DURRUTI

A Espanha é um conjunto de nações, com línguas e costumes diferentes: galego, valenciano, zaragozano, catalão, basco, aragonés, e outros. Somente no século 15 os reis católicos a unificam a ferro e fogo, tomando uma parte de Portugal e instaurando a inquisição e outros rigores da Idade Média. Esa atitude conservadora permaneceu até o século 20, quando outros países vizinhos da Europa caminhavam pela industrialização e o progresso técnico e cultural.
A corrente renovadora foi submetida tanto quanto possível, até que aconteceu a renúncia do rei. Nessa hora tinha-se a Espanha dividida em dois tipos muito diferentes, ireconciliáveis pela história de dominação de um sobre o outro.

Vendo não mais ser possível conservar o poder, a parte conservadora parte para a guerra em 1936.
 
Durruti cresce ja trabalhando como mineiro, nas difíceis condições a que eram submetidos os mineiros, mesmo os minores de idade ou velhos. Após as terríveis represões aos mineiros e insurgentes, com assasinatos em massa por parte de generais do exercito, parte à luta contra os responsáveis.

Chega a incursionar também na Argentina, e em Paris tenta assasinar ao rei, Afonso XIII, que tinha reprimido a rebelião em Barcelona com fuzilamentos, inclusive do educador fundador da escola moderna Francisco Ferrer y Guardia, que não teve participação no levantamento.

Quando a República é ameaçada na Espanha pelo golpe militar, o anarquismo consegue se liberar da perseguição que tinha dentro mesmo da República, pois organiza a Resistência, defende e retoma cidades ocupadas pelos fascistas. Durruti, o principal líder no front, morre em situação não esclarecida durante a defesa de Madrí.
Não aceita graus militares, por sua oposição à jerarquização e disciplina militar. A coluna Durruti foi a principal coluna anarquista, assim como a coluna Lister foi a principal coluna comunista.


Existe versão em português!

Acima, ao meio, o Durruti, mineiro.

O livro comenta muito da situação da guerra espanhola. Extraimos dele a foto acima, de um mitín da "Confederación Nacional de Trabajadores"-CNT onde fala a famosa militante Federica. Atras, com uma mão sobre uma cadeira, estaría José María Lunazzi. Acredito seja, pois tenho visto uma foto original de um mitín que sería o mesmo, tirada de frente.



 
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