NOSSA BANDEIRA
Bandeira da minha terra, bandeira das treze listas: são treze lanças de guerra cercando o chão dos Paulistas! => |
Prece alternada, responso entre a cor branca e a cor preta: velas de Martim Afonso, sotaina do Padre Anchieta! |
Bandeira de Bandeirantes, branca e rota de tal sorte, que entre os rasgões tremulantes mostrou a sombra da morte. => |
Riscos negros sobre a prata: são como o rastro sombrio que na água deixava a chata das Monções, subindo o rio. |
Página branca pautada Por Deus numa hora suprema, para que, um dia, uma espada sobre ela escrevesse um poema: => |
Poema do nosso orgulho (eu vibro quando me lembro) que vai de nove de julho a vinte e oito de setembro! |
Mapa de pátria guerreira traçado pela Vitória: cada lista é uma trincheira; Cada trincheira é uma glória! => |
Tiras retas, firmes: quando o inimigo surge à frente, são barras de aço guardando nossa terra e nossa gente. |
São os dois rápidos brilhos do trem de ferro que passa: faixa negra dos seus trilhos, faixa branca da fumaça. => |
Fuligem das oficinas; cal que as cidades empoa; fumo negro das usinas estirado na garoa! |
Linhas que avançam; há nelas, correndo num mesmo fito, o impulso das paralelas que procuram o infinito => |
Desfile de operários; é o cafezal alinhado; são filas de voluntários: são sulcos do nossso arado! |
Bandeira que é o nosso espelho! Bandeira que é a nossa pista! Que traz no topo vermelho, O coração do Paulista! |
Guilherme de Almeida |
Francisco A. L. Campos (1998-2001)