Egípcios

    No período neolítico, tribos nômades indo-européias instalam-se na região do Vale do Rio Nilo , onde constroem cidades-estados, como Tebas, Mênfis e Tânis. Estabelecem um Estado unificado por volta de 3.200 a.C., introduzindo uma monarquia centralizada no faraó, soberano hereditário, absoluto e considerado encarnação divina. As cidades-estados são transformadas em nomos, divisões administrativas da monarquia, governadas por nomarcas. Até 2.700 a.C., o Egito mantém-se relativamente isolado. Por volta de 2.000 a.C. dá os primeiros passos para romper esse isolamento, com incursões contra os beduínos do Sinai e a conquista de suas minas de cobre e pedras preciosas. A invasão dos hicsos, de origem caucasiana, interrompe essa expansão. O Egito expulsa os hicsos em 1.600 a.C. e, em seguida, conquista Síria, Palestina, Mesopotâmia, Chipre, Creta e ilhas do Mar Egeu. Em 332 a.C., passa a integrar o Império Macedônico  e, a partir de 30 a.C., o Império Romano .
A agricultura e o comércio de produtos naturais são a base da economia. Desenvolvem técnicas de irrigação e construção de barcos. Com a unificação, a propriedade da terra passa dos clãs ao faraó, aos nobres e aos sacerdotes. Os membros dos clãs são transformados em servos. Escravos trabalham nas minas e na construção de palácios, templos e monumentais pirâmides  de pedra (túmulos dos faraós). Desenvolvem a técnica de mumificação de corpos, fazem o primeiro calendário lunar  e destacam-se na Astronomia, na Engenharia e nas artes . Lançam os fundamentos da Geometria e do Cálculo. Criam as escritas hieroglífica (com ideogramas), hierática (uso religioso) e demótica (uso comum). Politeístas, cultuam o deus Sol e as divindades são representadas na por formas humanas, algumas com corpo ou cabeça de animais.
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