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Região das constelacções do Escorpião e Sagitário vistas do bairro do Barbalho, Salvador (BA). Imagem obtida por A.S. Betzler em 22/06/2001, aproximadamente as 4 da manhã, com filme Fuji Superia 100, ~15s de exposição e câmara Zenit 12XP. |
Se direcionarmos para um astro qualquer, duas superfícies com áreas iguais a de um círculo com diâmetro de 6cm e outro com 160cm, pode-se concluir que a região de 160cm recebe aproximadamente 710 vezes mais energia por unidade de tempo que a de 6cm. Estas superfícies coletoras podem ser as objetivas de uma luneta Tasco e do refletor Perkin-Elmer do CNPQ/LNA. Por essa razão, podemos ver estrelas mais fracas com telescópios de maiores aberturas.
A equação que sintetiza este conceito é a da magnitude limite e tem a seguinte forma:
( 11 ) M = 7,1 + 5log (B)
M = magnitude limite (usando o olho como detector)
Obviamente, se considerarmos a poluição luminosa e atmosférica existente em centros urbanos, ficamos um tanto distantes da magnitude limite que seria obtida de ( 11 ). Usando esta mesma relação, podemos concluir que um telescópio com 6cm de abertura possui uma magnitude limite de 11. Entretanto, se fizermos nossas observações em uma cidade, perdemos 2 a 3 pontos em nossa magnitude limite. Sob estas circunstâncias, esta passa a ser efetivamente de 8 a 9.
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Mesma regi&acedil;o do céu registrada da regicção oceânica de Niterói (RJ). Imagem obtida por A.S. Betzler, em abril de 1996, aproximadamente a 1 da manhã, com filme Kodak Gold 400, ~15s de exposição e cãmara Zenit 12XS. A maior sensibilidade do filme é algo que pode justificar parcialmente a brutal diferença entre as duas imagens. Neste caso, o fator mais importante é a menor iluminação das ruas daquela parte da cidade. |