Temos agora algumas perguntas e respostas sobre Nossa Senhora !

 

 

A Virgindade de Maria

 

Objeção:

Os católicos ensinam que Maria ficou sempre virgem. Porém, em

vários lugares da Bíblia (por ex. Mc 3, 31-32) lemos de irmãos de Jesus.

Portanto Maria devia ter outros filhos, além de Jesus!

Resposta:

a)Na linguagem bíblica, "irmão" é freqüentemente usado em lugar de

primo, sobrinho, tio, parente. Por ex: em Gen 13, 8 Abraão diz a Ló: "Somos

irmãos", - enquanto de Gen 11, 27-31 consta claramente que Ló era filho de

Aran - irmão de Abraão, portanto seu sobrinho.

     Também Labão, em Gen 29, 15 fala a Jacó: "Por seres meu irmão,

servir-me-ás de graça? - Mas em Gen 27, 43 e 29, 10-11 - Labão é declarado

irmão de Rebeca, mãe de Jacó, e tio dele.

b) Os evangelistas Mateus e Marcos, (em Mt 13, 55 e Mc 6,3) enumeram como

"irmãos de Jesus": Tiago, José, Judas Simão: Porém, na cena da crucificação

de Jesus, João Evangelista coloca debaixo da cruz: "Sua Mãe, a irmã de sua

Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena". Enquanto Marcos

acrescenta, que esta outra Maria (irmã da Mãe de Jesus) era mãe de Tiago, o

Menor, e de José. Estes últimos eram portanto sobrinhos de Maria

Santíssima, e primos de Jesus (Jo 19, 25 e Mc 15,40). Ora, Judas (Tadeu)

Apóstolo, declara-se, no início de sua carta apostólica (Jd 1,1) "Judas,

servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago". O mesmo se dá com Simão Apóstolo.

c) Alguns "crentes" teimam tirar uma conclusão (errada!) de que Maria -

depois da concepção virginal do Salvador - tinha relações e outros filhos

com José, dos três seguintes textos bíblicos:

1) Mt 1, 18: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de

coabitarem, ela concebeu por virtude dos Espírito Santo". RESPOSTA: "Antes

de coabitarem" significa apenas: "Antes de morarem juntos na mesma casa".

Isso aconteceu, quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e

recebeu em sua casa sua esposa (Maria)" (Mt 1, 24)

2) Lc 2, 7: "Maria deu à luz o seu filho primogênito". EXPLICAÇÃO: É errado

concluir, que devia seguir o segundo ou mais filhos. A lei mosaica exige:

"Consagrar-me-ás todo o primogênito (primeiro gerado) entre os israelitas,

tanto homem como animal: ele é meu". (Ex 13, 2). Também, quando o

primogênito era filho único. Um exemplo: No Egito foi encontrada uma

inscrição judaica: "Arisoné entre as dores do parto, morreu, ao dar à luz

seu filho primogênito".

3) Mt 1, 25: (Só em algumas traduções) "José não conheceu Maria (= não teve

relações com ela) até que ela desse à luz um filho (Jesus)". EXPLICAÇÃO:

Seria errado insinuar, que depois daquele "até" José devia "conhecer"

Maria. "Até " na linguagem bíblica refere-se apenas ao passado. Exemplo:

"Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte". (II Sm

6,23).

d) Como fidelíssimo observador da Lei de Moisés, Jesus não podia, na hora

da morte na cruz, confiar sua Mãe a João Apóstolo (Jo 19,26) mas devia a

tê-la confiado ao filho mais idoso dela, se ela de fato os tivesse.

e) Por isso, o Símbolo dos Apóstolos, que é mais antigo do que o Cânon dos

Livros Sagrados, reza: "Nasceu da Virgem Maria". = no sentido de S.

Agostinho: "Virgem concebeu, Virgem deu à luz, Virgem permaneceu".

     Conseqüentemente, os "imãos" (primos, parentes) de Jesus, tão

freqüentemente mencionados nos escritos do Novo Testamento, nunca são

chamados filhos de Maria, nem filhos de José, confirmando a tradição

apostólica.

f) Até os Muçulmanos, nos seus livros sagrados, veneram a Mãe de Jesus como

Virgem.

