"...Um caçador
de felicidade entende a liberdade como apenas mais um sinônimo de
felicidade. Por isto, um caçador de felicidade também
caça a liberdade. Um destes caçadores comprou
uma gaiola e arrancou suas janelas e porta. Assim, não
importa quantas gaiolas a mais venham a ser fabricadas e
nem quantos pássaros possam ser apriosionados por
elas. Este caçador sabe que sempre haverá um pássaro
preso a menos. Ah!! Mas este caçador de felicidade foi
além: ele pendurou a gaiola em um local seguro e a muniu de alimento
e água fresca. E renova ambos, todos os dias. Este é a lógica
do pensamento do caçador de felicidade: "Se uma gaiola com
porta trancada é uma prisão, sem porta, de certo, pode ser
um lar." E, sendo assim, quiçá, algum dia, algum
pássaro vagante e solitário ao vento possa até ali
chegar por vontade própria e estabelecer morada?!?!
Neste dia, o caçador saberá que sua caçada foi
vitoriosa. E saberá mais, saberá que a vitória
continuará mesmo que o pássaro vá embora. Sim, porque
haverá saudade. E todo caçador sabe que a saudade pode
ser uma fonte de felicidade..." (Matias)