Antiguidade

Período da História entre o aparecimento da escrita (cerca de 4.000 a.C.) e a queda do Império Romano (476 d.C.) , também conhecido como Idade Antiga. Nessa época desenvolvem-se as primeiras civilizações humanas no Oriente Médio, na China e na Índia, e mais tarde, no Ocidente, as civilizações grega e romana.
Oriente Médio – As principais civilizações são a egípcia, a hebraica, a fenícia, a persa e as mesopotâmicas. Ocupam uma região que se estende da Índia ao Mar Mediterrâneo e dos Mares Negro e Cáspio ao Oceano Índico. A aridez dos grandes desertos  dessa área, como o Deserto Arábico , contrasta com a fertilidade dos vales, banhados pelos rios Orontes (na Síria), Jordão (na Palestina), Tigre e Eufrates (na Mesopotâmia) e Nilo (Egito). Nessa região – em formato de meia-lua e, por isso, conhecida como Crescente Fértil  – desenvolve-se a agricultura, principal atividade econômica desses povos. Daí o nome de civilizações hidraúlicas ou de regadio. Algumas sociedades, porém, que aparecem mais tarde e não contam com o poder fertilizador de grande rios, vivem praticamente de atividades pastoris (hebreus, filisteus, cananeus, hititas), do comércio (fenícios, cretenses) e de conquistas militares (assírios, hititas, persas).
De modo geral, a maioria das sociedades tem como forma de governo a monarquia teocrática e hereditária (ver Despotismo). As instituições monárquicas do Egito e da Mesopotâmia – representadas, respectivamente, pelo faraó e pelo patesi – influenciam os chefes de Estado das demais civilizações. Num primeiro momento, estabelecem-se politicamente em cidades-estado; estas, por meio de guerras, constroem impérios que se sucedem no domínio de todo o mundo antigo, com exceção do extremo Oriente: o Império Babilônico (Primeiro: 1.728 a.C. a 1.513 a.C.; Segundo: 614 a.C. a 539 a.C.), o Império Persa (539 a.C. a 331 a.C.), o Império Macedônico (359 a.C. a 31 a.C.) e o Império Romano  (753 a.C. a 476 d.C.).
A religião é politeísta, sendo o deus Sol um dos mais importantes. As exceções são o povo hebreu, o único monoteísta da Antiguidade, e os persas, que acreditam existir duas forças divinas – o Bem e o Mal. Força central da sociedade, a religião justifica as leis, a organização da sociedade, os fenômenos da natureza e os preceitos morais. A arte também recebe uma forte influência religiosa e tem como temas mais constantes as divindades, os reis, as batalhas e alguns aspectos da vida cotidiana. A arquitetura é monumental, com edifícios religiosos e governamentais de grande porte. Essas civilizações deixam importantes contribuições, como o alfabeto, a Bíblia , as pirâmides, as técnicas de irrigação, os conhecimentos de Astronomia, de Astrologia, sistemas de pesos e medidas e calendários lunares e solares (ver Civilizações Orientais Antigas).
Ocidente – A civilização grega ou helênica, que se desenvolve nos Bálcãs , e a romana, na Península Italiana, formam a chamada Antiguidade Clássica, base da cultura ocidental de hoje. Ambas expandem-se pelo Mar Mediterrâneo em épocas e maneiras diversas. Os gregos originalmente vivem da criação de cavalos e, depois, passam a cultivar azeitonas e uva e a realizar o comércio marítimo. Os romanos, por sua vez, caracterizam-se inicialmente pela dedicação às atividades pastoris e à agricultura. Depois muitos se tornam soldados e, por fim, compõem a aristocracia dirigente que vive das regiões conquistadas e do trabalho de escravos. Os Exércitos romanos beneficiam-se do sentimento regionalista grego que isola as cidades-estado (pólis), dominando a civilização helênica.
A religião é politeísta e ocupa lugar de destaque nas sociedades greco-romanas, mas o racionalismo é adotado como base do conhecimento e da política. Para esses povos, ao contrário do que pensavam os orientais, os problemas da comunidade dependem de soluções humanas, e não divinas. Os governantes, embora mantenham o cargo de supremo sacerdote, não são considerados deuses. Essa nova visão leva às diferentes formas de governo que influenciam a sociedade atual.
Na Grécia, todo cidadão participa da defesa da cidade-estado, o que gera um sentimento de igualdade que resulta na democracia. Já Roma, que no início da sua história era uma monarquia, transforma-se em uma república e passa a ter uma política expansionista.
A vida na Antiguidade greco-romana é centralizada em cidades, numa fusão da pólis helênica e da posterior República Romana. Elas desenvolvem formas de organização e de cultura urbanas sofisticadas que permanecem até hoje, como é o caso de município. As cidades são conglomerados urbanos de proprietários de terra. Ou seja, sua renda provém dos produtos cultivados fora de seus perímetros.
A arte grega  reflete os princípios democráticos e o racionalismo que dominam a sociedade, exaltando o ser humano, de forma idealizada e perfeita. O homem é também o tema central da arte romana, mas representado de forma mais realista (ver Arte antiga). As ciências alcançaram grande progresso: os números romanos e o Direito são contribuições importantes (ver Civilizações ocidentais antigas). 1