Persas e Medos
 
    Os persas, tribos nômades aparentadas dos escitas, do Cáucaso, deslocam-se para a região do Irã , mesclando-se aos povos locais (medos). Por volta de 700 a.C., cidades-estados como Pasárgada e Persépolis vivem sob hegemonia meda. Em 539 a.C., os persas derrotam os medos e, sob a liderança de Ciro II (559 a.C.-529 a.C.), iniciam o Império Persa. Ciro submete as sociedades da Mesopotâmia, consolida a hegemonia no Irã, conquista a Babilônia, o reino da Lídia e as colônias gregas da Ásia Menor. A partir de 522 a.C., durante o reinado de Dario, o Grande (558 a.C.?-486 a.C.), o império estende-se para a Trácia, a Macedônia e parte da Índia. Sem conseguir administrar rebeliões no vasto território, Xerxes (519 a.C.-465 a.C.), que sucede Dario em 486 a.C., entra em guerra com as cidades gregas. Chamado Guerra Médica (492 a.C.-448 a.C.), o conflito acaba com a vitória dos gregos. Em 331 a.C., os persas são submetidos ao Império Macedônico.
Praticam a agricultura, a pecuária, o artesanato, a metalurgia e a mineração de metais e pedras preciosas. Realizam intensos intercâmbios comerciais. Constroem estradas de pedra e canais para facilitar o transporte, as trocas e o correio a cavalo. Implantam uma economia monetária, adotam um sistema de pesos e medidas e instituem impostos fixos.
No topo da estrutura social está a nobreza territorial, militar e burocrática e, na base, servos e escravos. Em 539 a.C., com Ciro II, passam a viver sob uma monarquia absoluta. Desenvolvem uma literatura diversificada, particularmente a religiosa. Seguem os ensinamentos do profeta Zaratustra (ou Zoroastro), que realiza importante reforma religiosa em VI a.C. A religião persa é dualista: os deuses são Ahura-Mazda, o Bem, e Arimã, o Mal. 1