13-O Destino de Orestes

Orestes matou a mãe e seu amante, Egisto, com a ajuda de Electra. Mas as Erínias, as velhas deusas, vingaram o crime de sangue e perseguiram Orestes, enlouquecendo-o. Orestes fugiu para Apolo, que o purificou com sangue de porco. As Erínias não se deram por satisfeitas, e o espírito de Clitemnestra as instigava: as Erínias pertenciam à velha religião e pouco se importavam com o pai. Orestes chegou a Atenas e ali o reconheceram como matricida. No banquete, lhe deram mesa separada para evitar poluição, mas, não querendo ofendê-lo, todos se sentaram em mesas separadas. Em seguida, Orestes foi para a Criméia, a fim de recuperar a imagem de Ártemis. A sacerdotisa da deusa o teria sacrificado, como sacrificava todos os náufragos gregos. Desejando, porém, enviar uma mensagem à Grécia, descobriu seu irmão: pois a sacerdotisa era Ifigênia, arrebatada por Ártemis do sacrifício em Áulis. Ifigênia ajudou o irmão a levar a imagem de volta para Atenas. Ali, perante Aerópago, o supremo tribunal, julgou-se a causa de Orestes. Atena, que não nascera de mãe alguma, proferiu o seu voto, absolvendo-o. Assim se aplacaram as Erínias e a vontade de Zeus se cumpriu.


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