Povo de origem semita da costa setentrional do Mar
Vermelho (atual Líbano) . Por volta do ano 1.000 a.C., cidades-estados
instauram a Fenícia como federação, sob a hegemonia
de Tiro. Colonizam o sul da Península Itálica, parte da Sicília,
litoral sul da Península Ibérica e norte da África,
onde fundam Cartago em 814 a.C. A partir de 800 a.C., a Fenícia
faz parte, sucessivamente, do Império Babilônico, do Império
Persa e do Império Macedônico. Com a queda de Tiro, em 332
a.C., a hegemonia passa para Cartago, que enfrenta os romanos nas Guerras
Púnicas. Cartago é derrotada em 146 a.C.
A principal atividade econômica é o comércio marítimo.
Realizam um forte intercâmbio com as cidades gregas e egípcias
e as tribos litorâneas da África e da Península Ibérica,
no Mediterrâneo. Possuem uma poderosa classe de comerciantes ricos
e utilizam trabalho escravo. A base da organização política
são os clãs familiares, detentores da riqueza e do poder
militar. Cada cidade-estado é governada por um rei, indicado pelas
famílias mais poderosas. Desenvolvem técnicas de navegação
e de fabricação de barcos, vidro, tecidos e artesanato metalúrgico.
Criam um alfabeto, posteriormente adotado com modificações
pelos gregos e a partir do qual é criado o alfabeto latino. Sua
religião é politeísta, com cultos e sacrifícios
humanos.