Reformador, dezembro 1982, p. 362. Editorial em homenagem ao fundador, por ocasião do centenário de fundação, sendo Francisco Thiesen presidente da FEB e diretor da revista, Lauro S. Thiago diretor-substituto, Indalício H. Mendes redator-chefe, Alberto Romero secretário e Agadyr Teixeira Torres gerente.

 

 

Mensagem de Gratidão

 

QUERIDO AMIGO Augusto Elias da Silva

Nos páramos de luz onde te encontras, o nosso pensamento agradecido te procura, para levar-te ao espírito benfazejo a nossa homenagem carinhosa.

Desde que, sob a inspiração de Ismael, fundaste este mensário, passaram-se cem anos. Ao longo desse tempo, o teu "Reformador" jamais deixou de cumprir a missão que lhe assinalaste, esparzindo com dedicação e perseverança as luzes do Espírito Consolador, na incessante semeadura da fraternidade e da esperança.

Se muitas vezes a maré montante das dificuldades ameaçou-lhe o curso, em épocas de crise e até de perseguição, o amparo celeste e o heróico idealismo dos teus seguidores sempre o mantiveram ativo, no seu abençoado carreiro espírita-cristão.

No correr das décadas que se seguiram à sua fundação, duas guerras mundiais ensangüentaram a face do planeta e diversas convulsões sociais abalaram a nossa pátria. Nos intervalos das piores erupções de violência, intercalaram-se numerosos modismos, dissolventes e perigosos, forjados nos estaleiros do materialismo e da cupidez, da irresponsabilidade e da concupiscência. Teu "Reformador", porém, continuou sempre a singrar, com equilíbrio sereno e inabalável, o agitado oceano das idéias em conflito, repetindo, mês a mês, com imperturbável segurança, a mensagem da verdade e do perdão, do trabalho, da solidariedade e da tolerância, em nome de Deus, do Cristo e da Caridade.

Tribuna alta e santa, erguida à face do mundo, este órgão foi sempre fiel porta-voz das instruções e dos apelos do Mundo Maior e de companheiros eméritos, do porte intelecto-moral de Bittencourt e Sayão, Richard e Bezerra, Gomes Braga e Quintão, Guillon e Wantuil, cuja palavra construtiva e ponderada jamais descambou para a agressão ou para o revide, mantendo-se permanentemente no plano elevado das idéias cristãs e dos sentimentos generosos.

Enquanto irrompiam neste orbe o bolchevismo, o fascismo, o nazismo, o existencialismo e a permissividade, continuaram a refletir-se e a multiplicar-se nestas páginas preciosos estudos e oportunos comentários sobre a Boa Nova do Cristo e a Codificação Espírita de Kardec, estimulando os esforços mais nobres dos espíritos bem-intencionados, no rumo da confraternização e da paz.

É tua, portanto, caríssimo Amigo, sob as bênçãos de Jesus e de Ismael, a messe de luzes sublimais destes cem anos de "Reformador". Por isso, ao editorarmos este número, que lhe completa o centenário, nós te saudamos, em nome de todos os espiritistas da Terra, desencarnados e encarnados, pois formamos, todos juntos,

A CARAVANA QUE NUNCA SE DISSOLVE.

 

 

 

 

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