PORTUGAL NA NOVA NATO
No ambiente de grandes mudanças na Europa e da renovação da NATO, Portugal, membro da UE, procura conciliar o seu tradicional atlantismo, com uma viragem à Europa.
No pendor atlantista, Portugal inclui, como uma importante mais valia, o seu relacionamento privilegiado com os PALOP.
· A viragem à Europa deriva da opção de um renovado e conseguido protagonismo na construção europeia, para dar uma dimensão política à UE, com a PESC e a UEO, com vistas à competitividade, ao reforço da coesão social, da democracia e da paz.
· apoiou a abertura da NATO a novos membros.
· Portugal dinamiza
o "Diálogo com o Mediterrâneo" e contribuiu para a criação
do Grupo de Cooperação do Mediterrâneo.
Portugal passou a consertar estratégias com a Espanha e a privilegiar os interesses comuns. Mas nem sempre eles coincidem. A Espanha e Portugal disputaram a localização no seu território de um Comando Regional. Portugal desenvolveu difíceis negociações com o país vizinho mas conseguiu o seu objectivo principal, ficar com o Comando de Oeiras, actual CINCIBERLANT e futuro Comando Regional do Sueste (RC SE).
Portugal conseguiu também que à área do Comando português não fosse subtraído o corredor de ligação da Espanha às Canárias.
A Espanha viu consagrado:
· uma ligação directa ao futuro Comando Estratégico do Atlântico.
O RC SE dependerá do Comando Estratégico do Atlântico, sediado nos EUA, em Norfolk, colocando também nessa dependência a parte terrestre do território continental.
Os custos do alargamento da NATO tem sido polémicos e os cálculos divergentes não têm permitido previsões rigorosas.
Os custos com as forças militares serão
integralmente suportados pelos novos países aderentes mas o mesmo
não sucederá com as infra-estruturas a criar. Portugal terá
de contribuir para elas e terá ainda custos indirectos resultantes
de programas que serão desviados para lá. No entanto, até
2001, Portugal não terá aumentos significativos nas suas
despesas com a NATO, cujas contribuições percentuais são
actualmente de 0,34 para o programa de infra-estruturas, 0,67 para o orçamento
militar e de 0,63 para o orçamento civil.