Clássicos de Todos os Tempos

Ludwig van Beethoven



Retrato de Beethoven Em 16 de dezembro de 1770, na cidade alemã de Bonn, nasceu Ludwig van Beethoven, filho de um músico pouco competente, Johan van Beethoven, e de Maria Magdalena. O pai de Ludwig quis que o filho alcançasse o que ele próprio não alcançou com a música. Assim, aos cinco anos Beethoven se viu obrigado a estudar cravo, violino e viola, de maneira tal que não lhe era permitida nenhuma distração. As brincadeiras típicas da infância, Beethoven teve de as deixar. Dessa forma, quando entrou na escola, em 1778, não se saiu bem com a ortografia alemã, o latim e a aritmética. O que sabia fazer, e o que lhe agradava, era a música.

Dessa forma, em 1779 começou a estudar a obra de Johann Sebastian Bach e aprendeu órgão, além de ter iniciado seus estudos sobre composição. O jovem Beethoven foi nomeado organista-suplente da corte, com a idade de onze anos. Dois anos mais tarde, Beethoven foi nomeado solista de cravo na corte de Bonn. Já em 1786, a genialidade do músico era unanimemente aceita na corte, e em 1787 ele foi a Viena ter com Mozart, que lhe aplaudiu efusivamente a improvisação de quinze minutos sobre um tema dado pelo próprio Mozart.

Em 1792, depois da ausência de Viena causada pelas mortes de sua mãe e de sua irmã, Beethoven retorna definitivamente e começa a ter aulas com Haydn, que ensinava mal e não tinha muito tempo para dar atenção a Ludwig. Dois anos depois, após ter parado suas aulas com Haydn, passou a estudar composição com Johann Albrechtsberger, que pôs em dúvida a qualidade do estilo de Beethoven, além de Salieri e Foerster.

Beethoven publicou sua Opus 1 em 1795, Três Trios para Piano, Violino e Violoncelo, efusivamente aplaudida em um concerto público que o compositor fizera pouco antes. No ano de 1797 suas obras fizeram grande sucesso na corte de Viena: Três Sonatas para Piano, Opus 2 e Trio em Mi Bemol para Violino, Viola e Violoncelo, Opus 3. Depois disso, Ludwig não parou mais de compor. Mas em 1798, em um dos longos passeios que costumava fazer nos arredores de Viena, Beethoven não conseguiu ouvir com clareza uma melodia que um pastor tocava em uma flauta. O compositor percebeu que estava ficando surdo.

No ano de 1800 Ludwig van Beethoven, com a surdez bastante avançada, publicou a Sinfonia n.º 1 em Dó Maior, Opus 21, considerada pelo autor de grande importância, opinião diversa da do público, que aplaudia e elogiava em muito maior grau o Septeto em Mi Bemol para Violino, Viola, Trompa, Clarineta, Fagote, Violoncelo e Contrabaixo, Opus 20. Depois, em 1802, escreveu a Sinfonia n.º 2 em Ré Menor, Opus 36, em que, apesar do seu estado de espírito, desalentado com a surdez progressiva e o desprezo de uma mulher, demonstrou grande energia e vitalidade.

Mais tarde, em 1805, estreou a Sinfonia n.º 3 em Mi Bemol Maior, Opus 55, dita Heróica, pois homenageava o herói Napoleão Bonaparte. Entre 1805 e 1808 Beethoven compôs febrilmente, e sua obra, nesse período, rompera com o Classicismo para se entregar ao Romantismo. A morte de seu irmão Karl em 1815 mudou o estilo de vida de Ludwig, antes dedicada somente à música, que passou a se dedicar também ao filho de Karl. No ano de 1817 o compositor começou uma sinfonia que foi concluída somente em 1822 e executada pela primeira vez em 1825. Essa obra era a Sinfonia n.º 9, Opus 125, que muitos afirmam ter sido sua opus majus.

O fim da vida de Ludwig van Beethoven, coroado de glórias e sucessos, mas idoso, surdo, desamparado e moralmente abatido pela tentativa de suicídio do sobrinho, ocorreu no ocaso de 26 de março de 1827. Seu último ato foi levantar o punho fechado, em um gesto de desafio ao destino.




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