS, one o país soviético compraria o açúcar cubano, que não conseguia ser comercializado para países capitalistas, graças aos EUA.
Por volta de 1965, já havia formulado sua própria filosofia comunista, que marcou seu afastamento do comunismo de Moscou para o comunismo de Mao, e sua aproximação do velho anrquismo idealista.
Após isso fez muitas críticas ao governo russo, o acusando de cúmplice do imperialismo, por não comercializar somente com o bloco comunista, e por não ajudar, sem esperar retorno, os países socialistas subdesenvolvidos. Além das críticas as poliíticas da Coexistência Pacífica. Ele organizou uma conferência defendendo a idéia de uma revolução, com cooperação da guerrilha na África, Ásia e América do Sul. Após a tentativa de entrar em alguns termos com os EUA, Che, como representante de Cuba na ONU, os atacou, por causa de sua ganância e imperialismo na América Latina.
A "briga" com tanto o capitalismo como o comunismo, fez com que Fidel o tirasse do poder, não oficialmente, mas na prática. Por alguns meses seu paradeiro era questionado, e até sua morte foi sugerida, enquanto na realidade estava em vários países africanos, principalmente em Congo, tenatndo transformar a Rebelião Kinshasa em uma Revolução Comunista, através das táticas guerrilheiras cubanas. Ele voltou à Cuba para treinar voluntários para essa causa e levou um exército de 120 homens para Congo. Seus homens lutaram bem, mas os rebeliões de Kinshasa não, não conseguindo derrotar os mercenários belgas, e em outono de 65, a ajuda cubana ao movimento foi retirada.
A aventura final de Che foi realizada na Bolívia. Ele julgou mal o potencial revolucionário do país e a tentativa acabou em sua prisão e sua execução.


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