COMO SURGIU A ANARQUIA
Contrário ao capitalismo, o Anarquismo surgiu como a doutrina política que defendia a necessidade
de suprimir qualquer forma de Estado. Teve seus precursores no inglês William Godwin, autor de
Justiça Política ("o poder exerce, por sua própria natureza, uma influência perniciosa"), no alemão
Max Stirner, que escreveu O Único ("todo Estado é tirania, tirania de um só ou de muitos"),
e no francês Pierre-Joseph Proudhon, o primeiro a utilizar a denominação da anarquia para
caracterizar suas teorias. Proudhon, aliás, deu maior consistência às idéias anarquistas
e propôs
"a substituição do mecanismo capitalista de produção, distribuição, consumo e crédito,
pelas cooperativas e imaginou também usar bônus de trabalho ao invés de dinheiro".
Entretanto, foram os russos Mikhail Bakunin (1814-1876), com o Catecismo do Revolucionário,
e Pedro Kropotkin (1842-1921), com A Conquista do Pão, os responsáveis pelas principais
teorias anarquistas.
Sustentaram que o governo e, conseqüentemente, o Estado representam a origem dos males
da sociedade, não admitindo, como os marxistas, a necessidade de organizar o Estado Socialista,
etapa transitória da ditadura do proletariado, inevitável para atingir a sociedade comunista.
Afirmando serem o industrialismo e o capitalismo produtos do Estado, pregavam a eliminação
do Estado e da propriedade privada, apresentando a "sociedade anarquista como um conjunto
de pequenas comunidades cooperativas dedicadas a distintas modalidades da atividade
produtiva, sem visar ao lucro, mas ao auto abastecimento e ao intercâmbio direto (troca)".
"O Anarquismo revolucionário esteve representado em uma modalidade tipicamente terrorista
pelo nihilismo russo e assumiu uma de suas formas políticas mais vigorosas no chamado
Anarco-Sindicalismo ou incorporação da ideologia anarquista ao movimento operário organizado."
Recordando à violência como meio de ação (preconizada por Bakunin, que justificara a luta armada,
a greve e os atentados contra os governantes) ou rejeitando-a (conduta defendida por Kropotkin,
que recomendava o não-pagamento de impostos, o repúdio ao serviço militar e a recusa ao
reconhecimento dos tribunais de justiça), o Anarquismo teve maior popularidade na Rússia, Itália,
Espanha e nos Estados Unidos, onde fracassaram as comunidades anarquistas ali criadas.
O que é ?
ANARQUIA: [Do gr. anarchía] S. f. 1) Falta de governo ou de outra autoridade capaz de manter o
equilíbrio da estrutura política, social, econômica, etc. 2) Confusão ou desordem gerada
por essa situação. 3) Negação do princípio de autoridade. 4) Estrutura social em que não se
exerce qualquer forma de coação sobre o indivíduo. 5) P. ext. Ausência de comando ou de
regras em qualquer esfera de atividade ou organização: A Anarquia do hospital causou grandes
danos aos internatos. 6) Qualquer organização, instituição, sociedade, etc., carente de autoridade
e de normas: Aquela escola é uma Anarquia: os alunos fazem o que entendem. 7) Desordem;
confusão; baralhada: Há grande Anarquia nas suas idéias. 8) Desordem, desarrumação, bagunça:
Que Anarquia fizeram as crianças! 9) Desmoralização, desrespeito, avacalhação: É dado a
fazer Anarquia com pessoas velhas."
Eu prefiro definir Anarquia como liberdade. É esta a ideologia que os punks em todo o mundo
seguem. Que a Anarquia reine para sempre e que o Punk nunca morra!
Por Que ?
Porque todos nasceram para ser livre, mas o princípio da autoridade contradiz isso. No sistema atual
precisamos viver sob diversas leis, estas sempre dão vantagem para certa classe social.
Todos somos iguais e portanto temos os mesmos direitos, ninguém vale mais que o outro.
A democracia não nos garante isso. Além de vivermos sob um governo, ainda temos que enfrentar
certos padrões sociais, onde percebemos a presença de muito preconceito. O sistema anarquista
é a maneira de viver livre, do jeito que você realmente quer ser e que se sente melhor. Hoje todos
são como marionetes: vivem sob os padrões impostos pelo governo e pela sociedade, seguindo
leis, quase sempre injustas e que favorecem sempre certo grupo. Na democracia, há muita
desigualdade social, onde os ricos tornam-se cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais
pobres. As classes altas só se preocupam com elas mesmas, não se preocupam com o povo e
ainda fazem ilusão a estes. Eles passam uma imagem de felicidade, dizendo que tudo está certo .
Muitos acabam achando que está tudo certo e aceitam tudo como está. O governo só quer
dinheiro e poder, por isso o dinheiro hoje é a desgraça do mundo. É prefirível viver livre, na
"desordem", do que viver preso, na disciplina.
Textos escritos por Marcelo Furtado
Dirijo aqui estas palavras para os que sonham com um mundo justo, sem desigualdades
e sem escravidões. Vivemos hoje num mundo altamente déspota. Vimos nosso presidente
FHC discorrer quatro anos sobre frango na mesa do operário, que antes só comia arroz com ovo.
Seu sistema econômico ilusório levou à crise o país e à forte recessão que enfrentamos
atualmente. Desemprego, fome e um surto enorme de violência. Sabemos muito bem que, em
tempos de crise, as desigualdades sociais aumentam. Os pobres têm menos condições
de manter os escaços reais em seu bolso, enquanto os mais ricos além de protegerem os seus,
colhe o dinheiro dos necessitados.
O Brasil passa por um período fértil para uma revolução. Os trabalhadores estão insatisfeitos
e incertos. O futuro do país pode ser áureo ou um lixo. Se formos esperar de nossos ilustres
governantes, que não sabem nem para quê estão no poder, o futuro será um lixo.
Se a nação tiver salários iguais, exterminarmos o lucro, destruirmos a religião e as crenças
místicas, sistemas sociais organizados pelos círculos dos cidadãos (educação, saúde, etc,
organizados pelos vizinhos), a prosperidade e o crescimento reinarão. Ninguém invade um país
onde a vontade de crescer impera. As pessoas formarão uma defesa civil. Não há nescessidade
de violência onde você sabe que isto só destruirá a atual prosperidade.
É hora de levantar a bandeira negra da anarquia! É difícil no mundo livrar as pessoas de suas
próprias amarras, pois elas crêm que toda sua capacidade está atrelada a elas! Mas é possível
abrir a mente das pessoas! Se não para agora, para o futuro. O aproveitamento dos nossos
recursos econômicos está estaganado pela sistema capitalista. O socialismo marxista empregnaria
ainda mais. Mas o nosso sistema geraria o tão sonhado pleno-emprego, uniria as pessoas,
incentivaria a ciência e as artes, faria-nos explorar os recursos naturais da melhor forma
possível, e cada vez melhor. FIM À PROPRIEDADE! FIM À ESCRAVIDÃO! Assim seja.
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