     Portanto, a acusação contra a virgindade de Maria, Mãe de Jesus,

demonstra apenas a ignorância ou malícia dos acusadores.

 

 

Veneração de Maria e dos Santos

 

ACUSAÇÃO:

Esta veneração é contrária ao ensinamento da Bíblia que diz: (Lc

4, 8) "Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele servirás". - e em (1Tm 2, 5)

"Há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Homem".

RESPOSTA:

a) Os católicos distinguem claramente entre culto de adoração,

que devemos somente a Deus, nosso Criador e Redentor, e veneração, - que

implica apenas: respeito, admiração, imitação, amor, etc., como se costuma

demonstrar aos pais virtuosos, ou aos heróis da pátria ou da Igreja,

erguendo em honra deles monumentos, e dando seus nomes a cidades,

montanhas, praças, ruas, etc. Nada mais humano e bíblico!

     Até o próprio Deus venera os nomes dos santos patriarcas, permitindo

na Bíblia ser denominado "o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó" (Ex 3, 6).

     Foi Deus que enviou o anjo Gabriel para saudar a Virgem Maria: "Ave,

cheia de graça!" (Lc 1, 28) e colocou na boca de Isabel as palavras

inspiradas: "Bendita sois vós entre as mulheres" (Lc 1, 42).

     Igualmente Maria profere as palavras inspiradas pelo Espírito Santo:

"Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada . . ." (Lc 1, 48).

     Portanto, cumprindo estas profecias bíblicas e repetindo com respeito

e amor na oração da "Ave Maria", a saudação de Gabriel e de Isabel, os

católicos cumprem melhor as indicações da Bíblia do que os protestantes,

que ignoram tudo isso, e pretendem rezar somente a Deus.

b) Intercessão. A própria Bíblia aplica o título de "mediador" também a

Moisés (Dt 5, 5): "Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o

Senhor e vós". E S. Paulo, na mesma carta em que declara Jesus como único

mediador entre Deus e homens, indica também mediadores "secundários" (1 Tm

2, 1-5): "Recomenda que se façam preces, orações, súplicas e ações de

graças por todos os homens . . . " Pois, fazer orações por outros, é de

fato, ser intercessor e mediador entre Deus e os outros.

c) Alguns "crentes" admitem que os vivos podem interceder em favor dos

outros. Negam, porém, esta possibilidade aos falecidos, mesmo à Virgem

Maria e os Santos. Eis, o que lhes responde a Bíblia:

     Em II Mc 15, 12-15 lemos: "Parecia-lhe ( a Judas Macabeu) que Onias,

sumo sacerdote (já falecido!) . . . orava de mãos estendidas por todo o

povo judaico . . . Onias apontando para ele, disse: "Este é amigo de seus

irmãos e do povo de Israel; é Jeremias (falecido) profeta de Deus, que ora

muito pelo povo e por toda a cidade santa".

    Se, pois, Moisés e Timóteo em vida, e Onias e Jeremias depois da morte,

como ainda muitas outras pessoas na Bíblia, rezam a Deus e são mediadores

entre Ele e o povo, quem poderá proibir esta intercessão à Virgem Maria e

aos Santos? Por isso, desde os primeiros séculos,. os fiéis cristãos

rezavam: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na

hora da nossa morte".

     Portanto, as palavras de S. Paulo: "Há um só mediador entre Deus e

homens, Jesus Cristo, Homem", a tradição apostólica as entendia desta

maneira: Jesus Cristo é o único Mediador (primeiro) que nos mereceu todas

as graças e a salvação eterna, pela sua vida, morte e ressureição. Só ele

pode nos dar dos seus méritos, sem recorrer a nenhum outro mediador.

Enquanto a V. Maria e os Santos intercedem por nós pecadores, como

mediadores secundários, por meio de Jesus, recorrendo a seus méritos e sua

mediação. Por isso, cada oração litúrgica termina: "Por nosso Senhor Jesus

Cristo . . ."  Esta verdade herdamos dos primeiros cristãos. Antes de serem

escritos os Evangelhos, eles aprenderam no "Símbolo Apostólico" (ou Credo

dos Apóstolos) "Creio na Comunhão dos Santos". Sejamos gratos a Deus por

tão bela verdade, por Ele a nós revelada!

