CRIANÇAS DE KOSOVO 

 

Dois meses desde o início

Da guerra, na Iugoslávia:

Crianças traumatizadas

Crianças sofridas

Crianças perdidas

Crianças infelizes

Crianças feridas

Crianças mutiladas.

Crianças apáticas,

Com o olhar perdido no vazio.

Crianças famintas

Crianças sedentas

Crianças ensurdecidas

Crianças ensandecidas

Crianças desesperadas

Crianças despercebidas

Crianças ignoradas

Crianças desprezadas

Crianças sem mãe

Crianças sem pai

Crianças sem irmão

Crianças sem famílias

Crianças sem lar

Crianças sem horizonte

Crianças sem futuro

Crianças sem esperanças

Crianças sem carinho

Crianças sem proteção

Crianças sem lágrimas

Crianças sem brinquedos

Crianças sem escola

Crianças sem lazer

Crianças sem a terra natal

Crianças sem paz

Crianças tristes

Crianças assustadas.

Crianças impossibilitadas

De crescerem saudáveis.

Seres humanos inocentes

Seres humanos violentados

Seres humanos destruídos

Pela intolerância

Pela ignorância

Pela ganância

Pela covardia

Pela irresponsabilidade,

Pela incapacidade

De seres desumanos.

Destruidores, insensíveis, inconseqüentes...

Que não têm o maior de todos os sentimentos dentro do coração.

 

 Kosovo!

O que será das nossas crianças?

Sobreviverão?

Oremos por elas... por todas as crianças do mundo!!!

Vamos rogar, implorar por elas...

Oh! Deus Todo Poderoso, tende piedade, Senhor!!!

 

Deixai as crianças em paz!

Elas são o futuro.

Único alento.

Senhor, proteja-as!”

 

29.05.99 - 20:30

Dinorá M. Campos

 

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