Não necessariamente. Máquinas usadas por alguns construtores amadores de telescópios no Brasil e pela esmagadora maioria das fábricas de instrumentos ópticos no mundo, facilitam o tedioso e repetitivo trabalho de esmerilhamento e polimento. Evidentemente essas máquinas não são perfeitas: elas inserem pequenos defeitos nos componentes ópticos trabalhados. O teste destas ópticas é feito como na época de Foucault, por humanos que julgam quais os movimentos futuros serão efetuados pela máquina para corrigir eventuais imperfeições. O ritmo industrial de produção, entretanto, exige a fabricação em um tempo reduzido de maneira que ainda persistem pequenos defeitos.

Paciência, determinação e capricho é o que faz com que os construtores amadores, que não se valem de máquinas, atinjam precisões superiores a de telescópios como Meade e Celestron e não alguma propriedade especial inerente ao trabalho manual.
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