 

Concebida sem pecado original

 

    Há diversas provas da Conceição imaculada de Maria Santíssima e dos

demais privilégios que lhe foram concedidos. Deus disse à serpente

infernal: "Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua posteridade,

e tu armarás trições ao seu calcanhar" (Gênesis 3, 15); Salomão disse: "Tu

és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha! (mancha do pecado

original) - C. dos Cânticos 4, 7); Cristo revelou a São João: "Apareceu no

céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés,

e uma coroa de 12 estrelas sobre a cabeça" (Apocalipse 12, 1); e a 27 de

novembro de 1830, a Mãe de Deus apareceu a Santa Catarina Labouré, em

Paris; justamente conforme a descrição no Apocalipse; e além de estar

pisando a serpente infernal e essa querendo seduzi-la com a maçã diabólica

do bem e do mal, como Deus predisse, ainda confirmou a profecia de Salomão

acerca da sua Conceição imaculada e também confirmou o seu poder de

intercessão, ensinando a oração: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por

nós que recorremos a vós".

     Foi cunhada uma medalha conforme o modelo dessa aparição e deram-lhe

o título de Medalha de Nossa Senhora das Graças, mas, dada a sua eficácia,

logo ficou popularmente conhecida por ( Medalha Milagrosa) .

 

 

Definição Dogmática

 

Juntamente com 200 Bispos - no concílio de 08 de dezembro de 1854 - Sua

Santidade, o Papa Pio IX, definiu o dogma da Conceição Imaculada da Virgem

Maria, nestes termos:

     "Declaramos, anunciamos e determinamos que a doutrina que diz ter sido

Maria, a santíssima Virgem, desde o momento da sua Conceição, por graça e

privilégio excepcional de Deus e em atenção aos merecimentos de Jesus

Cristo, Salvador do Gênero humano, preservada de toda a mancha do pecado

original, é por Deus revelada e como tal deve ser aceita e firmemente

acreditada pelos fiéis. Se alguns, o que Deus tal não permita, se atreverem

a divergir desta nossa definição, saibam e conheçam que por sentenças

próprias se condenaram e naufragaram na fé, separando-se da Igreja".

     A 25 de março de 1858, a Mãe de Deus apareceu a Santa Bernadete, em

Lourdes, e esta lhe perguntou o nome. Ela respondeu:

 

     "Eu sou a Imaculada Conceição"!

 

 

A Assunção Corpórea da Virgem Maria

 

 

    Tendo Maria Santíssima sido isenta do pecado original, seu sacratíssimo

corpo não sofreu a corrupção sepulcral e foi transportado para o Céu, para

junto de seu Filho, que é ossos dos seus ossos, sangue de seu sangue e

carne de sua carne.

    Consta da tradição que alguns anos depois da morte de Cristo os

apóstolos reuniram-se em Éfeso e lá assistiram a morte da Mãe de Deus,

sepultaram-na e três dias depois viram os Anjos, em coro celeste,

transportando seu corpo para o céu.

    Nesses versículos foram profetizadas a Assunção de Maria Imaculada, sua

coroação de Rainha do Céu e da terra e sua permanência no seu trono de

glórias imortais; à direita do trono de seu Filho: "Levanta-te, Senhor,

entra no teu repouso, tu e a arca da tua santidade" (Salmo 132, 8)  "Quem é

esta que sobe do deserto como uma leve coluna de fumo? (C. dos Cânticos 3,

6); e: - "A rainha está à tua dextra" . . .  (Salmo 45, 10).

    A 1o de novembro de 1950, Sua Santidade, o Papa Pio XII, de santa e

saudosa memória, definiu o dogma da Assunção de Maria Imaculada.

 

Os Diversos Títulos da Nossa Senhora

    

A Mãe de Deus tem diversas títulos: - Nossa S. Auxiliadora, Nossa S.

do Carmo, Nossa S. do Santíssimo Sacramento, e muitos outros, tudo de

acordo com a sua profecia:

"Eis que, de hoje em diante, todas as gerações

me chamarão bem-aventurada" (S. Lucas 1, 48).

 

     Ela ainda é chamada de Mãe de Misericórdia, de Onipotência Suplicante,

Refúgio dos pecadores e Tesoureira da Graça.

 

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